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Variante às Capelas regista investimento superior a 45 milhões de euros com financiamento do PRR

A secretária regional das Infraestruturas visitou a obra de 8,3 quilómetros que ligará o noroeste de São Miguel a Ponta Delgada, num projeto que visa desviar o tráfego dos centros urbanos e mitigar inundações locais

A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, realizou este sábado, 13 de junho, uma visita de acompanhamento às obras da Variante às Capelas, uma das principais infraestruturas rodoviárias atualmente em execução na ilha de São Miguel. O projeto representa um investimento global que ultrapassa os 45 milhões de euros, sendo financiado na sua maioria por fundos europeus através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). De acordo com a nota de imprensa enviada pela tutela às redações, a empreitada engloba o projeto, a construção e a fiscalização, totalizando uma extensão de cerca de 8,3 quilómetros, acrescida de uma ligação de 1,4 quilómetros à vila das Capelas.

A nova via foi planeada para estabelecer a ligação rodoviária entre a vertente norte e a zona sul da ilha, permitindo uma conexão direta entre o noroeste de São Miguel e a cidade de Ponta Delgada. O traçado visa desviar o tráfego, nomeadamente de veículos pesados, do interior das freguesias e centros urbanos da periferia, com o objetivo de reduzir os tempos de deslocação e centralizar os acessos a infraestruturas de saúde e transportes, como o hospital, o aeroporto e o porto comercial. Os padrões técnicos aplicados na conceção da engenharia incluem ainda soluções de drenagem destinadas a mitigar os problemas de inundação que afetam ciclicamente algumas localidades daquela zona.

Do ponto de vista governamental, a tutela assume a obra como um eixo para o ordenamento do território e para a competitividade logística da ilha. A Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, afirma que, “ao tornar o território mais acessível e eficiente do ponto de vista logístico, esta infraestrutura contribui para aumentar a competitividade da região e a sua atratividade para investimento”. A governante acrescenta que, “mais do que uma obra rodoviária, a Variante às Capelas assume-se como um instrumento de coesão social e territorial. Ao reduzir assimetrias entre diferentes zonas da ilha, promove maior integração entre comunidades, acesso mais equilibrado a serviços e oportunidades e reforço da equidade territorial”.

A conclusão dos trabalhos visa dotar a rede viária regional de maior resiliência face a fenómenos climáticos e otimizar os fluxos de circulação de mercadorias e passageiros. Nas palavras enviadas pela tutela, o projeto “insere-se numa visão estratégica de desenvolvimento harmonioso dos Açores, aproximando territórios e fortalecendo a unidade regional, criando mais segurança e resiliência”, constituindo um dos investimentos públicos de maior escala na rede de estradas açoriana nos últimos anos.

Câmara de Comércio de Ponta Delgada exige fiscalização rigorosa para proteger credibilidade da Marca Açores

A associação empresarial defende o reforço urgente dos mecanismos de controlo e auditoria para garantir a transparência do mercado e proteger as empresas que investem na qualidade regional

© GOVERNO DOS AÇORES

A direção da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) defende que a crescente relevância económica e reputacional da Marca Açores torna indispensável o reforço imediato dos mecanismos de fiscalização associados à sua utilização.

Conforme avançado pela associação empresarial em comunicado enviado às redações, este posicionamento surge num momento em que a marca se consolidou como um instrumento estratégico para a valorização e diferenciação da produção regional, tanto no mercado interno como no exterior.

A estrutura liderada pela direção da CCIPD entende que o controlo e as auditorias não devem limitar-se à verificação dos critérios de certificação. Para a associação, é prioritário fiscalizar as quantidades de produtos comercializados sob este selo, assegurando uma total rastreabilidade e correspondência entre o volume efetivamente produzido e o que é colocado no mercado.

Segundo o documento partilhado pela entidade sediada em Ponta Delgada, a credibilidade do sistema assenta na confiança, o que exige regras claras e uma fiscalização efetiva. A CCIPD sublinha que blindar a Marca Açores significa proteger as empresas locais que investem diariamente na autenticidade e na qualidade, garantindo que a reputação deste ativo económico permaneça inquestionável nos mercados nacionais e internacionais.

Ribeira Grande avança com novo plano de apoio para blindar setor cultural

Autarquia está a reformular o programa municipal para compensar as alterações do executivo açoriano e garantir a sustentabilidade financeira das associações e coletivos locais

© CM RIBEIRA GRANDE

A Câmara Municipal da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, está a reformular integralmente o seu Plano Municipal de Apoio aos Agentes Culturais, uma medida estratégica que surge com o objetivo direto de dar resposta e compensar as necessidades adicionais criadas pela recente reestruturação do regime de apoio às atividades culturais promovida pelo Governo regional dos Açores.

Conforme avançado pelo executivo camarário em nota de imprensa enviada à nossa redação, este instrumento visa reforçar a sustentabilidade financeira, organizativa e de gestão das associações, coletivos e criadores locais, garantindo que a dinâmica cultural do concelho não seja comprometida.

O novo regulamento pretende instituir uma visão de forte proximidade e cooperação, estabelecendo critérios que confiram maior estabilidade e previsibilidade aos planos de atividades das estruturas do tecido cultural concelhio.

De acordo com o documento partilhado pela autarquia, a autarquia reafirma deste modo o seu compromisso com o setor, encarando a cultura como um pilar essencial para o desenvolvimento humano, social e territorial, bem como um elemento crucial para a preservação da identidade, para o estímulo da participação cívica e para o reforço da coesão social em toda a ilha de São Miguel.

Câmara de Comércio ausculta empresários de Vila Franca do Campo e aponta caminhos para o desenvolvimento económico

Em reunião com a autarquia local, a direção da CCIPD apresentou as principais preocupações do tecido empresarial, destacando a urgência na segunda fase da zona industrial, a falta de mão-de-obra e a valorização da marina

© CM VILA FRANCA DO CAMPO

A direção da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) deu continuidade à sua nova estratégia de proximidade concelho a concelho, com uma visita oficial às empresas associadas de Vila Franca do Campo. A iniciativa, inserida no plano de ação para as ilhas de São Miguel e de Santa Maria, arrancou com uma reunião empresarial no Centro Cultural local, unindo empresários de diversos setores para identificar os principais desafios e oportunidades do desenvolvimento económico daquela região.

Segundo o comunicado enviado pela direção da CCIPD à nossa redação, os empresários sublinharam a urgência de uma estratégia integrada que articule habitação, ordenamento do território, captação de investimento e a fixação de população. Foi igualmente apontada a necessidade de acelerar a aprovação de projetos no centro histórico, através de uma maior articulação com a Direção Regional da Cultura, e de combater os constrangimentos, morosidade e falta de previsibilidade nos processos de licenciamento.

Entre as reivindicações mais estruturantes, o tecido empresarial destacou a urgência em acelerar a conclusão e disponibilização da segunda fase da zona industrial de Vila Franca do Campo, considerada um passo essencial para o crescimento das empresas e atração de novos capitais. A par disso, a persistente escassez de mão-de-obra qualificada e as dificuldades de recrutamento motivaram pedidos para o reforço da formação técnica e profissional direcionada para as reais necessidades locais.

As infraestruturas e a mobilidade também estiveram no centro do debate. Os empresários apontaram falhas nos transportes públicos e na acessibilidade interna em algumas freguesias, além de exigirem investimentos na remodelação do saneamento básico e na valorização das praias do concelho. No campo económico, foi defendida a valorização da economia do mar e do turismo náutico, com destaque para a urgência em aumentar a capacidade da marina de Vila Franca do Campo, reforçar as obras de manutenção e desenhar um plano de valorização económica daquela infraestrutura.

Após a auscultação, a direção da CCIPD reuniu-se com a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo para apresentar estas conclusões e debater medidas de competitividade. Ambas as partes coincidiram na importância do trabalho conjunto e manifestaram total disponibilidade para manter um diálogo próximo e permanente. Em nota, a direção da associação empresarial reafirmou que o concelho possui condições muito relevantes para reforçar a sua atratividade assente no mar, turismo, agricultura, património e cultura, sendo fundamental criar condições para transformar este potencial em emprego e investimento.

Ribeira Grande exige urgência para antiga esquadra da PSP e quer visita do secretário-geral da Administração Interna

Após incêndio que deflagrou no edifício no início desta semana, a autarquia quer sensibilizar o Governo da República para a requalificação do imóvel e avança com vistorias técnicas, não pondo de parte o cenário de demolição por motivos de segurança

© DIREITOS RESERVADOS

O Município da Ribeira Grande está a encetar diligências com o objetivo de garantir, a breve trecho, uma visita oficial do secretário-geral da Administração Interna ao concelho. O foco principal desta deslocação é a antiga esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP) da cidade, pretendendo a autarquia sensibilizar o responsável in loco para a urgência inadiável de uma resolução em relação à requalificação daquele edifício histórico.

De acordo com a nota de imprensa enviada pela autarquia à nossa redação, o presidente da Câmara Municipal, Jaime Vieira, tem promovido um conjunto de iniciativas e contactos formais para acelerar o processo burocrático em que o imóvel está envolvido.

A autarquia argumenta que mantém um forte interesse em ver o espaço reabilitado. Segundo a mais recente atualização solicitada à Direção de Serviços de Património e Planeamento de Instalações da Secretaria-Geral da Administração Interna, o projeto de requalificação encontra-se atualmente na sua fase final de revisão.

No entanto, o processo ganhou uma nova e alarmante urgência face aos mais recentes acontecimentos, nomeadamente um incêndio que deflagrou no edifício no início desta semana. Perante o sucedido, o executivo camarário avançou com o envio de engenheiros do município ao local para uma avaliação preliminar.

A autarquia pretende agora que o Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC) realize uma avaliação detalhada da estabilidade estrutural do imóvel. O cenário de uma intervenção radical já está em cima da mesa: caso não estejam reunidas as condições de segurança para os edifícios anexos e para os transeuntes, ou caso o processo de requalificação não seja acelerado como pretendido, a Câmara Municipal pondera demolir o espaço para evitar eventuais prejuízos futuros para quem reside ou circula na zona.

Para o executivo liderado por Jaime Vieira, a segurança de pessoas e bens é descrita como um princípio inabalável e fundamental que dita toda a atuação municipal. O objetivo passa por garantir uma resolução rápida que devolva condições operacionais e funcionais aos agentes da PSP que prestam serviço na malha urbana da Ribeira Grande, mas também salvaguardar a integridade e o direito à circulação segura de todos os cidadãos que vivem e trabalham nas imediações da antiga esquadra.

Ribeira Grande acolhe Gala “Estrelas no Atlântico” com foco no potencial regional

Evento nacional decorre na quinta-feira no Miradouro do Castelo e vai premiar três insígnias locais, contando com a presença de mais de quatro dezenas de autarcas do país

© CM RIBEIRA GRANDE

A cidade da Ribeira Grande recebe, ao final da tarde da próxima quinta-feira, 11 de junho, a Gala “Estrelas no Atlântico”, uma iniciativa que trará à costa norte da ilha de São Miguel mais de 40 autarcas de várias regiões de Portugal. De acordo com a nota de imprensa enviada à redação pela autarquia ribeiragrandense, o encontro serve de palco para a cerimónia da nona edição dos Prémios Cinco Estrelas Regiões.

O evento reveste-se de relevância para o panorama económico e geográfico de São Miguel, uma vez que contempla a distinção de três referências situadas no concelho ribeiragrandense: o CEmpA – Centro Empresarial dos Açores e o Areal de Santa Bárbara, ambos localizados na freguesia da Ribeira Seca, e a Vila de Rabo de Peixe. Além da entrega dos galardões, o programa prevê que o presidente da autarquia anfitriã, Jaime Vieira, determine através de sorteio o local que acolherá a próxima edição do evento nacional.

A iniciativa pretende funcionar também como uma montra pública da produção regional, com espaços dedicados à mostra de produtos alimentares, ao artesanato e ao tecido económico dos Açores. O início da cerimónia está agendado para as 17h00, no Miradouro do Castelo, sendo o acesso livre para o público que pretenda acompanhar a entrega das distinções.

Em comunicado, o presidente da Câmara da Ribeira Grande associou a escolha do território à visibilidade que o concelho tem registado. “A escolha da Ribeira Grande para a realização deste evento demonstra a importância e o reconhecimento que o concelho tem vindo a conquistar a nível nacional. A Ribeira Grande alcançou já uma notoriedade assinalável, afirmando-se como uma referência em diversas áreas e reforçando a sua projeção além-fronteiras”, sustenta Jaime Vieira.

O autarca sublinha ainda que os prémios atribuídos nesta edição derivam de dinâmicas partilhadas entre os agentes económicos e a sociedade civil. “Este reconhecimento é resultado do dinamismo da população, do empenho das instituições e da capacidade do concelho para atrair investimento, iniciativas e oportunidades. A Ribeira Grande deve continuar a afirmar-se como um território de liderança nos Açores, apostando no desenvolvimento económico, na valorização dos jovens e das famílias e na melhoria contínua da qualidade de vida de todos os ribeiragrandenses”, conclui o governante local.

Ordenação de Fábio Silveira na Sé de Angra fecha ciclo histórico e abre interregno de três anos na diocese

Natural da ilha do Pico, o novo sacerdote de 37 anos será o último a receber formação integral em território açoriano. A Diocese de Angra passará a centralizar o percurso formativo dos novos seminaristas na cidade do Porto

© IGREJA AÇORES

A Sé Catedral de Angra prepara-se para acolher, no próximo domingo, pelas 16h00, um momento de profunda relevância e transição para a Igreja açoriana. O diácono Fábio Silveira, de 37 anos e natural da ilha do Pico, será ordenado presbítero, tornando-se formalmente o último sacerdote a cumprir todo o seu percurso formativo nas instalações do Seminário Episcopal de Angra. A celebração assinala o encerramento de um ciclo histórico na instituição, coincidindo também com a homenagem a sete sacerdotes que celebram os seus jubileus de 25, 60 e 70 anos de ordenação. Conforme explica a notícia publicada no Sítio Igreja Açores, o futuro sacerdote encontra-se atualmente em retiro espiritual de preparação para a confirmação do seu compromisso definitivo.

Este acontecimento moldará o panorama eclesiástico regional a curto prazo, uma vez que a Diocese de Angra enfrentará agora um período de três anos sem novas ordenações sacerdotais. A situação decorre da recente reorganização eclesiástica, que passou a integrar os seminaristas açorianos no Seminário do Porto e na Universidade Católica. De momento, dois candidatos encontram-se a frequentar o primeiro ano do mestrado em Teologia em território continental. O reitor do Seminário Episcopal de Angra, padre Emanuel Valadão Vaz, desmistificou o cenário de hiato, recusando qualquer tom alarmista e sublinhando que o foco institucional permanece no acolhimento rigoroso das vocações. O responsável frisou que a vinda destes dois seminaristas está prevista para daqui a um ano e três meses, período após o qual cumprirão o ano pastoral e o respetivo estágio antes da ordenação.

Diante do novo modelo, a instituição tem procurado reajustar as suas valências formativas às exigências contemporâneas, conferindo um protagonismo renovado à dimensão prática e ao contacto direto com as paróquias. O reitor defendeu que a dinâmica vocacional deve ser assumida como uma responsabilidade coletiva de todas as comunidades locais e não um dever exclusivo do seminário, sustentando a necessidade de se criar uma rede de proximidade e compaixão capaz de acompanhar os jovens no seu discernimento pessoal.

Apesar do interregno previsto nas ordenações, o próximo ano letivo traz novos indicadores de renovação para a diocese com a entrada de três novos candidatos ao sacerdócio no ano propedêutico, a realizar-se igualmente no Porto. O novo grupo junta-se aos três estudantes que já ali se encontram em formação. Entre os novos ingressos contam-se André Rodrigues, da ilha Terceira, e dois jovens da ilha de São Miguel, Jefferson Pontes e Tomás Correia. Para a reitoria do Seminário, embora os indicadores numéricos globais sejam contidos, estes novos percursos representam sinais claros de esperança e continuidade para o futuro da Igreja nos Açores.

Homem detido na Lagoa por tentativa de homicídio após discussão por estupefacientes

A Polícia Judiciária deteve o suspeito na sequência de uma violenta disputa na madrugada de 5 de junho, que resultou no internamento hospitalar de uma vítima de 53 anos com ferimentos graves no tronco

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A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal dos Açores, deteve no concelho da Lagoa um homem de 35 anos, fortemente indiciado pela prática do crime de homicídio na forma tentada. De acordo com a nota de imprensa emitida por aquela força de investigação criminal, o crime terá ocorrido na madrugada do passado dia 5 de junho, na ilha de São Miguel, sob o cenário de uma violenta altercação.

Os factos que sobressaltaram a comunidade local escalaram na sequência de uma discussão entre o suspeito e a vítima, um homem de 53 anos. Segundo as autoridades, o desentendimento esteve alegadamente relacionado com o consumo de estupefacientes. No decurso da disputa, o agressor terá empunhado um instrumento corto-perfurante, desferindo vários golpes na zona do tronco da vítima, causando-lhe ferimentos de extrema gravidade.

A vítima recebeu assistência médica imediata no local e foi, posteriormente, transportada para uma unidade hospitalar regional, onde permanece internada a recuperar dos ferimentos provocados. O Departamento de Investigação Criminal dos Açores adiantou ainda que o detido será presente à autoridade judiciária competente para o primeiro interrogatório judicial, ato no qual serão aplicadas as medidas de coação consideradas adequadas à gravidade do crime.

Sofia Botelho sagra-se campeã nacional de atletismo

Jovem micaelense venceu a prova dos 300 metros em pista ao ar livre e trouxe o título nacional para São Miguel

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A atleta micaelense Sofia Botelho conquistou a medalha de ouro nos campeonatos nacionais de sub-16 ar livre, nos 300 metros sub-16 feminino. Trata-se da sua melhor marca de sempre. A prova decorreu este domingo, 7 de junho, no Seixal.

Ao Diário da Lagoa, a jovem de 14 anos, natural da freguesia de Santo António, em Ponta Delgada, explica que esta foi uma vitória “muito especial” já que “estava a tentar há algum tempo e quando finalmente consegui fiquei muito grata pelo meu esforço ter valido a pena”.

Sofia Botelho diz que ficou “surpreendida e orgulhosa” já que estava à espera de um segundo lugar “porque havia uma atleta com um tempo muito melhor que o meu e eu estava-me a sentir cansada”. Mas isso não foi impedimento para conquistar o ouro nacional.

A jovem conta que o atletismo despertou-lhe o interesse uma vez que “algumas pessoas diziam que devia experimentar porque tinha boas classificações no mega sprint e quando experimentei percebi que era aquilo que realmente queria fazer”.

Sofia Botelho é atleta do Juventude Ilha Verde, natural de Santo António, em Ponta Delgada, e conquistou até ao momento 24 medalhas, sendo quatro de provas nacionais.

São Miguel acolhe centenas de escuteiros no XVI Jamboree Açoriano sob o mote “Uma Aventura do Corisco”

A maior atividade escutista da região ruma a Vila Franca do Campo, entre 20 e 28 de julho, celebrando a identidade açoriana e datas históricas de agrupamentos locais

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A ilha de São Miguel prepara-se para ser o epicentro do escutismo regional com a realização do XVI Jamboree Açoriano. O grande encontro infantojuvenil vai decorrer entre os dias 20 e 28 de julho.

Organizado pela Junta de Núcleo de São Miguel, o evento adota este ano o tema “Uma Aventura do Corisco”. A escolha é uma clara alusão e homenagem ao termo pelo qual são conhecidos os naturais e residentes da maior ilha do arquipélago.

De acordo com a notícia avançada pela agência Igreja Açores, a iniciativa vai transformar o Campo de Lagos, situado na ouvidoria de Vila Franca do Campo, num espaço de partilha, animação e forte sentido de comunidade.

Sob o lema “Nove rumos – um destino”, o certame pretende desafiar os participantes dos 71 agrupamentos existentes nas nove ilhas dos Açores. O objetivo é levar os jovens a vivenciarem uma jornada marcada pela criatividade, pela amizade e pela superação de desafios.

A organização, descrita na folha informativa do evento como um verdadeiro “poderio” de micaelenses, desenhou um programa que exalta a identidade açoriana e promove experiências únicas para as centenas de participantes esperados.

Para além da dinâmica regional, a edição deste ano assume um caráter profundamente histórico e emotivo para o escutismo local. A atividade vai coincidir com as comemorações das bodas de ouro do Agrupamento de Vila Franca do Campo.

Paralelamente, celebram-se também as bodas de prata do Agrupamento dos Escuteiros Marítimos de São José. Fica, assim, o mote para um tributo a décadas de dedicação ao serviço comunitário e à formação das novas gerações nas ilhas.