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Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores contra encerramento dos balcões da SATA

© DL

O Conselho de Administração da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores (AMRAA) manifestou “a sua profunda discordância e preocupação com a recente decisão do Grupo SATA de encerrar os balcões de atendimento ao público em várias ilhas do arquipélago dos Açores”, em nota de imprensa remetida à redação.

A AMRAA considera que esta medida, que visa concentrar os serviços de atendimento, “representa uma séria ameaça ao acesso justo e equitativo aos serviços de transporte aéreo por parte dos residentes de todas as ilhas. O encerramento dos balcões implica não só a diminuição da qualidade do atendimento, mas também a exclusão de muitos cidadãos, particularmente os mais vulneráveis, os idosos , que podem enfrentar dificuldades em aceder aos serviços de forma digital ou através de canais alternativos”.

O conselho de administração da associação sublinha a importância de manter os balcões de atendimento ao público da SATA em todas as ilhas dos Açores, garantindo assim a proximidade e a acessibilidade aos serviços de transporte aéreo.

“Esta presença é essencial, não só para atender às necessidades dos residentes locais, mas também para apoiar o desenvolvimento económico e social de cada uma das ilhas, concretamente as mais periféricas. Além disso, estes balcões são essenciais à prestação de serviços de qualidade aos que nos visitam e, em especial, aos nossos emigrantes”, lê-se, na mesma nota.

“Reiteramos que a decisão de centralizar os serviços de atendimento desconsidera a realidade geográfica e social da nossa região, que se caracteriza pela dispersão populacional e pela especificidade das suas necessidades de mobilidade. É fundamental que a SATA, enquanto empresa pública, continue a assumir um papel de responsabilidade social, garantindo que todos os cidadãos açorianos tenham acesso igualitário aos seus serviços”, ressalva a AMRAA.

A Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores apela à administração do Grupo SATA para que “reconsidere esta decisão e procure soluções alternativas que não prejudiquem o acesso dos açorianos, dos emigrantes e dos turistas aos serviços de transporte aéreo, preservando o princípio da equidade e o direito à mobilidade.

PS/A acusa encerramento de lojas da SATA de ir contra contrato de concessão das ligações interilhas

© PS/A

O vice-presidente do grupo parlamentar do Partido Socialista açoriano (PS/A), Carlos Silva, frisou, esta terça-feira, que o encerramento das lojas da SATA/Azores Airlines é uma medida precipitada, que revela insensibilidade da nova Administração e que “não bate certo com o caderno de encargos do contrato de concessão das ligações interilhas 2021-2026, prejudicando assim os Açorianos”, de acordo com nota de imprensa do PS/A.

Carlos Silva falava esta terça-feira, em Ponta Delgada, acerca da decisão do novo presidente da SATA em encerrar todas as lojas físicas da companhia aérea na região, nos centros urbanos, transferindo todos os funcionários e serviços para os aeroportos.

O socialista realçou que esta medida é “precipitada, insensível e pouco estudada”, salientando que a decisão “vai prejudicar bastante a população mais frágil e mais idosa” e as “ilhas de menor dimensão e população”, que “não têm muitas alternativas como, por exemplo, agências de viagem presenciais”.

O deputado do PS frisou que é “importante que Governo esclareça as consequências legais do encerramento das lojas SATA” e “repense o seu encerramento”, até porque há uma diferença significativa entre as 16 lojas referidas no caderno de encargos e as 9 que ficarão a existir, além do que “nem se sabe, em concreto, qual a poupança que o encerramento das lojas trará e se os vários departamentos foram envolvidos na decisão”.

Carlos Silva sublinhou que este “encerramento não respeita os termos previsto no contratado de concessão do serviço de transporte aéreo regular na Região Autónoma dos Açores 2021-2026”, para além de “revelar uma tremenda insensibilidade do novo presidente da SATA e do próprio acionista, o Governo regional da coligação PSD/CDS/PPM”.

“O programa do concurso público, que resultou na adjudicação à SATA Air Açores da operação interilhas pressupõe, como critério relativo à qualidade para essa adjudicação, o número de lojas disponibilizadas. Ora, se a SATA concorreu e venceu o concurso no pressuposto de manter os 16 balcões de vendas abertos à população, e agora anuncia que vai fechar quase metade até 31 de agosto de 2024, isso viola, objetivamente, o serviço público contratualizado”, afirmou.

Carlos Silva manifestou a apreensão do PS/Açores com a nova administração da SATA, que tem o aval do Governo, temendo que esta “possa ser a primeira de várias más decisões, que prejudicam os Açorianos e a própria imagem e serviço de proximidade prestado pela SATA.

O vice-presidente do GPPS salientou a “forte oposição que a medida está a ter por diversas entidades, como partidos políticos, parceiros sociais e diversas autarquias”, que têm deixado “apelos que vão sendo sucessivamente ignorados pelo Governo regional”.

“Na verdade, o que se esperava era que o atual Governo Regional tivesse a coragem de reconhecer que o encerramento das lojas da SATA é uma medida precipitada, que não resolve os problemas da SATA, que prejudica os Açorianos, e que viola o contrato de concessão para as ligações interilhas contratualizadas entre o Governo e a SATA, motivo pelo qual as lojas não devem ser encerradas”.

“Esta postura só revela que os açorianos não podem contar com este Governo regional para salvaguardar o interesse comum, uma vez que, além de promover o esvaziamento dos serviços de proximidade da SATA nas nossas ilhas, que afeta negativamente os mais velhos e menos familiarizados com novas tecnologias, ainda é cúmplice de incumprimentos contratuais”, finalizou o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS, Carlos Silva.

CDS-PP é contra encerramento de balcões de venda da SATA

© CDP-PP/AÇORES

O Grupo parlamentar do CDS-PP manifestou-se, na passada sexta-feira, 19 de julho, contra o encerramento dos balcões de venda da SATA em diversas ilhas, anunciado pelo presidente do conselho de administração da empresa, Rui Coutinho.

Em comunicado de imprensa enviado à redação pode ler-se que a deputada do CDS-PP, Catarina Cabeceiras, afirma que “os balcões de venda da SATA prestam um serviço de proximidade às populações, principalmente junto dos mais idosos e dos utentes das ilhas sem hospital quando estes têm de se deslocar por motivos de saúde”.

A parlamentar insiste que “defendemos uma boa gestão da empresa, mas essa boa gestão não pode passar por medidas extemporâneas como esta”, apontando que “estamos em plena época alta e não queremos crer que a prioridade da SATA seja o encerramento dos balcões de venda”.

Catarina Cabeceiras enfatiza ainda que “é imperativo que decisões desta natureza seja bem fundamentadas e é do nosso entendimento que devem ser prestados esclarecimentos públicos do porquê desta decisão ter sido tomada apressadamente, informando os trabalhadores que os balcões seriam encerrados já no próximo dia 30 de julho”.

A deputada do CDS-PP concluiu por fim que o CDS-PP mantém a sua posição contra o encerramento dos balcões porque não considera haver “nenhuma justificação que nos leve a crer que esta é uma decisão acertada”.

Constrangimentos na SATA Air Açores estão resolvidos, diz o Governo

© DL

A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, disse hoje que os “extraordinários e súbitos constrangimentos que afetaram” a operação da SATA Air Açores já estão resolvidos, “dando resposta às necessidades de todos os passageiros”, segundo comunicado do governo dos Açores.

“A SATA Air Açores está a operar com sete aeronaves, exatamente o número de aeronaves equivalente ao que a empresa dispõe para a operação inter-ilhas. Aliás, foi tudo resolvido em tempo recorde, e de acordo com o programado”, disse ainda a governante.

Perante a indisponibilidade de mais de 50% da frota, “na sua maioria por questões imprevistas e fortuitas”, foram encontradas “soluções imediatas e solidárias dentro do Grupo SATA, recorrendo à capacidade instalada e utilizando, também, aeronaves da Azores Airlines para acomodar em três voos mais passageiros do que em seis voos da SATA Air Açores”, lembrou Berta Cabral, acrescentando que “a própria Azores Airlines também teve os seus constrangimentos e imprevistos, alguns deles totalmente alheios à própria empresa, mas também neste particular a situação se encontra regularizada”.

Segundo a secretária, “não podemos estar a denegrir sistematicamente a imagem de um dos nossos ativos mais preciosos, pilar da nossa autonomia e instrumento fundamental para a nossa coesão e modo de vida. O que a empresa mais precisa neste momento é de tranquilidade para operar, garantir a mobilidade das pessoas e sair do fosso financeiro…”.

Berta Cabral avançou ainda que “a operação da SATA Air Açores, apesar da aeronave que reforçou a frota em 2022, já sente a pressão da procura. Isto é sintoma de um grande sucesso: o sucesso da operação da SATA, o sucesso do turismo e o sucesso da Tarifa Açores”.

A governante considerou que “temos conseguido superar esta pressão da procura com voos adicionais, com alargamento de horários e com investimentos seletivos, mas certamente que o futuro passará por novas soluções e inovações, tendo sempre presente o cumprimento da nobre missão de salvar a SATA e servir bem os açorianos”.

Teresa Gonçalves demite-se da presidência da Sata

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Teresa Gonçalves solicitou a sua demissão do cargo de presidente do conselho de administração da Sata Holding, alegando motivos pessoais, anunciou esta terça-feira, 9 de abril, o Governo regional dos Açores.

Segundo nota de imprensa enviada às redações pelo executivo açoriano, “a demissão foi aceite” mas só se torna efetiva “no final do corrente mês”. O Governo regional explica, ainda, que até ao referido momento “a responsável continuará a assumir todas as decisões em curso sobre o grupo.”

O Governo dos Açores, em comunicado, conclui agradecendo “toda a sua dedicação ao Grupo SATA, durante o exercício das suas funções, e o seu empenho e profissionalismo no processo de reestruturação das companhias do Grupo”.

Teresa Gonçalves iniciou funções como presidente da Sata há um ano, em abril de 2023, após a saída de Luís Rodrigues para a TAP.