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Parque Atlântico e CUF Açores unem-se para oferecer rastreios cardiovasculares gratuitos

Iniciativa decorre este sábado, dia 30 de maio, em Ponta Delgada, no âmbito do Mês do Coração. Ação desenvolvida em parceria com profissionais de saúde visa sensibilizar a comunidade para a prevenção de doenças e controlo de parâmetros essenciais

© DIREITOS RESERVADOS

O centro comercial Parque Atlântico, em Ponta Delgada, volta a abrir as suas portas a uma iniciativa de saúde pública, promovendo a realização de rastreios cardiovasculares gratuitos. A ação decorre este sábado, dia 30 de maio, entre as 11h00 e as 19h00, no Piso 0 do complexo, mesmo junto à loja Massimo Dutti.

Segundo o comunicado de imprensa enviado pela organização, o evento surge integrado nas comemorações do Mês do Coração, que se assinala globalmente ao longo de maio. Para dar corpo à iniciativa, o centro comercial estabeleceu uma parceria estratégica com o Hospital CUF Açores, cujos profissionais de saúde estarão no local para efetuar os testes e dialogar com os visitantes.

O grande objetivo deste rastreio é sensibilizar a comunidade local, e quem visita o espaço, para a extrema importância da prevenção das doenças cardiovasculares. Através desta avaliação rápida, pretende-se incentivar a adoção de hábitos de vida mais saudáveis e alertar para a necessidade de um controlo regular de parâmetros de saúde essenciais, que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.

A administração do centro destaca que o espaço assume uma responsabilidade que vai muito além da experiência de compras, procurando aportar valor social direto através de parcerias com entidades de referência na região, como é o caso da CUF.

Bolieiro defende Açores como “farol” de sustentabilidade e coesão nos 50 anos da Autonomia

O presidente do Governo regional destaca o salto histórico no emprego e no PIB per capita em Ponta Delgada, apelando à unidade das nove ilhas para vencer a pobreza estrutural e projetar a centralidade atlântica no atual contexto internacional

© MIGUEL MACHADO

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu esta segunda-feira, 25 de maio, a necessidade de afirmar o arquipélago como um exemplo global de desenvolvimento sustentável, alicerçado na autonomia política e na união de todas as ilhas. De acordo com a nota informativa com o discurso integral enviado pelo executivo açoriano, as declarações foram proferidas no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, durante a Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores. O líder do executivo aproveitou o momento simbólico que marca as cinco décadas de Autonomia Política para sublinhar o orgulho na identidade do povo açoriano, declarando que, “hoje, com elevado orgulho, celebramos Açores. Celebramos açorianidade nesta segunda-feira do Divino Espírito Santo”.

Ao longo da sua intervenção na sessão que homenageou a condição de Ponta Delgada como Capital Portuguesa da Cultura 2026, o governante recordou o percurso histórico do arquipélago, lembrando que a autonomia nasceu da democracia conquistada com o 25 de Abril e foi consolidada com a Constituição de 1976. Para José Manuel Bolieiro, este processo permitiu transformar profundamente a realidade quotidiana das populações locais através da recuperação de enormes atrasos estruturais nas últimas décadas. O chefe do executivo salientou a evolução em áreas essenciais como a saúde, indicando que a região passou de 90 médicos em 1977 para cerca de 900 profissionais na atualidade, num universo de mais de 6.148 profissionais de saúde em funções. No plano económico, o governante evidenciou que o PIB per capita regional subiu de 45% da média nacional em 1974 para 88% em 2026, sustentando que “os açorianos criam riqueza e emprego, como nunca, e, só assim, se pode combater a pobreza histórica”, com um recorde superior a 120 mil pessoas empregadas.

Num discurso focado na coesão territorial, o presidente do governo deixou claro que o sucesso do arquipélago depende diretamente da valorização mútua e da solidariedade entre as nove ilhas, considerando que “a unidade é força transformadora e promotora do desenvolvimento de todas as ilhas, não deixando nenhuma ilha para trás, num processo de desenvolvimento harmónico e integral dos Açores”. Perante o atual cenário de instabilidade geopolítica internacional, o líder açoriano defendeu que a região deve afirmar-se como um espaço de estabilidade e responsabilidade institucional, funcionando como uma referência contrária aos conflitos globais através da aposta firme nas transições climática, digital e energética. “O mundo precisa de exemplos e de faróis. E os Açores são hoje um exemplo e um farol”, reforçou, destacando o papel pioneiro das ilhas na proteção do oceano e na antecipação das metas globais de sustentabilidade ambiental.

A fechar a sua alocução na sessão solene, José Manuel Bolieiro abordou a relevância geoestratégica dos Açores enquanto ponte no Atlântico para Portugal, para a União Europeia e para a NATO, coincidindo com os 40 anos de integração europeia do país. O governante vincou que a condição ultraperiférica da Região deve ser conciliada com a sua crescente centralidade tecnológica, científica e de conhecimento do futuro, visando o desenvolvimento de economias de alta precisão no mar, no espaço e em terra. O presidente do governo terminou com um apelo à mobilização coletiva de todas as gerações para “conjugar a região de necessidades que somos com a região de oportunidades que queremos ser”, transformando a incerteza geográfica em ambição coletiva.

Investimento do PRR traz novas viaturas elétricas e tecnologia de ponta ao Hospital do Divino Espírito Santo

Reforço operacional e tecnológico no maior hospital da região arranca com a entrega das primeiras viaturas ecológicas de um total de 76 destinadas aos Açores

© SRSSS

O Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, recebeu as primeiras três viaturas elétricas de um lote de 76 destinadas a reforçar a frota do Serviço Regional de Saúde, num investimento integrado no Plano de Recuperação e Resiliência que visa aproximar os cuidados médicos dos cidadãos açorianos. A entrega dos veículos decorreu na sexta-feira, 22 de maio, e foi assinalada numa cerimónia presidida pela secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, que, em nota enviada à imprensa pela tutela, sublinhou o impacto desta modernização na melhoria das condições de segurança e na operacionalidade diária dos profissionais que servem a comunidade regional.

Esta renovação automóvel assume particular relevância ao substituir veículos com várias décadas de uso, garantindo uma resposta mais célere e eficaz às necessidades dos utentes em todas as ilhas. Conforme explicou a governante na mesma ocasião, “esta aposta permite continuar a aproximar os cuidados de saúde das pessoas e representa um investimento estratégico em todas as ilhas dos Açores, renovando a frota automóvel e possibilitando uma resposta ainda mais eficaz às necessidades dos utentes”. Paralelamente ao reforço logístico, o hospital de referência da ilha de São Miguel foi também dotado de novos recursos tecnológicos de vanguarda no âmbito da segunda candidatura ao PRR — a qual prevê a aquisição de 165 equipamentos para as várias unidades de saúde dos Açores, encontrando-se já mais de metade do material entregue.

Entre as principais novidades tecnológicas agora alocadas ao hospital destacam-se um sequenciador de nova geração (NGS), avaliado em 398.142 euros, um sistema EBUS para eco vídeo broncoscopia, que representou um custo de 156.250 euros, e um sistema de deteção de gânglio sentinela vocacionado para a área do cancro da mama, num valor de 31.500 euros. Mónica Seidi fez questão de frisar que estes investimentos traduzem-se num “reforço muito significativo da capacidade tecnológica e clínica” na Região Autónoma, com impactos diretos no diagnóstico laboratorial, na diferenciação hospitalar e na eficácia do rastreio do cancro do pulmão.

A terminar, a secretária regional enalteceu publicamente o esforço das administrações e dos técnicos envolvidos, destacando “o trabalho muito intenso das equipas” para assegurar o cumprimento das metas estipuladas pelo plano de modernização europeu.

Equipas de Saúde Escolar dos Açores recebem formação em Ponta Delgada para apoiar alunos com necessidades especiais

A iniciativa, promovida pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social entre os dias 19 e 21 de maio, visa capacitar os profissionais da região para a deteção precoce e intervenção sistemática junto de crianças e jovens em contexto escolar

© SRSSS

As Equipas de Saúde Escolar da Região Autónoma dos Açores estão a participar, em Ponta Delgada, numa ação de formação focada no “Suporte a crianças e jovens com Necessidades de Saúde Especiais na escola”. A iniciativa, que decorre entre os dias 19 e 21 de maio, é promovida pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, através do Programa Regional de Saúde Escolar, conforme informou o departamento governamental em nota de imprensa. Este investimento na qualificação dos profissionais visa estreitar a articulação entre a saúde e a educação nas ilhas, tendo como principal objetivo reforçar a capacitação técnica para a deteção precoce e para a intervenção sistemática junto dos alunos que enfrentam estes desafios no seu quotidiano escolar.

O encontro de trabalho conta com a participação de especialistas de reconhecido mérito e com experiência consolidada na área, promovendo a partilha de conhecimento científico e de boas práticas para robustecer a capacidade de resposta regional. O painel de formadores convidados integra Eva Menino, docente e investigadora na área da enfermagem comunitária; Maria do Céu Pires, docente e investigadora com atividade académica centrada na saúde infantil, comunitária e inclusão escolar; Leonel Lusquinhos de Sousa Oliveira, enfermeiro, docente e presidente da Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Escolar; e Ana Granadeiro, enfermeira especialista em saúde comunitária com intervenção direta nesta área.

Através deste programa formativo, a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social refere, em comunicado, que reafirma o compromisso com a valorização do conhecimento científico aplicado à prática diária, procurando garantir decisões clínicas e organizacionais mais informadas que resultem em respostas integradas, inclusivas e equitativas para a comunidade escolar açoriana.

Núncio Apostólico leva mensagem de esperança aos doentes do Hospital do Divino Espírito Santo

D. Andrés Carrascosa Coso presidiu à celebração eucarística e à procissão pelas alas de internamento do HDES, sublinhando a importância do humanismo cristão no cuidado aos mais frágeis durante as festividades do Senhor Santo Cristo dos Milagres

© HDES

O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, recebeu este sábado, 9 de maio, uma visita de elevada importância institucional e espiritual no âmbito das celebrações em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Segundo notícia veiculada pela agência Igreja Açores, a Eucaristia realizada na capela do terceiro piso foi presidida pelo Núncio Apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso, representante do Papa, que visita os Açores pela primeira vez após ter sido nomeado em dezembro passado.

O momento, que marca a passagem das maiores festividades religiosas da região pela unidade de saúde, não se limitou ao altar, estendendo-se numa procissão pelas alas de internamento e pela Ala Poente. O objetivo central desta iniciativa, organizada pela Capelania do Hospital com o apoio de voluntários, foi levar o conforto, a bênção e a imagem do “Ecce Homo” diretamente aos utentes e aos profissionais do Serviço Regional de Saúde que asseguram a missão de cuidar mesmo em dias de festa.

Durante a celebração, o prelado destacou a profunda ligação entre o humanismo e a prestação de cuidados de saúde, reforçando que instituições públicas e religiosas “estão ao serviço das mesmas pessoas”. D. Andrés Carrascosa Coso, que recordou os seus 41 anos de missão e o contacto prévio com a devoção açoriana no Canadá, enfatizou o papel da fé como luz em contextos de fragilidade e incerteza. “A fé em Deus não elimina a dor nem a doença, mas ilumina-as”, afirmou o Núncio Apostólico, sublinhando que o maior milagre reside na compaixão e na certeza de que ninguém está sozinho no sofrimento.

“O objetivo é levar o conforto, a esperança e a bênção diretamente aos nossos utentes e aos profissionais do Serviço Regional de Saúde que, mesmo em dias de festa, mantêm a sua missão de cuidar”, reiterou, consolidando a tradição de proximidade que define a identidade do hospital de Ponta Delgada neste feriado regional.

Universidade dos Açores recebe especialistas canadianas para debater apoio a vítimas de violência doméstica

Sessão aberta ao público, que terá lugar no dia 13 de maio, foca-se em estratégias de redução de danos e intervenção informada pelo trauma, trazendo a experiência do sistema de casas de abrigo de Ontário para o contexto regional

© DL

A Universidade dos Açores (UAc) promove, no próximo dia 13 de maio de 2026, entre as 08h30 e as 10h30, uma aula aberta dedicada à intervenção psicossocial com sobreviventes de violência doméstica e consumos de substâncias aditivas. O evento, que terá lugar no Anfiteatro D.007, em Ponta Delgada, assume-se como um momento de partilha de conhecimento internacional, contando com a participação de duas conceituadas académicas da Lakehead University, no Canadá.

Segundo nota de imprensa enviada pela instituição de ensino superior, a iniciativa é organizada no âmbito da unidade curricular de “Intervenção em Contextos de Exclusão”, lecionada pelo Professor Doutor Eduardo Marques, que será o moderador da sessão.

A presença das docentes Susan Scott e Angela Hovey permitirá uma análise comparativa e profunda sobre o funcionamento das casas de abrigo em Ontário, no Canadá, onde as estruturas de apoio a mulheres e crianças em situação de risco integram práticas inovadoras de redução de danos. A Prof.ª Doutora Susan Scott, especialista em Serviço Social com vasta experiência em políticas públicas, e a Prof.ª Doutora Angela Hovey, com percurso clínico focado em trauma e violência, apresentarão resultados de investigação que demonstram como estas estratégias podem diminuir as barreiras no acesso a serviços essenciais. O foco recairá sobre o “Quadro de Redução de Danos”, uma ferramenta que ajuda as instituições a criar ambientes mais seguros e inclusivos para sobreviventes que, simultaneamente, enfrentam desafios relacionados com o consumo de substâncias.

Para além da vertente técnica e clínica, a aula aberta abordará a interdependência entre o bem-estar humano e o meio envolvente, alinhando-se com os princípios do eco serviço social. De acordo com a organização, esta abordagem valoriza soluções sustentáveis e o impacto do ambiente no apoio a populações vulneráveis, uma reflexão que se torna particularmente relevante para a realidade açoriana e para os profissionais que atuam no terreno.

A sessão, que conta com a colaboração do projeto Trans-Lighthouses, é aberta não só a estudantes e investigadores, mas a toda a comunidade, convidando o público em geral a participar no debate sobre um tema de elevada sensibilidade e importância social.

HDES elimina infeções graves nos Cuidados Intensivos e poupa mais de 439 mil euros

O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) alcançou resultados históricos na segurança do doente entre 2022 e 2025, conseguindo erradicar as bacteriemias por cateter na UCI e evitar a perda de 24 vidas através do projeto STOP Infeção 2.0

Sónia Carreiro (à esq.) – Enfª da Unidade Local do PPCIRA ; Ana Cristina Pimentel (ao centro) – Diretora dos Serviços Farmacêuticos do HDES; Verónica Amaral (à dtª) – Enfª coordenadora da Unidade Local do PPCIRA © HDES

O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, deu um passo decisivo na vanguarda da segurança hospitalar ao apresentar, no passado dia 13 de abril, o balanço final do projeto STOP Infeção 2.0. Segundo uma nota de imprensa enviada pela instituição hospitalar às redações, a unidade de saúde açoriana conseguiu eliminar totalmente as bacteriemias por cateter na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) entre 2022 e 2025. Este esforço de melhoria contínua não só elevou os padrões clínicos para níveis superiores à média nacional, como permitiu evitar 141 casos de infeção no triénio, traduzindo-se numa poupança direta de 439 mil euros para os cofres públicos da região.

O sucesso da iniciativa, que se enquadra no Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA), assenta na aplicação da metodologia “Planear-Fazer-Estudar-Agir”. O desempenho mais notável foi registado na UCI, onde a taxa de incidência de bacteriemia associada a cateter venoso central caiu de 2,72% em 2022 para uns absolutos 0,00% nos últimos dois anos. No mesmo período, as infeções urinárias associadas a cateter baixaram 66,5% e as pneumonias associadas à intubação reduziram cerca de 45%. Mais do que estatísticas, estes números representam um impacto humano profundo, com a estimativa de 24 mortes evitadas graças à adoção de protocolos rigorosos, como o uso sistemático de checklists e a padronização de procedimentos clínicos.

Para além de salvar vidas, a eficiência do projeto STOP Infeção 2.0 refletiu-se na gestão de recursos, libertando 1.464 dias de internamento que seriam consumidos por complicações hospitalares. Este resultado é particularmente significativo dado que foi alcançado num período de grandes desafios organizacionais e escassez de recursos humanos, culminando no reconhecimento público dos resultados na Alfândega do Porto. A nota de imprensa do HDES sublinha ainda que a adesão total dos profissionais de saúde aos novos protocolos foi o fator determinante para consolidar esta cultura de segurança, reafirmando o compromisso da maior unidade de saúde dos Açores com a excelência dos cuidados prestados aos utentes.

Ponta Delgada envolve jovens dos Arrifes no combate ao lixo marinho

No âmbito do Programa Bandeira Azul 2026, três turmas do nono ano da Escola Básica Integrada dos Arrifes participam numa ação de sensibilização teórica e prática que culminará com uma limpeza na Praia das Milícias

© ARQUIVO CM PONTA DELGADA

A Câmara Municipal de Ponta Delgada anunciou a promoção de uma iniciativa de educação ambiental focada na problemática do lixo marinho, destinada a envolver os alunos do nono ano de escolaridade da Escola Básica Integrada (EBI) dos Arrifes. Segundo a nota enviada pela autarquia, a ação está inserida no calendário do Programa Bandeira Azul 2026 e pretende sensibilizar as camadas mais jovens para a preservação dos ecossistemas costeiros da ilha de São Miguel. O programa arrancou no passado dia 16 de abril com uma sessão teórica de sensibilização dirigida a três turmas, momento este que serviu para enquadrar as causas e os impactos negativos dos resíduos que chegam ao mar, preparando o terreno para a intervenção direta no terreno.

A vertente prática desta ação decorrerá no próximo dia 27 de abril, também durante o período da manhã, tendo como cenário a Praia das Milícias. Durante a atividade, os estudantes não se limitarão à recolha de resíduos no areal; o exercício contempla igualmente a identificação e a contabilização rigorosa de tudo o que for removido. Esta metodologia permite aos jovens compreender, de forma científica e prática, quais são os tipos de detritos que mais afetam as zonas balneares do concelho. Para a autarquia, o objetivo central passa por reforçar a importância de comportamentos ambientalmente responsáveis e de uma gestão correta de resíduos, aliando o conhecimento académico à experiência cívica.

Esta iniciativa surge na sequência do trabalho desenvolvido em anos anteriores pela Câmara de Ponta Delgada. De acordo com os dados fornecidos pela autarquia, a edição de 2025 desta mesma ação resultou na recolha de 13 quilos de resíduos diversos. Entre os materiais encontrados no areal no ano passado, destacaram-se beatas de cigarro, azulejos, cordas, metais e fragmentos de plástico, ilustrando a diversidade de poluentes que ameaçam a biodiversidade marinha local.

Ponta Delgada recebe primeira missão empresarial promovida pela Casa dos Açores de Minas Gerais

Organizada pela recém-criada Casa dos Açores de Minas Gerais, missão decorre entre 20 e 24 de abril em Ponta Delgada. O evento reúne investidores e autoridades para estreitar a cooperação entre o estado brasileiro e a Região Autónoma, com um foco especial no setor agrícola e na internacionalização de parcerias

© DIÁRIO DA LAGOA

A recém-criada Casa dos Açores de Minas Gerais, no Brasil, presidida pelo luso-brasileiro Claudio Motta, vai promover a primeira “Missão Empresarial Minas Gerais – Açores”, entre os dias 20 e 24 de abril, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. Estarão presentes empresários, investidores, instituições e autoridades numa “iniciativa de cooperação económica e empresarial entre Brasil e Portugal”. Ao longo de cinco dias, esta missão empresarial estabelece uma ponte entre Minas Gerais e os Açores, combinando encontros institucionais, promoção económica, valorização territorial e intercâmbio cultural, num modelo que reforça a cooperação entre o Brasil e a Região Autónoma dos Açores.

Segundo apurámos, a deslocação aos Açores surge como “desdobramento do primeiro Encontro Empresarial de Andrelândia, município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, situado a cerca de 280 km de Belo Horizonte, capital do Estado. Um evento que teve lugar no passado mês de fevereiro e que “representa um novo passo na estratégia de internacionalização da instituição, que se afirma como ponte ativa entre os dois territórios”.

“Mais do que um encontro empresarial, a missão pretende criar um espaço de intercâmbio de experiências, geração de oportunidades de negócio e reforço de parcerias duradouras, aproximando agentes económicos dos dois lados do Atlântico”, disse à nossa reportagem o presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais.

Ainda de acordo com este responsável, entre os principais destaques desta nova etapa está a “implantação da primeira representação institucional da Casa dos Açores de Minas Gerais em Andrelândia, bem como a estruturação de uma delegação internacional em Lisboa, reforçando a presença da instituição em território português continental”.

Nos últimos dias, a nossa reportagem conversou com José Andrade, diretor regional das Comunidades, que se mostrou interessado em auxiliar na ligação entre o Estado mineiro e a dinâmica das comunidades açorianas no arquipélago.

Sabemos que um dos objetivos da Casa dos Açores em Minas Gerais, além de promover as tradições, folclore, etnografia, usos e costumes dos Açores no Brasil, é também “alimentar e possibilitar novas interações no campo económico, beneficiando as relações comerciais entre os dois territórios”.

Programa formato à medida das interações entre Açores e Brasil

O arranque da missão está marcado para o dia 20 de abril, em Ponta Delgada, com reuniões institucionais entre os participantes e os membros do Governo Regional dos Açores. A delegação será recebida pelo Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, e pelo Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, num dia centrado no setor agrícola. A agenda inclui ainda um almoço institucional na Associação Agrícola de São Miguel, em Rabo de Peixe, e um encontro com o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, reforçando o diálogo com estruturas representativas do setor primário.

No dia seguinte, 21 de abril, a missão prossegue com uma visita técnica à UNILEITE – União das Cooperativas Agrícolas de Laticínios de São Miguel, nos Arrifes, permitindo o contacto direto com o modelo cooperativo açoriano. Ainda durante a manhã, decorre a cerimónia de criação da Delegação de Lisboa da Casa dos Açores de Minas Gerais, formalizada através da assinatura de um termo de cooperação no Azoris Royal Garden Hotel, em Ponta Delgada. A tarde inclui uma prova de produtos regionais promovida pela Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação e uma sessão de esclarecimento sobre oportunidades de investimento, com a participação de Camilo Moniz, da Ordem dos Economistas, e Emanuel Cordeiro, da Ordem dos Contabilistas. O dia encerra com a apresentação do livro “Somos Açores – Um arquipélago vivo pela ação das Casas dos Açores”, da autoria do jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes, no Hotel Marina Atlântico.

A 22 de abril, a agenda institucional mantém-se com encontros dedicados às políticas públicas e incentivos ao investimento. A delegação reúne-se com o Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, e com a Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral. Durante a tarde, está previsto um encontro com o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, seguido de uma visita técnica ao Ecoparque de São Miguel, gerido pela MUSAMI, onde serão apresentados processos de gestão e valorização de resíduos.

O dia 23 de abril é dedicado à componente territorial e turística, com um percurso pela ilha de São Miguel que inclui passagens por Vila Franca do Campo, Vale das Furnas e Parque Terra Nostra, além de visitas à Queijaria Furnense e à Fábrica de Chá Gorreana, integrando a valorização dos produtos locais e do património natural. Em paralelo, decorre um programa institucional na ilha do Faial, com deslocação à cidade da Horta, onde está previsto um encontro com o presidente da Câmara Municipal, Carlos Ferreira, seguido de almoço institucional.

A missão encerra dia 24 de abril com uma visita ao Vale das Sete Cidades, no concelho de Ponta Delgada, e um almoço de encerramento oferecido pelo Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades. A programação termina com um momento cultural, com a apresentação do espetáculo “Quando o Mar Galgou a Terra”, encenado pela atriz brasileira Eleonora Marino Duarte, no auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.

“Esta iniciativa reforça o nosso compromisso com a promoção do desenvolvimento económico, da cooperação internacional e da valorização das relações históricas entre Brasil e Portugal, através da interação com os Açores, abrindo novas oportunidades para o setor empresarial e consolidando uma ligação que se projeta no futuro”, finalizou Claudio Motta.

PSP apreende e recolhe onze armas de fogo em ações de fiscalização nos Açores

O Núcleo de Armas e Explosivos do Comando Regional da Polícia de Segurança Pública reforçou a segurança da comunidade durante o mês de março, retirando de circulação armas ilegais e monitorizando as condições de detenção em residências

© PSP

O Comando Regional da Polícia de Segurança Pública (PSP) dos Açores, através do seu Núcleo de Armas e Explosivos, levou a cabo durante o mês de março um conjunto de ações de fiscalização destinadas a garantir a tranquilidade pública e a prevenir o uso ilícito de armamento na região. Segundo uma nota de imprensa enviada pela autoridade policial, as intervenções focaram-se na monitorização rigorosa de processos de titulares de armas de fogo, na verificação das condições de segurança nas residências dos proprietários e no cumprimento das obrigações legais impostas para o uso e porte de armas no domínio público.

No decorrer destas operações, a PSP detetou e apreendeu duas armas de fogo curtas (especificamente dois revólveres) que se encontravam em situação ilegal, desprovidas do obrigatório manifesto ou registo. A par destas apreensões, a ação policial resultou ainda na entrega voluntária a favor do Estado de onze armas, entre as quais três pistolas, dois revólveres e seis espingardas. Estas entregas ocorreram após ter sido verificado que os atuais detentores não possuíam autorização legal para a sua posse, optando por prescindir das mesmas.

A atividade operacional não se esgotou na fiscalização administrativa. No âmbito de uma investigação criminal conduzida pela esquadra de Investigação Criminal da PSP de Ponta Delgada, o Núcleo de Armas e Explosivos recebeu também uma reprodução de arma de fogo de posse proibida e uma arma de ar comprimido de aquisição livre. A autoridade recorda, a propósito desta última, que o seu uso e porte estão estritamente limitados ao interior de propriedade privada e a locais devidamente autorizados para o efeito.

Com estas intervenções de cariz preventivo, a PSP salienta que reafirma o seu compromisso na salvaguarda da integridade física e do património dos cidadãos, sublinhando que o objetivo central destas ações é consolidar o bem-estar social e a proteção dos direitos fundamentais da comunidade açoriana.