
A tradição voltou a sair à rua no concelho da Lagoa com a celebração da 30.ª edição do Concurso de Maios, cujos resultados foram oficialmente divulgados. Segundo a nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal da Lagoa, a edição deste ano registou uma forte adesão da comunidade, contando com a participação de 16 “maios” que representaram o tecido associativo, institucional e o brio individual dos lagoenses. O grande vencedor da edição de 2026 foi o CATL de Santa Cruz – Centro Social e Cultural da Atalhada, que conquistou o júri e o público, garantindo o 1.º lugar e um prémio monetário de 300 euros.
A classificação final do certame resultou de um modelo de votação misto, combinando a avaliação técnica de um júri convidado com o escrutínio popular realizado através da rede social Facebook, incentivando a interação digital com os costumes ancestrais. No pódio, seguiram-se Graça Domingues, que alcançou o 2.º lugar (250 euros), e a Família Andrade, que garantiu a 3.ª posição (200 euros). O top 5 ficou completo com Marcelo Borges, no 4.º posto, e o CATL O Borbas – Rosário, em 5.º lugar.
A lista de participantes refletiu a diversidade geográfica e social do concelho, incluindo desde a Creche Bem Me Quer e a Escola Secundária da Lagoa até agrupamentos de escoteiros e centros sociais de Água de Pau e do Cabouco. Em comunicado, a autarquia lagoense fez questão de enaltecer o esforço coletivo para a manutenção desta herança cultural, sublinhando “o empenho, a criatividade e a dedicação de todos os participantes, que contribuíram para manter viva esta tradição popular profundamente enraizada na cultura local, valorizando o espírito comunitário e a preservação das tradições associadas à celebração dos Maios”.
Com três décadas de história, o Concurso de Maios consolida-se no calendário cultural da Lagoa como um evento que cruza gerações. Para o município, a iniciativa continua a afirmar-se como uma “referência cultural e participativa”, cumprindo o papel de mobilizar a identidade popular em torno da construção destas figuras emblemáticas que marcam o início da primavera na ilha de São Miguel.

A Câmara Municipal da Lagoa promove, no dia 22 de agosto do corrente ano, a 10.ª edição da Festa Branca do Convento, um dos eventos mais marcantes do verão no concelho, que terá lugar no Convento de Santo António. Inspirada nos grandes bailes de verão das capitais europeias, esta iniciativa tem vindo a afirmar-se como uma experiência de referência, aliando música, património e um ambiente sofisticado num cenário único.
Com início às 22h00 e término previsto para as 05h00, sendo já reconhecida pelo seu ambiente distinto, esta é uma festa onde o dress code privilegia o branco, numa lógica de elegância descontraída.
A animação musical estará a cargo das bandas Sétima Geração, Banda 8 e Banda.Com, bem como dos DJ’s Pedro Almeida, Ricky Sky e Fábio S, prometendo uma noite dinâmica e envolvente. O recinto contará ainda com seis espaços de bar, incluindo três ao ar livre, garantindo diversidade de oferta e conforto aos participantes.
Os bilhetes já se encontram disponíveis para venda, com o valor de 12,50€ até ao dia 31 de maio, com um número limitado de 500 bilhetes, passando para 15,00€ entre 1 de junho e 21 de agosto, e fixando-se em 20,00€ no próprio dia do evento, 22 de agosto. O acesso ao recinto será feito exclusivamente mediante apresentação de pulseira oficial fornecida no ato de compra.
De acordo com as normas do evento, a entrada é permitida a maiores de 14 anos, desde que acompanhados por um adulto responsável, sendo que não será autorizada a entrada de comidas e bebidas do exterior, nem a reentrada após saída do recinto. É também expressamente proibido fumar no interior do convento, em particular no claustro, podendo o incumprimento das regras, incluindo as de vestuário, implicar a não admissão ou expulsão do evento.

O município da Lagoa reforçou a aposta na promoção da mobilidade sustentável através da instalação de mais dois postos de carregamento para veículos elétricos no concelho. Com a instalação destes, a Lagoa passa a disponibilizar um total de sete pontos de carregamento, alargando assim a cobertura territorial.
Deste modo, a rede de carregamento passa a integrar quatro postos na freguesia de Nossa Senhora do Rosário, dois na vila de Água de Pau e um junto ao porto da Caloura.
O projeto, apoiado pelo programa Europeu Life, através de um protocolo com a Direção Regional da Energia, insere-se numa estratégia mais ampla de valorização ambiental e modernização dos serviços públicos, garantindo melhores condições de mobilidade para todos.
A expansão reflete o compromisso da autarquia com a transição energética e a redução da pegada carbónica, promovendo alternativas de transporte mais sustentáveis e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no concelho.

O Hospital CUF Açores, sediado na cidade da Lagoa, associou-se às comemorações do Mês do Coração com o lançamento de uma iniciativa de proximidade que visa reforçar a literacia em saúde dos cidadãos. Segundo uma nota de imprensa enviada pela instituição, o hospital está a dinamizar um conjunto de ações de sensibilização abertas a toda a comunidade, focadas na prevenção e no diagnóstico atempado de patologias cardiovasculares. Estas sessões decorrem todas as quartas-feiras de maio, entre as 12h00 e as 16h00, num espaço dedicado denominado “Ponto do Coração”, instalado na receção principal da unidade hospitalar.
A iniciativa conta com a intervenção direta de uma equipa multidisciplinar que integra profissionais das áreas de Enfermagem, Nutrição e Medicina Dentária. Durante estas ações, os interessados podem realizar a medição da tensão arterial e da glicemia, bem como a avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC). Com base nos indicadores recolhidos, os participantes recebem aconselhamento personalizado, permitindo uma gestão mais informada e segura da sua condição de saúde.
Para o enfermeiro diretor do Hospital CUF Açores, Alexandre Costa Matos, esta abertura à comunidade local é fundamental para a saúde pública da região. “Com o ‘Ponto do Coração’, acolhemos a comunidade de forma especial neste mês do coração. Através deste evento gratuito, queremos disponibilizar o conhecimento da nossa equipa para sensibilizar para a adoção de estilos de vida saudáveis, algo que consideramos essencial para identificar precocemente fatores de risco”, sublinha o responsável na nota enviada à redação. Esta ação reflete a estratégia da unidade em promover a prevenção ativa como o pilar central do bem-estar, aproximando os cuidados de saúde especializados da população lagoense e açoriana.

Um grupo de alunos e professores provenientes de Hanôver, na Alemanha, visitaram a Câmara Municipal da Lagoa no âmbito de um intercâmbio Erasmus desenvolvido em parceria com a escola secundária.
A iniciativa assume-se de elevado valor educativo e cultural, uma vez que promove o enriquecimento de conhecimentos, a aproximação de culturas, o fortalecimento de laços de amizade e a abertura de novos horizontes entre os participantes.
A partilha de experiências e culturas distintas reforça, também, o carácter profundamente enriquecedor destes intercâmbios.
Na ocasião, a vereadora da Cultura, Albertina Oliveira, destacou o papel fundamental da Escola Secundária da Lagoa, sublinhando o seu empenho contínuo nestes projetos.
“A Escola Secundária da Lagoa tem sido incansável na promoção destas experiências. Queremos que se sintam em casa, que conheçam a nossa cultura, as nossas paisagens e tradições, e que também deixem no nosso concelho um pouco da vossa cultura. É nestes intercâmbios que o projeto verdadeiramente se enriquece, com boas memórias, novas amizades e, esperamos, com a vontade de regressarem à Lagoa”, referiu a vereadora.
Durante a receção, Albertina Oliveira apresentou ainda diversas atividades e projetos promovidos pelo município, tanto a nível cultural como das festividades e políticas de juventude, destacando, entre outros, o funcionamento do Conselho Municipal Jovem e a Assembleia Jovem.

A Associação Juvenil do Clube Operário Desportivo (AJCOD) sagrou-se campeã regional de basquetebol feminino, no escalão sub-18, ao vencer a final do campeonato que decorreu entre os dias 1 e 3 de maio no pavilhão da escola secundária da Lagoa, garantindo o apuramento para a Taça Nacional, que se realizará em Vila Real, nos dias 23 e 24 de maio.
Organizado pela Associação de Basquetebol de São Miguel, o campeonato regional reuniu algumas das principais equipas da região — Fayal Sport, União Sportiva, GD Gonçalo Velho e AJCOD — proporcionando três dias marcados por elevada qualidade competitiva, talento e espírito desportivo.
Na final, disputada perante uma boa moldura humana, a AJCOD destacou-se pela consistência exibicional ao longo de toda a competição, bem como pelo forte coletivo, atitude competitiva e eficácia nos momentos decisivos. A equipa lagoense, orientada pelas técnicas Filipa Ponte e Laura Bernardo, apresentou um desempenho de elevado nível que lhe garantiu, com mérito, o título regional.
O plantel campeão é composto pelas atletas: Beatriz Relvas, Zora Caetano, Mariana Carreiro, Maria Caetano, Mariana Melo, Luna Tomás, Elina Correia, Inês Pereira, Sara Cabral e Núria Franco. Destaque, ainda, para a atleta Maria Inês Caetano, distinguida como a melhor jogadora do campeonato, reconhecimento do seu desempenho e influência ao longo da competição.
O campeonato constituiu uma importante oportunidade para a valorização do basquetebol feminino jovem, promovendo a prática desportiva, o desenvolvimento de atletas e o espírito competitivo saudável.

Rúben Cabral
Deputado pelo PSD na ALRAA
A cultura é um dos pilares fundamentais de qualquer sociedade desenvolvida. Não é um luxo nem um capricho. É um direito. É através dela que fortalecemos a identidade, o espírito crítico, a coesão social e o sentido de comunidade. Uma sociedade que investe na cultura investe na sua própria maturidade democrática.
Num concelho como o nosso, a promoção cultural deve ser instrumento de inclusão. A cultura aproxima gerações, cria oportunidades e combate desigualdades. Não pode ser encarada como um produto comercial acessível apenas a quem pode pagar.
Defendo — e afirmei-o em reunião de Câmara — que a cultura deve ser tendencialmente gratuita, sobretudo quando é organizada pela própria autarquia. A Câmara Municipal não é uma empresa. Não deve ter como missão gerar receita através da cultura, mas sim garantir que todos os lagoenses tenham acesso às iniciativas promovidas com o seu dinheiro.
Importa, contudo, ser claro: nada é verdadeiramente gratuito quando é financiado pelos contribuintes. Quando falamos de gratuitidade, falamos de acesso sem pagamento direto no momento de entrada, porque o financiamento já foi assegurado pelos impostos pagos pelos cidadãos. E se o esforço é coletivo, então deve, antes de mais, servir quem cá vive, trabalha e paga impostos: os lagoenses.
A Câmara não foi criada para concorrer com agentes económicos privados. Há famílias que dependem da viabilidade dos seus negócios para colocar comida na mesa, incluindo na área da exibição de filmes. Sempre que o poder público entra num mercado onde existem operadores privados, deve fazê-lo com extrema ponderação.
Não sou contra a exibição de cinema. A cultura cinematográfica é importante. Mas se a Câmara decide promover sessões de cinema, então essas sessões devem manter-se gratuitas. Não faz sentido que a autarquia entre numa área que não é a sua vocação natural e, simultaneamente, passe a cobrar bilhetes como se fosse um operador comercial.
Foi recentemente introduzida a possibilidade de pré-reserva por email para as sessões no Cineteatro Lagoense Francisco d’Amaral Almeida. Tal como está, esta solução desprotege os lagoenses. Se qualquer pessoa, independentemente do concelho onde reside, pode garantir lugar antecipadamente, os residentes da Lagoa deixam de ter prioridade numa iniciativa financiada pelos seus impostos.
Defendo que deve existir um mecanismo simples e eficaz que assegure prioridade aos residentes do concelho — seja através de um período inicial exclusivo de levantamento de bilhetes para lagoenses ou outro modelo que garanta essa proteção. Não se trata de excluir ninguém. Trata-se de garantir justiça territorial e respeito por quem financia diretamente o orçamento municipal.
Foi por estes motivos que votei contra o regulamento apresentado. A política exige coerência. E continuarei a defender uma cultura acessível, inclusiva e prioritariamente ao serviço dos lagoenses.

A Vila de Água de Pau deu, este sábado, 2 de maio, um passo significativo na promoção do bem-estar físico com a inauguração oficial do seu Centro de Marcha e Corrida. O projeto, promovido pelo Clube Desportivo Escolar de Água de Pau (CDEAP) em estreita colaboração com a Câmara da Lagoa, surge integrado no Programa Nacional de Marcha e Corrida. A cerimónia de abertura contou com a presença do presidente da autarquia da Lagoa, Frederico Sousa, que destacou o papel fundamental destas infraestruturas no quotidiano dos lagoenses. Segundo os dados facultados pela autarquia em nota de imprensa, esta iniciativa visa dinamizar a comunidade local em torno de práticas desportivas salutares, contribuindo diretamente para uma melhoria na qualidade de vida dos munícipes através da caminhada e da corrida.
Durante a inauguração, Frederico Sousa reiterou a importância estratégica de descentralizar o acesso ao desporto, afirmando que estas iniciativas são cruciais no “aproximar da prática desportiva das comunidades, como forma de combate ao sedentarismo, através de uma abordagem acessível, orientada e sustentável”. O autarca reforçou que o apoio do município ao CDEAP neste projeto reflete o compromisso da edilidade com a saúde pública e com a criação de respostas de proximidade que incentivem a participação ativa dos cidadãos, independentemente da sua condição física inicial.
Para os interessados em aderir à modalidade, o Centro de Marcha e Corrida de Água de Pau já tem o seu plano de atividades definido. Os treinos decorrerão todas as terças e quintas-feiras, com ponto de encontro marcado para as 18h30 junto à sede da Junta de Freguesia de Água de Pau. As sessões contemplam percursos de dificuldade ajustada e, acima de tudo, garantem o acompanhamento técnico especializado, permitindo que tanto iniciantes como praticantes mais experientes possam usufruir da atividade com segurança.

A Universidade dos Açores (UAc) promove, no próximo dia 13 de maio de 2026, entre as 08h30 e as 10h30, uma aula aberta dedicada à intervenção psicossocial com sobreviventes de violência doméstica e consumos de substâncias aditivas. O evento, que terá lugar no Anfiteatro D.007, em Ponta Delgada, assume-se como um momento de partilha de conhecimento internacional, contando com a participação de duas conceituadas académicas da Lakehead University, no Canadá.
Segundo nota de imprensa enviada pela instituição de ensino superior, a iniciativa é organizada no âmbito da unidade curricular de “Intervenção em Contextos de Exclusão”, lecionada pelo Professor Doutor Eduardo Marques, que será o moderador da sessão.
A presença das docentes Susan Scott e Angela Hovey permitirá uma análise comparativa e profunda sobre o funcionamento das casas de abrigo em Ontário, no Canadá, onde as estruturas de apoio a mulheres e crianças em situação de risco integram práticas inovadoras de redução de danos. A Prof.ª Doutora Susan Scott, especialista em Serviço Social com vasta experiência em políticas públicas, e a Prof.ª Doutora Angela Hovey, com percurso clínico focado em trauma e violência, apresentarão resultados de investigação que demonstram como estas estratégias podem diminuir as barreiras no acesso a serviços essenciais. O foco recairá sobre o “Quadro de Redução de Danos”, uma ferramenta que ajuda as instituições a criar ambientes mais seguros e inclusivos para sobreviventes que, simultaneamente, enfrentam desafios relacionados com o consumo de substâncias.
Para além da vertente técnica e clínica, a aula aberta abordará a interdependência entre o bem-estar humano e o meio envolvente, alinhando-se com os princípios do eco serviço social. De acordo com a organização, esta abordagem valoriza soluções sustentáveis e o impacto do ambiente no apoio a populações vulneráveis, uma reflexão que se torna particularmente relevante para a realidade açoriana e para os profissionais que atuam no terreno.
A sessão, que conta com a colaboração do projeto Trans-Lighthouses, é aberta não só a estudantes e investigadores, mas a toda a comunidade, convidando o público em geral a participar no debate sobre um tema de elevada sensibilidade e importância social.

A Câmara Municipal da Lagoa e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) local realizaram, na quinta feira-passada, 30 de abril, uma iniciativa simbólica no jardim dos Paços do Concelho para sensibilizar a comunidade para a prevenção dos maus-tratos na infância. A ação consistiu na formação de um “Laço Azul Humano” por colaboradores da autarquia, integrando um desafio de âmbito nacional que mobilizou simultaneamente diversas localidades no Continente e nas Regiões Autónomas. Segundo a nota de imprensa da autarquia, este gesto pretende reforçar a ideia de que a proteção dos mais novos é uma “responsabilidade partilhada” que exige o compromisso ativo de instituições e cidadãos.
Esta iniciativa surge no seguimento de outras ações que têm marcado o mês de abril no concelho. No passado dia 1, a bandeira do Laço Azul foi hasteada nos Paços do Concelho, numa cerimónia que contou com a vereadora da Ação Social e Saúde, Graça Costa, e a presidente da CPCJ de Lagoa, Edite Preto. O movimento de sensibilização estendeu-se também à comunidade escolar, com a EBI de Lagoa, a EBI de Água de Pau e a Escola Secundária da Lagoa a associarem-se através do hastear da bandeira e da dinamização de atividades pedagógicas com os alunos.
A par das iniciativas simbólicas, o Município reforçou o seu compromisso político com a aprovação do Plano Municipal de Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças e Jovens 2026–2030. Este documento, o primeiro do género a ser aprovado ao nível da Região Autónoma dos Açores, surge como um instrumento estratégico baseado num diagnóstico das problemáticas identificadas localmente. Elaborado em rede com diversas entidades, o plano visa garantir o desenvolvimento integral e o bem-estar das crianças e jovens lagoenses para os próximos quatro anos, consolidando a articulação entre a autarquia e a CPCJ.