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Roteiro literário pelos Açores dá voz às mulheres do Atlântico com lançamento de “Colcha de Memórias”

Entre São Miguel, Faial e Terceira, a escritora Viviane Peixoto Hunter vai transformar memórias femininas numa narrativa coletiva, revelando trajetórias que cruzam o oceano e conectam Brasil e Açores

Viviane Peixoto Hunter é presidente da Casa dos Açores do Rio Grande do Sul © DIREITOS RESERVADOS

A presidente da Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, Viviane Peixoto Hunter, vai lançar o seu mais recente livro, Colcha de Memórias Mulheres do Atlântico: tecidas entre capote e capelo, num roteiro especial que percorre três ilhas do arquipélago açoriano. As sessões decorrerão nos dias 26 de março, na Livraria Letras Lavadas, em São Miguel, às 18h00; 27 de março, no Peter Café Sport, no Faial, às 18h00; e 28 de março, no Lar Doce Livro, na Terceira, às 15h00.

Cada encontro servirá como momento de partilha e celebração da literatura e da identidade atlântica e procura destacar histórias de mulheres que chegaram, partiram ou permaneceram nos Açores, costurando vivências individuais e coletivas ao longo do Atlântico.

O projeto surge no contexto da Portaria 68/2008 do governo regional dos Açores e foi editado pela Letras Lavadas, reunindo relatos que cruzam mares e gerações. Segundo Viviane Peixoto Hunter, o objetivo é preservar memórias femininas frequentemente invisíveis, transformando-as em narrativa viva que reforça os laços culturais entre o Brasil e o arquipélago.

“Entre retalhos, costuras e caminhos pelo mar e tantas vivências, esta obra reúne trajetórias de mulheres ligadas pelo oceano que une o Brasil e os Açores”, explicou a escritora, sublinhando que cada lançamento permitirá ao público conhecer histórias marcadas por deslocações, permanência e conquistas no contexto das ilhas.

Além de autora, Viviane Peixoto Hunter acumula experiência como presidente da Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul (CAERGS), promotora de cultura e educação, e tem vindo a destacar-se pelo trabalho de valorização da memória histórica e do património cultural feminino.

A agricultura também tem rosto de mulher

Patrícia Miranda
Deputada pelo PS na ALRAA

Celebramos o Dia Internacional da Mulher.
Este ano com um significado ainda mais especial: 2026 foi declarado, pela ONU, como o Ano Internacional da Mulher Agricultora.

É uma oportunidade importante para reconhecer algo que sempre esteve presente, mas que muitas vezes passou despercebido.

A agricultura sempre teve mãos de mulher. Hoje começa, finalmente, a ter voz.

Talvez por isso seja tão importante dizê-lo de forma simples, mas clara: a agricultura também tem rosto de mulher.

Tem o rosto das mulheres que acordam cedo para ajudar na ordenha, que tratam dos animais, que cuidam das culturas, que plantam vinhas e colhem as uvas, que acompanham as contas da exploração e que equilibram o trabalho no campo com a vida familiar. Mulheres que, muitas vezes sem grande visibilidade, foram sempre uma parte essencial da vida agrícola.

Nos Açores, essa realidade é particularmente evidente. Em muitas explorações, as mulheres estão presentes nas decisões, nas tarefas diárias e também nos momentos difíceis que o setor enfrenta. São parte da força silenciosa que sustenta muitas famílias e muitas comunidades rurais.

Durante muito tempo, o papel das mulheres na agricultura foi visto como um complemento. Hoje sabemos que não é assim. As mulheres são cada vez mais agricultoras, gestoras, técnicas, empreendedoras e líderes no setor.

Mas, acima de tudo, são pessoas profundamente ligadas à terra e ao que ela representa.

A agricultura ensina-nos muitas coisas: a paciência, a persistência e o respeito pelos ciclos da natureza. Quem vive da terra sabe que nada se constrói de um dia para o outro e que o futuro depende das decisões que tomamos hoje.

Talvez por isso muitas mulheres tragam também para a agricultura uma forma particular de olhar para o trabalho agrícola: com sentido de cuidado, de responsabilidade e de continuidade.

Mulheres que não pedem privilégios, pedem apenas reconhecimento, condições e oportunidades.

Mas falar das mulheres na agricultura não é apenas reconhecer o passado. É, sobretudo, pensar o futuro.

Quando falamos do futuro da agricultura, falamos da necessidade de atrair jovens para o setor. E isso é verdade. Mas esse futuro também passa por criar condições para que mais mulheres possam escolher a agricultura como projeto de vida.

Isso significa reconhecer o valor do seu trabalho, garantir melhores condições para quem produz e dar espaço para que as mulheres possam também participar nas decisões sobre o futuro do setor.

No fundo, trata-se de algo simples: valorizar quem trabalha a terra. Sem isso, falar de rejuvenescimento do setor é apenas retórica.

Eu própria cresci ligada à agricultura e sei bem o que ela representa para muitas famílias.
Foi na agricultura que aprendi o significado da persistência, da responsabilidade e da ligação profunda entre trabalho e vida.

Sei também que por trás de muitas explorações agrícolas existe sempre uma mulher que ajuda a manter tudo de pé, muitas vezes com discrição, mas com uma força enorme.

A política ensinou-me outra coisa: que liderar é também abrir caminhos para os outros.

E é por isso que acredito que o futuro da agricultura deve ser construído com mais mulheres a decidir, a inovar, a produzir e a liderar.

Porque quando uma mulher ocupa o seu lugar, não transforma apenas a sua própria vida.

Transforma também a comunidade que a rodeia.

Por isso, neste Dia Internacional da Mulher, e neste Ano Internacional da Mulher Agricultora, vale a pena lembrar algo que sempre esteve diante de nós:

A agricultura não se faz apenas com máquinas, terras ou números.

Faz-se sobretudo com pessoas. E muitas dessas pessoas são mulheres.

Mulheres que trabalham, que cuidam, que resistem e que continuam, todos os dias, a ajudar a construir o futuro da nossa agricultura.

Talvez por isso seja tão importante dizê-lo de forma simples, mas clara: a agricultura também tem rosto de mulher.

Tem o rosto das nossas avós, das nossas mães, das nossas filhas, das agricultoras que hoje continuam a escolher a terra como caminho.

E reconhecer esse rosto é também reconhecer uma verdade essencial: valorizar as mulheres agricultoras não é apenas fazer justiça. É investir no futuro da agricultura e no futuro da nossa sociedade.

Estética nos cuidados paliativos: o voluntariado que aproxima mulheres

Para Eleni Kouris, o voluntariado resume-se a um gesto: olhar nos olhos das utentes e reconhecer os seus sacrifícios. Unhas, sobrancelhas e maquilhagem servem de desculpa para conversar com elas e para dar “um apoio de mulher para mulher”, confessa ao Diário da Lagoa

Eleni Kouris tem 57 anos e vive em São Miguel há 23 anos © CLIFE BOTELHO

“Olá. Sou esteticista e vou tratar de si para se sentir ainda mais bonita. O que precisa? Vamos fazer sobrancelhas? É oferta do hospital, vamos.” É assim o primeiro contacto de Eleni Kouris, 57 anos, com as utentes da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital Divino Espírito Santo (HDES), onde faz voluntariado há cerca de nove anos. Mas é um trabalho mais profundo do que parece, que não se resume a unhas, buços, sobrancelhas, maquilhagem ou depilação – no qual “recebe-se muito mais do que se dá”, destaca em conversa com o Diário da Lagoa.

Eleni Kouris, de nacionalidades grega e australiana, vive em São Miguel há 23 anos. Foi por convite de uma enfermeira-chefe que começou a prestar serviços de estética, de forma voluntária, a pacientes internadas. Há quase uma década, percorre os corredores hospitalares com a sua mala de maquilhagem, pincéis, vernizes e ceras. O destino é sempre o mesmo: a ala de cuidados paliativos; e o objetivo também – devolver um pouco de normalidade e autoestima a doentes em fim de vida. “Só entrar, rir e arranjá-las, fazer com que se sintam bonitas, faz uma grande diferença”, diz.

Para a voluntária, também fundadora das empresas Glam Azores e CK Events, a beleza pode ser terapêutica e, neste caso, não é uma questão de vaidade. E sublinha: “a beleza exterior sem a interior não é suficiente, mas juntas são poderosas. Fazer alguém sentir-se bonita ajuda o psicológico.” Aliás, o trabalho voluntário vai além de pintar unhas ou arranjar sobrancelhas, sendo muitas vezes pretexto para conversas sobre a vida.

Por essas mesmas conversas, Eleni Kouris considera que recebe mais das utentes do que lhes dá. “Para elas, era só uma esteticista. Não fazia nada especial, só lhes dei alguma alegria. Ir lá pintar as unhas e tirar os buços das senhoras? Isso não é nada”, afirma Eleni Kouris. A verdadeira aprendizagem está nos diálogos em que reconhece “os sacrifícios destas mulheres”, acrescenta, uma vez que, segundo a voluntária, “quando chegam os últimos dias as pessoas ficam muito lúcidas e consigo ver e aprender através delas. Não há ego e o espírito fala.”

“Eu vejo-te”

A ligação criada com as mulheres nos cuidados paliativos é “muito forte” e Eleni Kouris acredita que as vê, no sentido em que reconhece e agradece as vidas e os sacrifícios das doentes nos seus últimos dias. E diz-lhes sempre: “Eu vejo-te. Obrigada por tudo o que fizeste, como mulher, para a tua família e para as famílias de todos. Eu reconheço. Vejo-te como mulher, como mãe, como filha. E entendo o sacrifício que tu fizeste. Percebo, sinto. Não sei se alguém te viu na tua vida toda, mas eu vejo tudo. E obrigada pelo teu sacrifício.”

Ao longo dos últimos nove anos, um dos episódios que mais marcou a voluntária aconteceu com uma paciente nos seus últimos dias de vida. Ao escolher a cor para as unhas, hesitou entre vermelho e nude, optando pelo tom mais discreto. Quando questionada, admitiu que a escolha se deveu ao receio do que os outros iriam dizer. Eleni Kouris insistiu no vermelho e disse-lhe: “Se alguém perguntar, diga que uma grega louca entrou no quarto e pintou-lhe as unhas.”

“É um apoio de mulher para mulher. Hoje em dia têm muito em cima delas”, refere enquanto confessa uma das lições que tirou das partilhas com as utentes: “Ajudou-me a perceber que, como mulheres damos muito, mas também precisamos de tomar conta de nós.” Também aprendeu que “não podemos dar água a ninguém se o nosso copo estiver vazio. Sacrificar-se não é equivalente a amor. Dizer não, muitas vezes, é amor próprio”, acrescenta.

Por fim, Eleni Kouris deixa o apelo: “Vamos lutar e fazer o que precisamos para ser felizes, para podermos mostrar aos nossos filhos e às outras mulheres que estamos espetacularmente poderosas e conseguimos fazer tudo o que nós queremos.” E continua com a importância de não deixar “nenhum homem nos diminuir”, nem que “o sistema patriarcal diga o que podemos e não podemos fazer ou qual é o nosso lugar”.

“Olhar para a pessoa como um todo”

Carla Róias, 34 anos, é psicóloga e integra a Equipa de Apoio Psicossocial do HDES. Realça que, muitas vezes, doentes em cuidados paliativos sofrem alterações a nível de imagem corporal e, por isso, de autoconfiança, pelo que se torna “fulcral”, diz ao DL, serviços como o de Eleni Kouris em que a estética é levada às utentes e ajudam a “resgatar a sua autoestima”. Aliás, as suas necessidades “não são só físicas – como o controlo da dor – mas também emocionais, relacionais e espirituais”, acrescenta.

Além de um bem-estar emocional, a estética nos cuidados paliativos pode ser uma forma de as pacientes se sentirem “acarinhadas, confortadas e compreendidas”, acrescenta a psicóloga. “Não é só o doente que está em fim de vida, é a pessoa em si, olhar para a pessoa como um todo, um ser integral”, explica. Como noutras vertentes desta unidade hospitalar, o cuidado nos paliativos visa “dar conforto e qualidade de vida” aos utentes, à semelhança do voluntariado de Eleni Kouris.

A parte da estética também importa na terceira idade, sobre a qual “ainda existem muitos mitos e preconceitos”, salienta Carla Róias. Com o envelhecimento, o indivíduo “descredibiliza os padrões de beleza, aqueles que nos são incutidos pelos media e pela sociedade”, mas não deixa de ser fundamental dar-lhes esta atenção que “promove o bem-estar emocional integral”, segundo a psicóloga. Também em casos de ansiedade e depressão os cuidados de beleza têm um impacto positivo.

Futsal feminino renasce no Atalhada Futebol Clube

O Atalhada FC volta a contar com uma equipa sénior feminina de futsal após mais de uma década de ausência. O clube viu esse projeto ser interrompido por falta de apoios. Com a determinação das atletas e direção, o regresso é uma realidade que promete fazer a diferença na comunidade desportiva da Lagoa

Equipa feminina do Atalhada FC renasceu com a mesma paixão que a viu nascer há mais de 20 anos © MARIANA ROVOREDO/DL

Fundado em 2002 por Altino Pereira, o Atalhada Futebol Clube, localizado no concelho da Lagoa, surgiu com equipa feminina. No entanto, por volta de 2013, o clube teve de terminar a equipa feminina sénior, por falta de recursos e apoio para a manter. O Atalhada FC manteve-se com os escalões de formação e a equipa sénior masculina. No entanto, na época 2024/25, e com muita procura, foi possível reativar a equipa feminina, que conta neste momento com 12 jogadoras, dos 20 aos 29 anos.

A presidente do Atalhada FC, Sónia Câmara, explica a iniciativa e destaca a importância da retoma deste grupo. “Voltamos a abrir a equipa feminina porque sentíamos essa falta aqui na Lagoa. O Atalhada FC foi pioneiro no futsal feminino e a sua ausência deixava uma lacuna. Quando surgiu a oportunidade e algumas jogadoras me abordaram, achei que seria interessante. Propusemos o projeto à Câmara Municipal, que nos apoiou de imediato. Para eles, também era essencial dar espaço ao futsal feminino”, diz.

Sónia Câmara reforça a necessidade de mais investimento na modalidade: “ainda existe discriminação e menos apoios para o futsal feminino. Há raparigas que gostariam de jogar, mas acabam por desistir devido ao preconceito. Se houvesse mais equipas a modalidade evoluiria muito mais”.

O sonho da presidente é claro: “gostava de ver mais adeptos a apoiar a equipa e um pavilhão cheio num jogo de futsal feminino, vamos crescer devagar, mas com firmeza.”

A visão da treinadora com um longo percurso no Atalhada FC

Natércia Pereira, treinadora da equipa e filha do fundador do clube, Altino Pereira, carrega no coração o amor pelo Atalhada FC. Com um percurso de mais de 30 anos no futsal, primeiro como jogadora e agora como treinadora, acredita no potencial da nova equipa. “Joguei dos 14 aos 38 anos sempre no Atalhada. Depois jogava e treinava as camadas jovens do Atalhada”, diz ao Diário da Lagoa (DL).

Apesar de a equipa ser recente, Natércia tem uma visão positiva: “elas têm muita capacidade. Estamos no bom caminho, mesmo sendo a equipa feminina mais recente de São Miguel”.

Sobre as dificuldades do futsal feminino, a treinadora lamenta: “a diferença para o masculino ainda se sente. Os apoios são poucos, e a mentalidade de que as mulheres não sabem jogar ainda persiste. É difícil conseguir patrocinadores para o feminino”.

“O Atalhada FC nasceu com a equipa feminina. O meu pai fundou o clube em 2002, inicialmente só com futsal feminino. Mas, por volta de 2013, tiveram de encerrar a equipa devido à falta de apoio e à aposta no escalão masculino que estava na terceira divisão e com expectativa de subir”, recorda a treinadora.

A motivação das jogadoras

Maria Amaral, capitã da equipa, iniciou a sua jornada no futsal em 2021, incentivada por amigas. Hoje, vê a modalidade como uma paixão e um desanuviar do dia a dia.

“O maior desafio no desporto feminino continua a ser o número reduzido de atletas e de equipas em competição. Enfrentamos sempre os mesmos adversários o que torna os campeonatos menos interessantes”, conta ao DL.

Ainda assim, a capitã valoriza a união do grupo: “o espírito de amizade e sacrifício é algo único nesta equipa. Mesmo quando os resultados não são os esperados, na semana de trabalho seguinte estão sempre lá todas dispostas a melhorar”.

Para a jogadora, o objetivo da equipa é claro: “queremos evoluir, não só como atletas, mas também como pessoas e tentar que mais raparigas adiram a este desporto que nos é tão querido”.

Com a dedicação da direção, da equipa técnica e das jogadoras, o Atalhada FC renasce com a mesma paixão que o viu nascer há mais de 20 anos. O futuro promete ser de luta, mas também de conquistas.

Exposição “Sociedade e Vida – Visões no Feminino” no Parque Atlântico

© D.R.

Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, o Parque Atântico, centro comercial de Ponta Delgada, vai receber, a partir deste sábado, 8 de março, uma mostra que reúne retratos de mulheres a desempenhar diferentes funções, celebrando o seu papel na sociedade.

A exposição do fotógrafo José Santos vai estar patente entre os dias 8 e 26 de março. Intitulada “Sociedade e Vida – Visões no Feminino” a mostra é composta por cerca de 20 fotografias, que revelam registos autênticos de mulheres a desempenhar diferentes funções do quotidiano. Com o seu olhar atento e sensível, o autor convida os visitantes a refletir sobre as múltiplas dimensões da vida no feminino, destacando a força, a dedicação e a resiliência nos mais variados contextos.

Natural de Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, e atualmente residente em Ponta Delgada, São Miguel, José Santos é fotógrafo profissional e conta com um percurso marcado por diversas formações e projetos. Embora o seu trabalho incida, essencialmente, em património, paisagens, vida selvagem e produto, tem um gosto especial por fotografar pessoas de forma a captar a essência, as emoções e as experiências de vida. Ao longo da sua carreira, participou em várias exposições e iniciativas, como “Quem vê caras, não vê doenças”, “Nossas ilhas, nossas gentes, suas vivências atuais e do passado” e “Perspetivas do olhar”, sempre com foco nas realidades sociais e culturais dos Açores.

Com esta nova mostra fotográfica, “Sociedade e Vida – Visões no Feminino”, o autor reforça o seu compromisso em dar visibilidade às histórias e papéis fundamentais das mulheres no tecido social do arquipélago.

“Mulheres na cidade” em exposição na Casa João de Melo

© CM NORDESTE

O vice-presidente da Câmara Municipal do Nordeste, Marco Mourão, marcou presença na inauguração da exposição “Mulheres na cidade”, de Ana Paula Dourado e Patrícia Pimentel, que está patente na Casa João de Melo, na Achadinha, espaço dedicado à promoção de atividade cultural diversa.

A exposição pode ser visitada até ao dia 24 de junho, tendo o próprio escritor, João de Melo, a possibilidade de a conhecer pessoalmente aquando da sua visita ao Nordeste na próxima semana.

Trata-se de uma história contada em treze telas utilizando a técnica mista (acrílico sobre tela e pano cru com colagens e aplicações de croché, macramé e bijuteria), que retrata as vivências das mulheres no quotidiano, onde circulam pelas ruas da cidade, interagem com a natureza, a religião, a cultura, a gastronomia e o comércio.

A imaginação, a criatividade e a originalidade dos produtos representam um modo de vida e proporcionam inovação e inserção das tendências, destacando-se pela sustentabilidade, conforto, durabilidade e a alegria das cores.