
Os agentes da brigada de investigação criminal da esquadra de Rabo de Peixe procederam, no final da semana passada, à detenção em flagrante de um indivíduo de 33 anos, suspeito da prática do crime de tráfico de droga. Segundo uma nota informativa do Comando Regional da Polícia de Segurança Pública (PSP) dos Açores, a operação ocorreu na sequência de uma investigação em curso, culminando na abordagem ao suspeito num jardim público situado na freguesia do Pico da Pedra, no concelho da Ribeira Grande.
No momento da detenção, o homem encontrava-se a desenvolver a atividade ilícita em pleno espaço público, tendo-lhe sido apreendidas 17 doses de heroína e oito doses de uma substância ainda indeterminada, embora as autoridades suspeitem tratar-se de droga sintética. Além do estupefaciente, os agentes confiscaram 107 euros em numerário e uma trotinete elétrica, com um valor estimado de 300 euros, que seria utilizada como apoio à prática do crime.
Após ter sido submetido a primeiro interrogatório judicial perante as instâncias competentes, foram aplicadas ao arguido as medidas de coação de termo de identidade e residência (TIR), a obrigação de apresentações periódicas perante as autoridades e a proibição expressa de frequentar locais referenciados pelo consumo e tráfico de estupefacientes.

O Comando Regional da Polícia de Segurança Pública (PSP) dos Açores, através do seu Núcleo de Armas e Explosivos, levou a cabo durante o mês de março um conjunto de ações de fiscalização destinadas a garantir a tranquilidade pública e a prevenir o uso ilícito de armamento na região. Segundo uma nota de imprensa enviada pela autoridade policial, as intervenções focaram-se na monitorização rigorosa de processos de titulares de armas de fogo, na verificação das condições de segurança nas residências dos proprietários e no cumprimento das obrigações legais impostas para o uso e porte de armas no domínio público.
No decorrer destas operações, a PSP detetou e apreendeu duas armas de fogo curtas (especificamente dois revólveres) que se encontravam em situação ilegal, desprovidas do obrigatório manifesto ou registo. A par destas apreensões, a ação policial resultou ainda na entrega voluntária a favor do Estado de onze armas, entre as quais três pistolas, dois revólveres e seis espingardas. Estas entregas ocorreram após ter sido verificado que os atuais detentores não possuíam autorização legal para a sua posse, optando por prescindir das mesmas.
A atividade operacional não se esgotou na fiscalização administrativa. No âmbito de uma investigação criminal conduzida pela esquadra de Investigação Criminal da PSP de Ponta Delgada, o Núcleo de Armas e Explosivos recebeu também uma reprodução de arma de fogo de posse proibida e uma arma de ar comprimido de aquisição livre. A autoridade recorda, a propósito desta última, que o seu uso e porte estão estritamente limitados ao interior de propriedade privada e a locais devidamente autorizados para o efeito.
Com estas intervenções de cariz preventivo, a PSP salienta que reafirma o seu compromisso na salvaguarda da integridade física e do património dos cidadãos, sublinhando que o objetivo central destas ações é consolidar o bem-estar social e a proteção dos direitos fundamentais da comunidade açoriana.

A tranquilidade da zona de Porto Afonso, na ilha Graciosa, foi interrompida no passado sábado, 4 de abril, por uma operação de inativação de engenhos explosivos levada a cabo pela Marinha Portuguesa. Segundo uma nota informativa enviada às redações pela Marinha, a equipa de prontidão do Destacamento de Mergulhadores Sapadores n.º1 (DMS1) foi mobilizada, no passado dia 4 de abril, para neutralizar um engenho detetado naquela localidade açoriana. O objeto em questão foi identificado como uma mina de exercício, tendo a sua neutralização ocorrido com sucesso e em total segurança às 16h50, sem que se tenham registado quaisquer incidentes ou danos.
A complexidade logística da operação exigiu uma articulação estreita entre várias forças, contando com o apoio da Delegação Marítima da Graciosa. Para viabilizar a intervenção, o navio da Marinha NRP Figueira da Foz assegurou a projeção dos militares especializados e de todo o equipamento necessário a partir da ilha Terceira até à Graciosa. Este tipo de intervenções sublinha a prontidão das forças navais no arquipélago para lidar com ameaças que possam colocar em risco a segurança pública e a navegação nas águas dos Açores.
Na sequência deste episódio, a Marinha aproveitou para reforçar um alerta crucial à população. Perante a deteção de engenhos explosivos ou qualquer artefacto suspeito na costa ou no mar, as autoridades reiteram que é fundamental não manusear nem tentar remover os objetos. O procedimento correto passa por contactar de imediato as autoridades locais e manter uma distância de segurança rigorosa, permitindo que as equipas especializadas de mergulhadores sapadores possam atuar de forma controlada e garantir a proteção de todos.