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“As pessoas são curiosas por conhecimento”

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Rui Amaral é natural da freguesia de São Pedro Nordestinho, concelho do Nordeste, mas foi na cidade de Toronto, Canadá, que cresceu e estudou, acompanhando os pais na onda da emigração logo após a conclusão das obras de construção do centro de saúde do Nordeste, no final da década de 80 do século passado.

Desde cedo revelou interesse pelas artes e depois de experimentar o teatro e a dança, acabou por tirar mestrado em Curatorial Studies and Criticism na Ontario College of Art and Design. Atualmente, é curador-adjunto no Museu de Arte Contemporânea de Toronto e diretor/curador de um espaço artístico privado que disponibiliza exibições gratuitas.

“Desde pequeno que sentia que a minha vida ia ser dedicada às artes”, disse, recordando que “antes de ser curador no museu, fui ator, dançarino e trabalhei em lojas na decoração das montras. Foi aí que comecei a utilizar os objetos para criar histórias”, acrescentou.

Quando começou a frequentar os museus percebeu que “os curadores também faziam isso, mas a um nível diferente. Então comecei a colaborar com artistas e fui-me interessando cada vez mais, ao ponto de decidir ir para a Ontario College of Art and Design”.

A partir daí, nunca mais parou. Apesar de jovem, Rui Amaral coleciona uma impressionante lista de sucessos e tem trabalhado com vários artistas internacionais como Eduardo Basualdo, Carlos Bunga ou Eric N. Mack. Mas foi com Ydessa Hendeles que descobriu a sua verdadeira inspiração. “Foi como uma força… ela é uma artista, uma curadora que nunca sentiu necessidade de ser algo em particular”, explicou.

Contudo, lá como cá, o apoio às artes é fundamental. “No Canadá, como nos Açores, os artistas e as galerias lutam pela continuidade do apoio na representação da cultura e do talento local”, disse.

Rui Amaral vê nas artes e nos artistas um trabalho de salvaguarda do presente. “Os artistas desempenham um trabalho muito importante porque, como digo sempre, como saberíamos que viveram pessoas antes de nós? Por algo que nos deixaram, nomeadamente fotografias, obras de arte, etc. Quando vamos a um museu vemos a nossa história. Isso é que é cultura e precisamos disso porque as pessoas são curiosas por conhecimento”.

Responsável pela montagem, conceção e supervisão das exposições no Museu de Arte Contemporânea de Toronto, Rui Amaral entende que só o trabalho conjunto pode resultar numa boa exposição. “Os artistas têm que ter muita confiança no curador, mas o curador também tem que ter confiança nos artistas para montar uma obra que os orgulhe”.

*Com apoio de Nós Portugueses

Luís H. Bettencourt dá vida a livro que esteve guardado durante seis décadas

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Teve lugar na biblioteca municipal do Nordeste o lançamento do livro “Por M.I.M.”, de Luís H. Bettencourt Reis, obra que nasceu do arquivo pessoal de Manuel Inácio de Melo sobre as romarias quaresmais.

“Obrigado à Câmara Municipal do Nordeste por ter acolhido o lançamento do livro ‘Por M.I.M.’ – o livro de Manuel Inácio de Melo que ficou sessenta anos fechado numa caixa de sapatos”, recordou o autor na cerimónia que juntou dezenas de pessoas.

Luís H. Betttencourt não escondeu a satisfação pela concretização da apresentação da obra. “É, assim, lançada esta obra no concelho que viu nascer, em 1898, este grande vulto nordestense do século XX e é, para mim, uma alegria fazê-lo nesta terra que me adotou e que me faz sentir família”.

Presente na cerimónia esteve o vice-presidente da Câmara Municipal do Nordeste, Marco Mourão, que destacou “a presença de muitas pessoas no lançamento do livro, não só pela pertinência da obra mas, também, pela importância de Manuel Inácio de Melo no concelho do Nordeste”.

Emigrantes do Nordeste leiloam camisola de Cristiano Ronaldo

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O presidente da Câmara Municipal do Nordeste, António Miguel Soares, marcou presença em mais um encontro de nordestenses emigrados no Canadá, mais propriamente em Ontário, evento organizado por uma comissão local empenhada em estreitar laços entre a comunidade nordestense.

Acompanhado pelo vice-presidente, Marco Mourão, o autarca enalteceu a presença de mais de três centenas de pessoas no convívio e sublinhou a importância de “eventos como este, quer para estreitar a amizade e o convívio entre a comunidade nordestense, quer para possibilitar o apoio a instituições locais”.

António Miguel Soares “agradeceu os esforços desenvolvidos pela comissão organizadora do Canadá para voltar a realizar o encontro” e elogiou a adesão das pessoas no apoio a instituições de solidariedade social do concelho através dos donativos efetuados.

Para além disso, foi realizado um leilão da camisola de Cristiano Ronaldo usada na final da Liga do Campeões, no estádio da Luz, em 2014, entre o Real Madrid e o Atlético de Madrid, oferecida por um anónimo e cuja receita reverteu para o apoio a crianças doentes na província de Ontário.

Da comissão organizadora fazem parte uma equipa de nordestenses, constituída por Otília Prazeres, natural da freguesia da Algarvia, Fátima Bento (Achadinha), Francisco Borges (São Pedro Nordestinho) e Norberto Medeiros e António Sousa (Lomba da Fazenda).

Nordeste desenvolve obras em várias frentes

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Estão em curso várias obras no concelho do Nordeste, por administração direta, que visam melhorar as condições existentes e o usufruto dos espaços públicos por parte dos munícipes e visitantes. São cerca de uma dezena as empreitadas em desenvolvimento que vão desde a melhoria dos equipamentos do parque escolar à manutenção/conservação de elementos arquitetónicos locais.

Desde logo, a manutenção das vedações e equipamentos desportivos no campo exterior da escola básica/secundária do Nordeste, proporcionando assim melhores condições à prática desportiva por parte dos alunos que frequentam aquele estabelecimento de ensino.

A Câmara Municipal do Nordeste também está a reabilitar a Casa do Passal, na Lomba da Fazenda, o moinho da ribeira do Guilherme (reparação da armação e telhado) e procedeu à pintura do fontenário e paragem de autocarros em São Pedro Nordestinho, freguesia esta onde também estão a ser reparados os passeios na rua Dinis da Luz.

Prosseguem, igualmente, os trabalhos de reparação da joga no jardim municipal, na vila, a reabilitação da praça central e de edifício municipal a sede da Junta de Freguesia de Santana, bem como a construção de três moradias na rua José Pacheco Monte, na vila, destinadas a habitação social. Entretanto, foi concluído o aumento do parque industrial (infraestruturas, arruamentos, passeios e estacionamento).

Jovens do Nordeste em estágio com a Banda Militar

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A Banda da Zona Militar dos Açores estará no Nordeste nas férias letivas da Páscoa para um workshop de música com cerca de meia centena de jovens das três filarmónicas do concelho.

O workshop é promovido pela Câmara Municipal do Nordeste, contando com a colaboração da escola básica/secundária do concelho na cedência das instalações para a sua realização.

Durante cinco dias, de 1 a 5 de abril, os jovens músicos das filarmónicas irão aperfeiçoar e adquirir novos conhecimentos com músicos profissionais, havendo no último dia do workshop, como já é habitual, um concerto de encerramento aberto ao público, agendado para as 20h30 do dia 5, no Centro Municipal de Atividades Culturais.

Este workshop com a Banda Militar dos Açores tem vindo a realizar-se nos últimos anos, por proposta do município do Nordeste, com a finalidade de dar o seu contributo para a atividade cultural e social que as filarmónicas prestam à comunidade.

Anualmente, o município também colabora com as três filarmónicas do concelho através da atribuição de um subsídio de onze mil euros a cada uma das instituições.

Nordeste conclui terceiro workshop de tecelagem

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O município do Nordeste, em parceria com a Casa de Trabalho, realizou mais um workshop de tecelagem que decorreu durante oito dias e que contou com a presença de cerca de uma dezena de formandos. A formação desenrolou-se no edifício da Casa de Trabalho a cargo da formadora Fátima Leite, artesã da casa.

Este foi o terceiro workshop de tecelagem que o município do Nordeste promoveu em colaboração com a Casa de Trabalho, registando-se a adesão de pessoas muito interessadas em aprender as técnicas artesanais da tecelagem, inclusive pessoas de fora do concelho, estando as inscrições limitadas a oito participantes tendo em conta o número de teares existentes.

A vereadora da Câmara do Nordeste, Sara Sousa, esteve presente na entrega de diplomas, assim como a secretária-geral da Santa Casa da Misericórdia do Nordeste, como entidade responsável pela Casa de Trabalho, tendo a representante do município manifestado a “pertinência deste género de workshops para a preservação de saberes tão valiosos dos nossos antepassados que seria uma pena perder”.

Recorde-se que a Casa de Trabalho do Nordeste foi criada em 1942 com o objetivo de acolher e auxiliar jovens do sexo feminino. Dedica-se também à produção de tecelagem de repasso e bordados, duas técnicas ligadas, sobretudo, à confeção de trajes regionais etnográficos.

Na Casa de Trabalho do Nordeste são produzidos trajes completos – masculinos e femininos – em tecelagem de algodão e linho, camisas bordadas a matiz com os característicos tons de azul. É dos poucos locais nos Açores onde se pode encontrar meadas de lã de ovelha, de cores suaves, tingidas com plantas locais, que é cardada e fiada pelas mãos das artesãs.

Nordeste promove galo capão na Páscoa

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Com o propósito de ajudar os produtores de galo capão e os restaurantes do concelho, a Câmara Municipal do Nordeste volta a promover o prato tradicional do galo capão na restauração local, aproveitando o período festivo da Páscoa como atrativo para que mais pessoas visitem o concelho do Nordeste.

Este prato típico do concelho do Nordeste é promovido pelo município principalmente durante o mês de novembro, com os restaurantes do concelho a contemplarem na sua ementa de domingo o galo capão.

Contudo, e como o evento já ganhou tradição na ilha de São Miguel ao atrair muita gente de fora do concelho e também locais, em todas as edições em que se realizou e com um aumento significativo de ano para ano, a autarquia decidiu avançar para a promoção desta iguaria gastronómica por ocasião da Páscoa.

Recorde-se que a iniciativa “Novembro, mês do capão” foi lançada pelo município do Nordeste com o propósito de recuperar um prato tradicional do concelho, promovendo a sua implementação nas ementas dos restaurantes como oferta gastronómica distinta com interesse para clientes locais, da ilha e para o turismo.

Na sequência do lançamento do evento, mais restaurantes passaram a incluir na sua ementa o prato do galo capão durante o ano inteiro, desde que previamente reservado por ser um prato que requer alguma preparação.

O galo capão é uma ave de capoeira de campo, cuja criação é feita de modo tradicional recuando ao conhecimento dos antepassados para que a carne seja mais tenra e saborosa, sendo no passado um prato associado ao mês de dezembro e às festas do Natal.

António Miguel Soares visita obras em curso no Nordeste

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O presidente da Câmara Municipal do Nordeste, António Miguel Soares, visitou algumas das obras em curso em várias freguesias do concelho, constatando o bom andamento das mesmas tendo em vista a melhoria das condições até então existentes.

O autarca começou por visitar a requalificação do jardim e envolvente à Ponte dos Sete Arcos, na vila do Nordeste, obra que se encontra em fase de acabamentos. Mais ao lado, visitou a requalificação do mercado municipal e a construção das três moradias de habitação social, também na sede do concelho.

Na freguesia de Santana, António Miguel Soares visitou a requalificação da praça principal e moradia envolvente do centro urbano, sendo esta a empreitada do município que avançou mais recentemente.

Na passagem pelas empreitadas em execução, o edil visitou também a reabilitação por administração direta que está a ser realizada na Casa do Passal da Lomba da Fazenda.

“Ser mulher no Nordeste é ser resiliente e acreditar nas potencialidades do concelho”

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Sara Sousa nasceu no concelho do Nordeste há 42 anos, o que considera ser “uma honra”. Lá cresceu durante a infância, o que se tornou “um privilégio” e, hoje, ocupa o cargo de vereadora com os pelouros da ação social, habitação, património, cidadania e igualdade de género.

No Dia Internacional da Mulher, que hoje se assinala, Sara Sousa sente-se privilegiada porque “ser mulher no concelho do Nordeste é ter a oportunidade de viver e desfrutar do melhor que a natureza tem para oferecer, é ser resiliente e acreditar nas grandes potencialidades do concelho”.

A jovem vereadora não teme os desafios que a vida lhe coloca no dia-a-dia porque “ser vereadora é um desafio que abracei com toda a humildade e com a certeza que com muito trabalho, dedicação e união entre os membros deste executivo estamos a contribuir para a promoção da qualidade de vida, segurança e bem-estar dos nordestenses, bem como daqueles que aqui pretendam investir, trabalhar ou viver”.

Mas nem sempre foi assim. A mulher tem vindo a rasgar caminho por entre caminhos por onde, há poucas décadas, só os homens andavam. Por isso, ser mulher hoje não é igual ao que foi há vinte ou trinta anos. “No decorrer dos anos as mulheres ganharam outros direitos, situação que lhes permitiu adquirir a sua independência e autonomia e lutar pelos seus sonhos”, vincou.

Nascida numa família de mulheres de garra, Sara Sousa recorda com orgulho o passado da mãe e das avós. “A minha avó paterna emigrou e toda a sua vida trabalhou numa empresa. A minha avó materna, considero-a uma mulher de garra, destemida, aventureira e sempre muito atualizada. Teve oportunidade de ser regente escolar em São Miguel e Santa Maria e, atualmente, julgo que poderia ter tido outras oportunidades e ter concretizado outros sonhos que devido a vários constrangimentos da vida não lhe foi possível concretizar”, disse.

As recordações da emancipação da mulher do Nordeste noutros tempos estendem-se à mãe. “A minha mãe saiu de casa dos meus avôs aos onze anos de idade e teve a oportunidade de estudar num colégio em Ponta Delgada. Foi difícil sair do seio familiar com aquela idade porque só regressava a casa nas férias, situação que atualmente, e felizmente, não acontece. Casou-se, teve três filhos e foi funcionária pública”.

Sara Sousa recorda os ensinamentos que recebeu. “Os meus pais educaram e preparam os filhos para serem independentes. Fomos educados a trabalhar e a colaborar nas tarefas básicas do quotidiano desde tenra idade, situação que nos permitiu ganhar responsabilidade e autonomia mais cedo e que só tenho a agradecer por isso”, acrescentou.

Por isso, e tendo em conta a constante evolução dos tempos, a mulher que integra o executivo na Câmara do Nordeste acredita que o progresso continuará a prevalecer e que daqui a algumas décadas “ser mulher no Nordeste será ter a oportunidade de viver num concelho sustentável, inovador e atrativo ao investimento”.

Nordeste promove conferência para debater proteção civil

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A Câmara Municipal do Nordeste realiza no início da próxima semana, segunda e terça-feira (11 e 12 de março) uma conferência para debater problemáticas e oportunidades da Proteção Civil Municipal, envolvendo perto de vinte palestrantes.

A realização de uma conferência que aborda as oportunidades e problemáticas da proteção civil a nível municipal visa fomentar o debate e a partilha de conhecimentos entre especialistas, técnicos, autarcas e a comunidade local, abrindo lugar ao debate sobre estratégias de melhoria, identificação de lacunas e promoção da cooperação entre os intervenientes.

A conferência constitui-se ainda como uma oportunidade para debater diversos temas relacionados com a proteção civil local (estrutura organizativa, comunicações, avaliação de riscos, planeamento e segurança contra incêndios), onde a partilha de experiência, a transmissão de conhecimentos e a criação de redes de apoio são ferramentas fundamentais para fortalecer a capacidade de resposta e a resiliência perante os desafios que se perspetivam para o futuro.

Ao longo dos dois dias os participantes são convidados a ponderar sobre os principais desafios, constrangimentos e dificuldades sentidos pela proteção civil ao nível local, enquanto apresentam reflexões e contributos que fortaleçam a capacidade de resiliência das comunidades locais face ao atual cenário de alterações climáticas.

A conferência é aberta à participação pública, mas com obrigação de inscrição através dos meios digitais do município do Nordeste.