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Vila Franca do Campo celebra o Dia da Mulher com cultura e homenagens

© DL

A Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, vai assinalar, no próximo dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, com um programa especial no Centro Cultural local.

De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela Câmara Municipal de Vila Franca, o objetivo passa por celebrar o papel determinante das mulheres no desenvolvimento social, cultural e económico do concelho. A iniciativa terá início às 16h30, com a cerimónia de abertura e o discurso oficial da presidente da Câmara Municipal, momento que dará o mote para uma tarde dedicada à reflexão e ao reconhecimento.

Pelas 17h00, o programa prossegue com um momento musical protagonizado por Márcia Guerreiro, que apresentará um apontamento de fado dedicado à evocação da identidade, sensibilidade e força feminina. Logo após, às 17h30, realiza-se uma mesa-redonda sob o tema “O Impacto das Mulheres no Desenvolvimento Local”, que contará com a participação de Graça Melo e Pilar Melo. Segundo a autarquia, o pretende ser um espaço de partilha de experiências e valorização do contributo das mulheres nas diversas áreas da vida comunitária.

O ponto alto das celebrações está reservado para as 18h00, com a realização de uma homenagem pública. Na ocasião, serão entregues menções honrosas a mulheres que se destacaram em cada uma das freguesias do concelho de Vila Franca do Campo, reconhecendo o seu mérito, dedicação e o impacto positivo que geraram na comunidade. Durante todo o evento, os presentes poderão ainda visitar uma exposição de pintura da artista Cierra Silva.

Campanha de solidariedade quer imortalizar o papel das mulheres nas tradições de São Jorge

Projeto “A Costela de Lilith” lançou um apelo público para transformar a curta-metragem “Domingo a Domingo” num documentário de longa duração sobre as guardiãs do Espírito Santo

© PAULO FAGUNDES

A associação cultural 9’Circos, sediada em São Miguel, deu início a uma campanha de angariação de fundos para expandir a investigação artística e social sobre a identidade feminina na ilha de São Jorge.

O projeto, que já conta com o apoio do programa internacional Iberescena, foca-se nas figuras que asseguram a continuidade da maior tradição açoriana, mas que raramente ocupam o centro das atenções. Segundo a organização, o objetivo central desta nova etapa é claro: “Queremos dar visibilidade e voz a estas mulheres, elevando o seu trabalho dos bastidores para o grande ecrã e para o palco”.

O documentário original de Liliana Janeiro revelou as mãos que amassam e as vozes que rezam, e a nova fase do projeto pretende agora envolver comunidades desde a Cooperativa de Lacticínios até à Fábrica de Conservas Santa Catarina. Apesar do protocolo com a Câmara Municipal da Calheta, a produção necessita de recursos adicionais para concretizar a longa-metragem e uma peça de teatro comunitária.

A campanha decorre na plataforma PPL com uma meta de três mil euros, funcionando sob o sistema de “tudo ou nada”. A associação sublinha a importância da participação cívica nesta missão de salvaguarda do património, convidando todos os açorianos a serem “co-produtores desta obra que honra o passado e projecta o futuro da alma jorgense”.

As contribuições para esta missão podem ser efetuadas a partir de cinco euros através do endereço eletrónico oficial da campanha.