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Açores recebem visita de diversos navios da NATO

© MARINHA

Diversos navios de uma das forças navais permanentes da NATO, o Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG1), chegaram à cidade de Ponta Delgada, nos Açores, onde vão permanecer até 6 de junho, no âmbito de uma escala operacional, inserida no plano anual de atividades, treino avançado e interoperabilidade entre aliados.

O SNMG1, comandado pela Comodoro Maryla Ingham, da Royal Navy, reuniu em Ponta Delgada uma força multinacional de elevada prontidão, composta por navios preparados para responder a um amplo espectro de missões no quadro da defesa coletiva e da segurança cooperativa da Aliança.

Num dos momentos protocolares mais significativos da visita, a comandante do SNMG1 e os comandantes dos navios constituintes da força foram recebidos na residência oficial do comandante da Zona Marítima dos Açores, onde tiveram lugar cumprimentos formais, troca de impressões sobre a operação no Atlântico e o reforço das relações institucionais entre a Marinha Portuguesa e as Marinhas aliadas.

A escala em Ponta Delgada enquadra-se no esforço contínuo da NATO para fortalecer a cooperação marítima aliada, promover a segurança no Atlântico Norte e assegurar uma presença naval credível, interoperável e dissuasora. A passagem do SNMG1 pelos Açores constitui igualmente uma oportunidade para aprofundar contactos institucionais, fomentar o intercâmbio operacional e reforçar a visibilidade da Aliança na região.

Ao longo da estadia, estão previstas atividades protocolares, ações de representação e encontros com entidades civis e militares dos Açores, contribuindo para consolidar o papel estratégico do arquipélago enquanto ponto de apoio logístico, operacional e diplomático no contexto euro-atlântico.​ A presença do SNMG1 nos Açores evidencia, uma vez mais, o papel central de Portugal na arquitetura de segurança marítima da NATO e reafirma o compromisso nacional com a defesa coletiva e a estabilidade regional e a salvaguarda das linhas de comunicação marítima que atravessam o Atlântico.​

Dia da Marinha celebrado com diversas atividades

© MARINHA

O Dia da Marinha foi celebrado nos Açores com um conjunto de iniciativas distribuídas por várias ilhas, reforçando o compromisso permanente da Marinha com a segurança marítima, a memória histórica e a proximidade às comunidades.

​​​​​Diversos faróis do arquipélago estiveram abertos ao público, permitindo a visita às infraestruturas responsáveis pela segurança da navegação e contribuindo para a valorização do património costeiro, tendo sido registados 383 visitantes.

Paralelamente, o NRP Fig​ueira da Foz esteve atracado no cais das Portas do Mar, em Ponta Delgada, recebendo 328 visitantes. As visitas possibilitaram o contato direto com a guarnição e a observação dos sistemas de bordo, proporcionando uma visão abrangente das missões desempenhadas pela Marinha no arquipélago, incluindo vigilância marítima, busca e salvamento e apoio à proteção civil.

Houve também lugar à celebração de uma missa comemorativa na igreja de São José, presidida pelo capelão da Zona Militar dos Açores, reunindo militares, autoridades e cidadãos num momento de reflexão e homenagem aos que servem e serviram Portugal no mar, seguindo-se uma cerimónia de deposição de uma coroa de flores no monumento junto ao Forte de São Brás, prestando tributo aos marinheiros que dedicaram a sua vida ao serviço da pátria.

As comemorações incluíram ainda regatas associadas ao Dia da Marinha 2026, realizadas em várias ilhas do arquipélago, promovendo o desporto náutico e celebrando a tradição marítima açoriana. A participação da população demonstrou o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelos militares e pela missão permanente da Marinha na defesa dos interesses de Portugal no mar.

O Dia da Marinha assinala a chegada de Vasco da Gama e a sua armada a Calecute, na Índia, no dia 20 de maio de 1498, ligando, assim, pela primeira vez o ocidente ao oriente.

Mau tempo condiciona atracagem de navios nas Flores e Corvo

© SANDRINA MALTEZ/DL

O mau tempo e a agitação marítima que se tem feito sentir nos últimos dias, têm limitado a operação e atracagem dos navios Thor e Margarethe nos portos da ilha das Flores e do Corvo, condicionando o normal abastecimento das duas ilhas.

A informação foi avançada esta segunda-feira, 20 de janeiro, pela Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas (SRTMI).

Segundo o comunicado enviado às redações pela referida SRTMI, o Governo regional dos Açores “está a acompanhar permanentemente a situação e a envidar todos os esforços no sentido de retomar o abastecimento às duas ilhas o mais rapidamente possível, perante as potenciais janelas de oportunidade de melhoria das condições atmosféricas nos próximos dias”.

A Secretaria Regional, realça, no entanto que “o navio São Jorge – abastecimento de combustíveis – já se encontra na ilha do Faial e vai tentar atracar nas Flores e Corvo já na próxima quarta-feira, se se confirmarem as previsões meteorológicas e a melhoria do estado do mar”.

No seguimento da nota, é dito também que “o navio Margarethe está muito condicionado pelas condições meteorológicas previstas”, mas que há “uma potencial abertura na quarta-feira”, apesar das previsões de ondulação no trajeto até às Flores serem “muito negativas”.

O Governo regional assegura, porém, que a situação está a ser acompanhada diariamente e, assim que for possível, “o Margarethe seguirá para a ilha das Flores”.

Já quanto ao navio Thor B, este aguarda confirmação, mas, previsivelmente, “existem condições para que o mesmo opere na quarta-feira, de manhã, nas Flores, e à tarde no Corvo”.

A Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas diz, ainda, ser alheia à situação, porém salienta que mantém “um acompanhamento permanente da situação meteorológica e tudo fará para garantir o regular abastecimento às ilhas das Flores e do Corvo, expressando toda a solidariedade com as respetivas populações”.