
O município da Lagoa reforçou a aposta na promoção da mobilidade sustentável através da instalação de mais dois postos de carregamento para veículos elétricos no concelho. Com a instalação destes, a Lagoa passa a disponibilizar um total de sete pontos de carregamento, alargando assim a cobertura territorial.
Deste modo, a rede de carregamento passa a integrar quatro postos na freguesia de Nossa Senhora do Rosário, dois na vila de Água de Pau e um junto ao porto da Caloura.
O projeto, apoiado pelo programa Europeu Life, através de um protocolo com a Direção Regional da Energia, insere-se numa estratégia mais ampla de valorização ambiental e modernização dos serviços públicos, garantindo melhores condições de mobilidade para todos.
A expansão reflete o compromisso da autarquia com a transição energética e a redução da pegada carbónica, promovendo alternativas de transporte mais sustentáveis e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no concelho.

A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, enviou uma carta à ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, alertando para a gravidade da conjuntura internacional marcada por elevada instabilidade dos mercados energéticos, fortes tensões geopolíticas e crescentes limitações na disponibilidade e no preço dos combustíveis.
Perante este cenário, que o Governo dos Açores considera particularmente preocupante, Berta Cabral exige que o Governo da República tenha em conta, de forma clara e consequente, as especificidades das regiões autónomas, em especial dos Açores, cuja condição arquipelágica e ultraperiférica acentua de forma significativa a vulnerabilidade a ruturas no abastecimento energético.
“Os Açores dependem exclusivamente do transporte marítimo para o fornecimento de combustíveis, ficando especialmente expostos a interrupções nas cadeias logísticas internacionais. Esta realidade estrutural impõe soluções diferenciadas, planeamento próprio e uma salvaguarda reforçada nos mecanismos nacionais de prevenção e resposta a crises energéticas”, sublinha a governante.
Berta Cabral destaca ainda que a mobilidade dos cidadãos açorianos, assim como a ligação da região ao exterior e interilhas, depende de forma determinante do transporte aéreo, quer para passageiros, quer para bens essenciais, evacuações médicas, operações de emergência e funcionamento de serviços públicos fundamentais.
“O abastecimento regular de combustível de aviação (jet fuel) é, por isso, absolutamente crítico para a coesão territorial, para a continuidade do serviço público de transporte aéreo e para a segurança das populações. Qualquer falha neste domínio teria consequências imediatas e extremamente gravosas para a região”, alerta.
A secretária regional evidencia, igualmente, que o fornecimento de energia elétrica nos Açores continua a depender, de forma significativa, de centrais termoelétricas alimentadas por combustíveis fósseis, apesar do esforço continuado de transição energética e do aumento da incorporação de fontes renováveis.
Berta Cabral sublinha que, num cenário de rutura no abastecimento de combustíveis, os efeitos combinados sobre o transporte marítimo e aéreo, a produção de eletricidade e a logística regional seriam imediatos e severos, comprometendo a mobilidade interilhas e com o continente, o acesso a cuidados de saúde diferenciados, a segurança energética e o normal funcionamento da economia açoriana.
Neste contexto, a secretária regional considera imprescindível que os planos nacionais de contingência energética integrem expressamente as regiões autónomas, defendendo, por isso, como absolutamente necessário, “garantir níveis adequados e seguros de stocks operacionais de combustíveis na região e definir mecanismos claros, céleres e previamente operacionalizados para a mobilização de reservas estratégicas nacionais para os Açores e reforçar a coordenação institucional e a partilha de informação entre a ENSE, o Governo da República e o Governo Regional”.

O governo dos Açores anunciou um reforço nos apoios destinados aos docentes do sistema educativo regional, focando-se no alojamento e nas deslocações para o próximo ano letivo. Segundo uma nota enviada pela Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto, o novo pacote de incentivos pretende, conforme explica a secretária regional Sofia Ribeiro, “promover o incentivo à estabilidade de pessoal docente, devidamente habilitado, nas ilhas e nas escolas do sistema educativo regional mais carenciadas”. A medida surge como uma resposta direta às dificuldades de fixação de profissionais em determinadas áreas do arquipélago.
De acordo com a portaria publicada esta quinta-feira, 12 de março, o apoio à habitação passará a ter um valor de 500 euros mensais por ano escolar. Na prática, cada docente que beneficie deste mecanismo poderá receber um montante global superior a seis mil euros anuais. Adicionalmente, o executivo açoriano assegurará o pagamento de uma passagem aérea anual de ida e volta em território nacional, tendo como referência o valor máximo da “Tarifa Açores” ou do subsídio social de mobilidade. Para aceder a estes benefícios, no entanto, existem critérios de permanência: Sofia Ribeiro esclareceu que o docente deve “cumprir o serviço docente por um período mínimo de três anos na escola em que foi colocado”.
Para além do compromisso de permanência, os beneficiários devem apresentar um contrato de arrendamento ou uma certidão que comprove a aquisição de habitação própria na ilha onde a vaga se localiza. Segundo a tutela da educação, as vagas abrangidas por estes incentivos correspondem a necessidades de quadro identificadas após a análise das contratações dos últimos três anos letivos. Trata-se de situações em que, por falta de candidatos no concurso centralizado, foi necessária a abertura de procedimentos através da Bolsa de Emprego Público dos Açores (BEPA), demonstrando a urgência de medidas que garantam a estabilidade do corpo docente nas comunidades escolares mais isoladas ou deficitárias.

O auditório do Nonagon, na cidade da Lagoa, ilha de São Miguel, serviu de palco este sábado, 7 de março, para uma análise profunda e multifacetada sobre a segurança dos motociclistas em Portugal. A iniciativa, organizada pela Associação Bênção dos Capacetes (ABC), reuniu governantes, autarcas e especialistas num esforço conjunto para encontrar soluções que permitam inverter os indicadores preocupantes de sinistralidade que envolvem veículos de duas rodas.
A sessão de abertura do V Fórum Nacional de Segurança, Sensibilização e Prevenção Rodoviária para Motociclistas, foi marcada pela intervenção do presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, que defendeu a necessidade de uma “abordagem de proteção cívica e civil” perante os riscos da estrada. O líder do executivo açoriano destacou que a segurança não depende apenas de infraestruturas, mas de uma estratégia assente em três pilares fundamentais: proteção, conhecimento e valorização. Segundo Bolieiro, a literacia sobre os riscos da condução e o papel das escolas de condução são “fundamentais na preparação de condutores mais conscientes”, sublinhando que a responsabilidade individual deve ser o ponto de partida para a proteção coletiva. “A cada passo que damos devemos reforçar um espírito de proteção pessoal e de proteção pelo outro”, afirmou o governante, reforçando o compromisso do executivo regional com esta causa.
Por outro lado, a visão técnica e operacional da gestão do território foi trazida pelo vice-presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Nelson Santos. O autarca destacou que o Município tem procurado passar das palavras aos atos através de medidas concretas, como a renovação de pavimentos, o reforço da sinalização e a reorganização do estacionamento para eliminar bloqueios de visibilidade. Nelson Santos foi incisivo ao abordar a complexidade da gestão urbana, lembrando que “o território não é elástico” e que a segurança exige, muitas vezes, opções que privilegiam o bem comum em detrimento da conveniência individual. “No momento decisivo, o que salva vidas é uma escolha”, afirmou o vice-presidente, concluindo com o apelo de que “chegar a casa não pode ser sorte, tem de ser uma certeza”.
O debate contou ainda com a participação de diversos especialistas e forças de segurança, que alertaram para a evolução negativa dos dados de acidentes com motociclos a nível nacional. Foi consensual a ideia de que é necessário intensificar a fiscalização, mas também apostar numa formação contínua que acompanhe a evolução dos meios de mobilidade. A presença de entidades como a PSP, a GNR e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária reforçou o caráter nacional do encontro, que procurou não apenas diagnosticar o problema, mas traçar recomendações práticas. No encerramento dos trabalhos, ficou clara a expectativa de que este fórum resulte em compromissos de continuidade, unindo o poder político, as autoridades e o movimento associativo, representado pela Associação Bênção dos Capacetes, num objetivo comum: garantir que a estrada seja um espaço de circulação segura para todos.

A requalificação da Praça Dona Amélia Botelho Faria e Maia, na freguesia do Cabouco, concelho da Lagoa, deverá ficar concluída no final de maio de 2026, num investimento que ronda os 260 mil euros. Segundo informações enviadas pela Câmara Municipal de Lagoa, a intervenção visa a modernização daquele espaço público central, priorizando a polivalência e a melhoria das condições de mobilidade para os residentes.
O projeto contempla a demolição do antigo coreto e a construção de um novo palco coberto em local considerado mais adequado, alteração que, de acordo com a autarquia, permitirá criar mais espaço para a realização de eventos comunitários, nomeadamente as festividades da Paróquia de Nossa Senhora da Misericórdia e iniciativas das instituições locais.
Durante uma visita técnica ao local, o presidente da Câmara da Lagoa, Frederico Sousa, afirmou que a intervenção se encontra em fase de execução, destacando que “a intervenção contempla a requalificação do pavimento e a demolição do coreto, permitindo criar mais espaço para a realização de diversos eventos”. O autarca referiu ainda que os trabalhos abrangem a “beneficiação do edifício existente na praça, bem como do parque infantil”, garantindo a continuidade do investimento naquela freguesia.
Além das alterações estruturais, a autarquia refere que a obra prevê a instalação de mobiliário urbano moderno, a criação de novas zonas verdes e a substituição integral da iluminação pública por tecnologia LED, visando uma maior eficiência energética no espaço que serve de sede ao Centro Social e Cultural do Cabouco e à Casa do Povo.

O Governo da República adjudicou o contrato relativo às Obrigações de Serviço Público (OSP) para o transporte aéreo entre os Açores, o continente e a Madeira. A concessão, válida para os próximos cinco anos, foi atribuída ao consórcio formado pela SATA Internacional – Azores Airlines e pela TAP Air Portugal, resolvendo uma situação de instabilidade no modelo de financiamento destas rotas que se prolongava desde 2015.
Segundo comunicado da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, o novo contrato assegura a continuidade das ligações entre Lisboa e as ilhas do Faial, Santa Maria e Pico. Nas rotas regionais, estão garantidas as ligações entre o Funchal e as ilhas de São Miguel e Terceira, sendo que esta última rota (Terceira-Funchal) passa a estar integrada no âmbito das OSP remuneradas.
Em declarações sobre a decisão, a secretária regional, Berta Cabral, afirmou ser “justo reconhecer que o atual Governo procurou desde a primeira hora garantir que os Açores seriam finalmente servidos por OSP remuneradas, repondo justiça territorial perante a nossa Região”. A governante destacou ainda que a solução agora alcançada põe fim a um processo que contribuía para a “degradação económico-financeira da Azores Airlines”, devido à ausência de compensações financeiras adequadas nos moldes anteriores.
A integração da rota Terceira-Funchal no pacote de obrigações de serviço público surge por proposta do executivo regional, visando o reforço da conectividade do arquipélago. Para Berta Cabral, este desfecho é o “culminar de um processo longo”, resultante de reivindicações diretas do Governo regional junto do executivo nacional para garantir a estabilidade na mobilidade dos cidadãos açorianos.

Os jovens titulares do Cartão Interjovem vão poder realizar viagens aéreas interilhas a 21 euros, ida e volta, e a 15 euros, apenas de ida, durante o mês de dezembro, informou a Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego.
Esta campanha especial de Natal do Cartão Interjovem é válida para viagens operadas pela Sata Air Açores entre os dias 1 e 31 de dezembro, conforme despacho da secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, publicado hoje, 14 de novembro, em Jornal Oficial, explica o comunicado do Governo regional.
A governante explica que esta campanha visa “reforçar as vantagens associadas à titularidade do Cartão Interjovem numa época em que se regista uma maior mobilidade dos jovens, designadamente dos jovens estudantes que regressam à sua ilha de origem para passar a quadra natalícia”.
“O Cartão Interjovem está hoje renovado e oferece mais vantagens, pelo que o nosso desafio é o de reforçar cada vez mais os benefícios associados à sua titularidade porque isso vai significar mais oportunidades para os jovens, também ao nível da mobilidade dentro da Região”, enalteceu Maria João Carreiro, citada na mesma nota.
De acordo com o governo açoriano, este ano já foram vendidos 750 cartões Interjovem, “num investimento público de mais 45 mil euros”. No total, estão emitidos na região, desde 2021, mais de 2.350 cartões Interjovem, “num investimento global de mais de 150 mil euros”.
O Cartão Interjovem, iniciativa do Governo dos Açores, visa promover a mobilidade juvenil no arquipélago, associada a vantagens e descontos comerciais, e destina-se a jovens naturais ou residentes nos Açores com idades compreendidas entre os 13 e os 30 anos.
Desde 2021 estão a ser implementadas alterações à medida “para acrescentar valor à titularidade e utilização do Cartão Interjovem, como o desconto de 20 por cento (%) sobre a Tarifa Açores, ou seja, no máximo os jovens pagam 48 euros numa viagem aérea interilhas (ida e volta), tendo sido asseguradas para a Tarifa Interjovem as mesmas condições de reserva da Tarifa Açores”, explica a mesma nota.
O Cartão Interjovem pode ser adquirido no site https://www.cartaointerjovem.com ou na nova APP para dispositivos móveis, podendo o pagamento ser efetuado via MBWay, Referência Multibanco ou Cartão de Crédito, através da plataforma de pagamentos da RIAC.
O Cartão Interjovem conta com mais de 100 parcerias em todas as ilhas da Região, garantindo um mínimo de 10% de desconto nos serviços oferecidos pelos parceiros aos jovens titulares do Cartão.