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Bancos Alimentares de São Miguel e Terceira em campanha num cenário de aumento alarmante de pedidos de ajuda

Campanhas decorrem até domingo nos Açores perante uma subida de até 12% nos pedidos de apoio entre 2025 e 2026. Direções locais alertam para o crescimento da pobreza encoberta em famílias empregadas e expressam forte preocupação com o impacto nas crianças

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A campanha nacional de recolha de alimentos promovida pelo Banco Alimentar entre hoje, sexta-feira, e domingo, está a decorrer nos Açores, nas ilhas de São Miguel e da Terceira, numa altura em que ambos os Bancos Alimentares se deparam com um crescimento significativo do número de pedidos de cabazes. Entre 2025 e 2026, em São Miguel a subida foi de cerca de 12% e na Terceira cerca de 10%. Os números são avançados pelas direções do Banco Alimentar que estão preocupadas sobretudo com as crianças.

“De 2025 para 2016 houve um aumento de pedidos e famílias apoiadas: passámos de 866 famílias (2463 pessoas) para 1020 famílias (2742 pessoas)  sendo que distribuímos,  já este ano, cabazes de emergência a 50 agregados, abrangendo 140 pessoas, das quais 42 eram crianças menores de 10 anos”, avançou ao Sítio Igreja Açores Luís Águeda, responsável pelo Banco Alimentar da ilha Terceira, desde março deste ano.

Em São Miguel, atualmente são 700 as famílias apoiadas mensalmente pelos cabazes do Banco Alimentar de São Miguel e o que se verifica, segundo Luísa César, é que as dificuldades são sobretudo reveladas por famílias que trabalham.

“Os pedidos chegam todos os dias: chegam das associações e do Instituto de Segurança Social, com situações de comprovada carência, de baixos rendimentos, de pessoas empregadas que não têm condições para pagar todos os encargos mensais e garantirem uma alimentação digna do agregado familiar” avança a responsável que, desde o início da criação do Banco Alimentar, está na sua direção.

“Nós procuramos entregar cabazes com qualidade e quantidade que ajudem as famílias. A parte da alimentação tem de ser uma preocupação real pois tem havido um aumento dos preços dos produtos e o que estamos a verificar é que a qualidade da alimentação é muito deficitária em termos de fruta e proteínas; há muitos alimentos que são necessários a uma alimentação saudável que não estão acessíveis a quem tem parcos rendimentos e isso gera doenças que depois tornam os encargos da família e do estado muito maiores”, refere deixando um apelo.

“Todos devemos tentar ajudar na medida das nossas possibilidades para que estas famílias sejam aliviadas e possam também ter uma alimentação digna e tanto quanto possível saudável”, refere a dirigente num apelo a que se possa ultrapassar a fasquia das 21 toneladas de alimentos que é o mínimo necessário para fazer face a todos os pedidos na maior ilha do arquipélago.

A campanha de rua, que é feita duas vezes no ano – na primavera e no Natal –, conta com a colaboração de cerca de 1300 voluntários nas duas ilhas. Estão a ajudar nas lojas mas também nos armazéns onde fazem a separação dos alimentos.

“Sem esta força não nos seria possível levar por diante esta campanha” refere Luís Águeda que juntamente com a nova equipa estuda  formas de recrutamento de voluntários, envolvendo escolas e centros de convívio.

Para Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, “as campanhas de recolha de alimentos são muito importantes para angariar produtos básicos e para mobilizar toda a sociedade. Em particular, numa altura em que a situação continua muito difícil para muitas famílias, em resultado do impacto da instabilidade internacional que provocou um aumento do preço dos produtos alimentares e da energia e que tem gerado muita apreensão sobretudo junto das famílias mais vulneráveis”, refere uma nota da organização partilhada na página online do Banco Alimentar.

“A ajuda alimentar prestada nos lares, no apoio domiciliário, creches, jardins infantis e ainda nos cabazes entregues a famílias acompanhadas é determinante e integra também a certeza de que não estão sós. Muitas são as famílias que graças a esta ajuda conseguem ultrapassar situações pontuais de aperto e dar a volta à vida, sem que falte o mínimo para dar de comer aos filhos” refere ainda a dirigente.

No ano passado, os 21 Bancos Alimentares ajudaram cerca de 370 mil pessoas com carências alimentares comprovadas em parceria com mais de 2.400 instituições sociais, refere ainda a organização.

Atualmente, existem 21 Bancos Alimentares em funcionamento em Portugal, incluindo na Madeira, contando com equipas permanentes reduzidas e uma vasta rede de voluntários que asseguram grande parte das campanhas e ações de apoio.

Para participar nesta campanha, basta aceitar um saco do Banco Alimentar e colocar nele bens alimentares, de preferência não perecíveis (como leite, conservas, massa, arroz, azeite, açúcar, farinha, entre outros), entregando-o aos voluntários à saída. Os produtos serão depois encaminhados para os armazéns do Banco Alimentar de cada região, onde são pesados, separados e acondicionados para serem entregues às entidades beneficiárias. A distribuição começa de imediato, garantindo que tudo chega à mesa de quem mais precisa.

O Banco Alimentar foi criado em Portugal em 1991 com a missão de lutar contra o desperdício e prestar apoio a quem mais precisa de se alimentar, em parceria com instituições de solidariedade e com base no trabalho voluntário. Existem atualmente 21 Bancos Alimentares (nas zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Madeira, Oeste, Portalegre, Porto, S. Miguel, Santarém, Setúbal, Terceira, Viana do Castelo e Viseu). A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares representa e congrega a rede dos Bancos Alimentares a nível nacional e internacional.

Vila Franca do Campo celebra 25 anos de fé com o lançamento de “Irmandade Divino Espírito Santo da Mãe de Deus”

A obra de Carlos Vieira, apresentada pelo Bispo de Angra na Escola Básica e Secundária Armando Côrtes-Rodrigues, regista um quarto de século de serviço comunitário e solidariedade, sublinhando a identidade religiosa que une as gentes de Vila Franca do Campo e dos Açores

© IGREJA AÇORES/CR

O auditório da Escola Básica e Secundária Armando Côrtes-Rodrigues, em Vila Franca do Campo, foi este sábado o cenário da apresentação do livro “Irmandade Divino Espírito Santo da Mãe de Deus… 25 anos a servir”. A obra da autoria de Carlos Vieira assinala os 25 anos de dedicação e serviço comunitário desta instituição, num evento que reuniu membros da irmandade, fiéis e diversas personalidades locais. A apresentação ficou a cargo de D. Armando Esteves Domingues, Bispo de Angra, que descreveu o livro como “um filho que, ao ser apresentado, ganha vida nova”, enaltecendo a linguagem acessível, a riqueza histórica e a dimensão de reflexão teológica da publicação. O autor propõe uma abordagem simultaneamente simples e profunda ao mistério do Divino, procurando, segundo a mesma nota, “explicar de forma clara aquilo que muitas vezes se sente, mas nem sempre se compreende”, através do recurso a testemunhos de antigos mordomos, familiares e membros da comunidade.

A narrativa percorre a história da irmandade, fundada oficialmente a 16 de abril de 2001 por João José Arruda, tendo contado posteriormente com o impulso de Elias Raposo Sardinha, responsável pela conclusão da sede inaugurada em 2004. Contudo, as raízes deste império são seculares, remontando a cerca de trezentos anos e mantendo uma ligação histórica à Casa da Mãe de Deus e à família Botelho de Gusmão, o que o torna um dos mais antigos do arquipélago. Ao longo das décadas, a instituição tem mantido o compromisso de traduzir a fé em ações concretas de solidariedade. Exemplo disso é o facto de, apenas em 2025, terem sido distribuídas cerca de 900 pensões, um sinal claro do auxílio prestado aos mais necessitados da região.

© IGREJA AÇORES/CR

Durante a sessão, D. Armando Esteves Domingues sublinhou que “o Espírito Santo não tem rosto nem corpo: experimenta-se, não se vê. É Deus vivo em nós, é o amor”, definindo a obra de Carlos Vieira como um “manual” acessível sobre esta dimensão espiritual. O livro evoca ainda a figura central de Santa Isabel de Portugal e o milagre associado à construção da igreja, guiando o leitor por tradições como a procissão de coroação e destacando o papel da mulher como símbolo de união na vivência desta devoção. Também presente na cerimónia, a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, Graça Ventura, considerou a obra “uma homenagem à fé de um povo”, elogiando o percurso do autor como um exemplo de devoção e humildade. No encerramento, ficou o apelo à continuidade desta tradição que define a identidade açoriana, reforçando o ideal de fraternidade e partilha num mundo cada vez mais marcado pela indiferença.

D. Armando Esteves Domingues desenha roteiro de renovação e proximidade para a Páscoa nos Açores

Desde o apelo à superação do isolamento clerical na Missa Crismal até ao gesto simbólico de lavar os pés a sem-abrigos na Ceia do Senhor, o Bispo de Angra apresenta uma Igreja que se quer “fora do narcisismo” e centrada no serviço aos mais frágeis

© IGREJA AÇORES/CR

A Diocese de Angra vive a Semana Santa de 2026 sob a proposta de transformação de D. Armando Esteves Domingues: a busca pela vitória do “Homem Novo”. Nas mensagens e celebrações que marcaram os últimos dias em São Miguel e na Terceira, o prelado tem insistido que a Páscoa não pode ser um conjunto de ritos isolados, mas sim uma “peregrinação espiritual” que resulte numa mudança concreta de vida, assente na oração e, sobretudo, na caridade ativa.

Este percurso culminou esta quinta-feira, 2 de abril, com a celebração da Missa da Ceia do Senhor na Sé de Angra, onde o Bispo uniu o simbolismo do altar ao “chão da vida”, lavando os pés a 12 homens em situação de sem-abrigo acompanhados pela associação Novo Rumo.

Na manhã da passada terça-feira, durante a Missa Crismal, o Bispo já havia deixado um aviso ao clero e aos fiéis sobre os perigos do “narcisismo” e da autorreferência. D. Armando alertou para a tentação de uma “pastoral de sobrevivência” ou de isolamento, exacerbada pelos desafios da insularidade e pela falta de meios. Em contrapartida, propôs uma “fidelidade que gera futuro”, baseada na fraternidade presbiteral e na consciência de que o ministério sacerdotal só faz sentido se estiver mergulhado no povo e atento às suas feridas. Para o prelado, a unção recebida pelos padres deve ser o “óleo da alegria” que toca rostos concretos: idosos sós, famílias em dificuldade, migrantes e vítimas de abusos.

A dimensão social tem sido, aliás, o fio condutor de todas as intervenções deste período pascal. A Renúncia Quaresmal deste ano, destinada às populações afetadas por calamidades via Cáritas e Diocese de Leiria, reforça o apelo à compaixão que o Bispo detalhou na Ceia do Senhor. Ao ajoelhar-se perante os mais pobres, D. Armando recordou que a Eucaristia exige uma “gramática de Cristo”: aproximar-se, tocar e servir sem julgar. “A Eucaristia sem caridade é vazia”, afirmou, sublinhando que ser cristão nos Açores hoje passa por ser “pão que se reparte”, garantindo que a esperança da Ressurreição chegue efetivamente a quem mais precisa de sentir a ternura do “Bom Pastor”.

Segue-se agora a Sexta-feira Santa, com a celebração da Paixão do Senhor, incluindo a Liturgia da Palavra, a Adoração da Cruz e a Comunhão, às 15h00.

A Vigília Pascal, considerada “a maior de todas as vigílias do ano”, integra a Liturgia da Luz, da Palavra, Batismal e Eucarística, a partir das 21h00.

As celebrações culminam no Domingo de Páscoa, com missa de Páscoa às 11 horas. Todas serão presididas pelo bispo D. Armando Esteves Domingues.

 

HDES distingue 400 dadores de sangue em dia de homenagem

Hospital do Divino Espírito Santo retomou as grandes cerimónias de reconhecimento, assinalando o Dia Nacional do Dador de Sangue com a entrega de medalhas e diplomas a centenas de açorianos que garantem a sobrevivência do sistema de saúde regional

© DL

Cerca de 400 dadores de sangue foram homenageados esta sexta-feira, 27 de março, numa cerimónia solene decorrida no auditório do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada. O evento, que serviu para assinalar o Dia Nacional do Dador de Sangue, marcou o regresso das distinções públicas com esta dimensão, algo que não ocorria desde 2019. Foram entregues diplomas e medalhas de honra como forma de agradecimento pelo altruísmo de centenas de cidadãos que, através das suas dádivas regulares, asseguram o suporte vital de doentes em toda a região.

O presidente do conselho de administração do HDES, Carlos Pinto Lopes, sublinhou durante a sua intervenção que o ato de doar sangue transcende o mero procedimento clínico, configurando-se como um pilar da responsabilidade cívica. “Dar sangue não é apenas um gesto de solidariedade. É um acto de responsabilidade ética profunda. É alguém que, sem conhecer quem vai ser beneficiado, escolhe fazer parte da sua história, muitas vezes até da sua sobrevivência”, afirmou o administrador, reforçando que para a instituição o sangue é um recurso de valor humano incalculável, assente na gratuidade e na confiança, e que “não é, nem pode ser uma mercadoria”.

A vertente pedagógica e a continuidade geracional da solidariedade também estiveram em destaque através de Fátima Oliveira, diretora do Serviço de Hematologia. A responsável defendeu a construção de uma cultura de entreajuda que deve ser semeada desde a infância. Este mote foi ilustrado com a presença de crianças do Colégio de São Francisco Xavier, que apresentaram uma música original sobre o tema. Como símbolo desta “semente” de esperança, foram distribuídos envelopes com sementes de girassol, preparados por alunos de várias escolas da região, reforçando a ideia de que cada doação permite que uma nova oportunidade de vida floresça.

O encerramento da sessão contou com a presença do presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, que elevou o papel dos dadores ao de figuras inspiradoras para a sociedade civil num contexto global incerto. “É preciso dar humanismo à humanidade. Os dadores têm coragem e humanismo. Devemos ter olhos para quem nos inspira”, defendeu o governante. Bolieiro aproveitou a ocasião para elogiar o trabalho da Associação de Dadores de Sangue de São Miguel e a evolução do HDES, reconhecendo que, apesar dos desafios na gestão pública, o compromisso ético dos açorianos coloca a região num lugar de destaque no que toca ao sentido humanitário.

Ao longo de 2026, estas distinções continuarão a ser entregues nos três hospitais dos Açores, celebrando um estatuto de cidadania que, como recordou a administração do hospital, nenhuma estratégia política ou tecnologia consegue substituir.

Escuteiros da Ribeira Chã superam desafio de 25 quilómetros em atividade no Nordeste

O Agrupamento 1333 do Corpo Nacional de Escutas promoveu um fim de semana de superação e espírito de equipa, unindo as comunidades da Lagoa e do Nordeste através de uma exigente rota pedestre

© AGRUPAMENTO 1333 CNE

O Agrupamento de Escuteiros 1333 – Ribeira Chã, pertencente ao Corpo Nacional de Escutas, realizou entre os passados dias 13 e 15 de março uma intensa atividade de campo na localidade da Pedreira, no concelho do Nordeste. O evento centrou-se no reforço dos valores escutistas e na superação física, tendo como ponto alto uma caminhada que totalizou mais de 25 quilómetros percorridos.

O itinerário incluiu uma desafiante jornada noturna com destino à Ponta da Madrugada, passando sucessivamente pela freguesia de Água Retorta antes do regresso à base, na Pedreira. Todo o percurso contou com o acompanhamento e a comunicação direta da PSP da Vila do Nordeste, uma medida essencial que assegurou as condições de segurança necessárias para os jovens participantes durante o trajeto em via pública.

Ao longo do fim de semana, o programa não se limitou à vertente física, integrando diversas dinâmicas pedagógicas típicas do método escutista. Estas ações foram desenhadas para incentivar os elementos do agrupamento a ultrapassarem os seus limites individuais, promovendo simultaneamente a coesão do grupo e a reflexão sobre o bem comum. Após o esforço despendido nas serras do Nordeste, o grupo regressou à sua comunidade de origem, na Lagoa, culminando a atividade com a participação na missa dominical na freguesia da Ribeira Chã, no dia 15.

O sucesso desta iniciativa deveu-se a uma rede de cooperação institucional que envolveu o apoio da Câmara Municipal da Lagoa no transporte dos jovens, a cedência da sede por parte do Agrupamento da Pedreira do Nordeste, além da colaboração logística da Junta de Freguesia da Ribeira Chã e das autoridades policiais locais.

Lagoa reforça apoio alimentar com entrada em funcionamento de Cantina Social

Iniciativa arranca esta segunda-feira e visa garantir refeições diárias e acompanhamento digno a cidadãos em situação de vulnerabilidade extrema

© DIÁRIO DA LAGOA

A partir desta segunda-feira, 23 de março, dá-se início na cidade da Lagoa, ilha de São Miguel, à operacionalização da Cantina Social, uma resposta estruturada para reforçar o apoio alimentar no concelho. Segundo a nota de imprensa enviada pela Câmara da Lagoa, esta valência surge da articulação direta com os parceiros da rede social local e foca-se em garantir o acesso diário a uma refeição digna para pessoas em situação de vulnerabilidade. O circuito de funcionamento e os procedimentos logísticos já foram definidos, permitindo que esta resposta social entre imediatamente no terreno para mitigar situações de carência grave no território lagoense.

A Cantina Social é o culminar de um trabalho de cooperação entre o Núcleo de Ação Social (NAS), o Centro Social e Cultural da Atalhada, a Associação Novo Dia e o município, integrando respostas que já existiam de forma isolada para criar uma rede de apoio mais eficaz e próxima. A sinalização dos beneficiários será realizada de forma criteriosa pela equipa técnica do NAS, pelo Gabinete de Ação Social (GAS) da Câmara Municipal e pelas entidades que compõem o Centro de Intervenção TEAR (Transformar, Educar, Acolher, Reabilitar). O critério de prioridade será dado a situações de exclusão social grave, embora a rede preveja a inclusão pontual de pessoas com carência económica comprovada mediante informação social.

No plano operacional, a Equipa de Rua da Associação Novo Dia assume um papel central na distribuição das refeições e no controlo de assiduidade dos utentes. Esta parceria assegura ainda uma comunicação semanal com os serviços de ação social da autarquia, garantindo que o apoio não se limite à alimentação, mas inclua também o acompanhamento e a atualização constante da situação de cada beneficiário.

Lojas Continente dos Açores angariam mais de 18 mil euros para instituições locais

Campanha de Natal “Todos têm um lugar à mesa” beneficiou 18 entidades em cinco ilhas do arquipélago através da Missão Continente

© DL

As lojas Continente da Região Autónoma dos Açores angariaram um total de 18.197,49 euros no âmbito da campanha de Natal 2025 da Missão Continente. A iniciativa, que decorreu sob o mote “Todos têm um lugar à mesa” entre 1 de novembro e 25 de dezembro de 2025, teve como propósito fundamental apoiar pessoas, famílias e animais em situação de vulnerabilidade. Segundo a nota de imprensa do Grupo Bensaude, este valor foi alcançado graças à participação dos clientes, que puderam adquirir vales solidários de 1 euro ou 5 euros nas diversas lojas da rede e através da aplicação digital da marca.

O movimento de solidariedade permitiu que cada doador escolhesse a instituição local que pretendia apoiar, reforçando a proximidade da iniciativa com as comunidades residentes nas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, Faial e Pico. No arquipélago açoriano, 18 instituições foram beneficiadas por estas doações, incluindo entidades como a Santa Casa da Misericórdia de Santo António da Lagoa, a Cáritas da ilha do Faial, a Cozinha Económica Angrense e a Associação de Desenvolvimento e Solidariedade Social Mariense – Salvaterra. De acordo com a fonte oficial, os montantes foram entregues diretamente às instituições pelos diretores das lojas, simbolizando um reconhecimento do empenho da comunidade açoriana.

A nível nacional, a Missão Continente — que é o projeto de responsabilidade social do Continente há mais de 20 anos — angariou mais de 1,9 milhões de euros. Este valor global permitiu apoiar mais de 600 instituições em todo o país, providenciando respostas sociais nas áreas alimentar, emocional, educativa e de bem-estar animal a mais de 150 mil famílias. O Grupo Bensaude reforça que todas as informações sobre estas iniciativas centradas na alimentação, nas pessoas e no planeta podem ser consultadas no portal oficial da Missão Continente.

Açor Arena recebe festival de Sopas solidário

Vila Franca do Campo une-se num Festival de Sopas para restaurar património local

Trata-se de um evento solidário que reverte integralmente para as obras de beneficiação da Igreja dos Frades © CLIFE BOTELHO

O Açor Arena, em Vila Franca do Campo, vai acolher no próximo dia 8 de março, a partir das 17h30, o Festival de Sopas. Trata-se de um evento solidário que reverte integralmente para as obras de beneficiação da Igreja dos Frades, localizada na Avenida da Liberdade.

“É a primeira atividade que vamos fazer para angariar fundos para a recuperação da Igreja dos Frades, património da região, assente na paróquia de São Pedro, em Vila Franca do Campo”, explica o padre André Resendes. 

“As pessoas são convidadas a trazer uma sopa, a participarem com uma sopa, os bilhetes têm um custo de cinco euros e depois haverá ao longo do serão algumas coisas para arrematar, alguns bingos e momentos de convívio e fraternidade”, diz o pároco de São Pedro e Água D´Alto. 

Quem quiser participar deve-se inscrever junto do pároco ou com membros da comissão organizadora, informando qual é a panela de sopa que levará. 

“Queremos que chegue às 400 a 500 pessoas. Estamos com 30 panelas de sopas mas esperamos e queremos que este número aumente e haverá também malassadas”, revela o padre André Resendes. Tudo bons motivos para saborear e ajudar.

Secundária da Lagoa recebe equipamentos para alunos com necessidades especiais

Escola lagoense recebeu mesa de ping pong adaptada e carrinho a pedais para dar resposta a alunos com necessidades especiais

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A Escola Secundária de Lagoa (ESL) recebeu ontem, 11 de fevereiro, dois novos equipamentos destinados aos seus alunos com necessidades educativas especiais: uma mesa de ping pong adaptada, oferecida pela Tecnovia, e um carrinho com pedais, doado pela associação Lions Clube da Lagoa. A iniciativa visa melhorar a mobilidade e a inclusão dos estudantes.

A entrega dos equipamentos contou com a presença de Rui Melo, Técnico Superior de Educação Especial e Reabilitação da escola, Jorge Botelho, presidente do conselho executivo da ESL, Primitivo Marques, presidente do Lions Clube de Lagoa, Miguel Carreiro, diretor financeiro da Tecnovia e Frederico Sousa, presidente da Câmara Municipal de Lagoa.

Rui Melo explicou ao nosso jornal a origem desta iniciativa: “Após analisadas as dificuldades que os alunos apresentavam, a ideia era conseguir alguns equipamentos que pudessem minimizar estas dificuldades”.

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O técnico superior destacou ainda a rapidez na concretização do projeto: “Da ideia à concretização foi rápido, cerca de um mês”, elogiando também o envolvimento da comunidade e afirmou que “é um projeto para continuar”.

O presidente do conselho executivo da escola, Jorge Botelho, reforçou a importância dos novos equipamentos para os alunos com dificuldades motoras: “No pouco tempo que os equipamentos cá estão cá, já se consegue ver resultados muito interessantes em termos de mobilidade motora. Estamos muito satisfeitos e espero que possam contribuir mais”.

“É uma satisfação ver os alunos alegres, bem dispostos, a praticar desporto, de uma forma adaptada a eles”, expressa ainda o dirigente da secundária da Lagoa.

Por sua vez, Primitivo Marques, presidente do Lions Clube de Lagoa, associação que atua na área de solidariedade social, sublinhou o compromisso da associação: “Achamos muito interessante dar este apoio à escola. Vamos também adquirir um segundo carrinho para que haja maior competitividade entre as crianças que precisam.”

 

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Miguel Carreiro, diretor financeiro da Tecnovia, enfatizou a responsabilidade social da empresa: “Os nossos jovens precisam de instrumentos para crescer e os jovens com necessidades especiais mais ainda. Faz todo o sentido participarmos neste tipo de iniciativa.” O diretor esclareceu ainda que “na Tecnovia sempre foi promovida a cultura de apoiar a nossa sociedade e o seu bem estar. A construção civil já é, por si só, uma via para esse bem estar”.

A Câmara Municipal de Lagoa também enalteceu a colaboração entre as entidades envolvidas. O presidente lagoense Frederico Sousa destacou a importância da interligação entre diferentes instituições: “Uma cidade ou um concelho só se faz quando há interligação entre essas entidades todas”.

A entrega dos equipamentos representa um avanço significativo para a inclusão e bem-estar dos alunos da Escola Secundária de Lagoa, reforçando a importância do apoio da comunidade na educação especial.

Escola Profissional promove Mercado Solidário na Lagoa

Alunos empenharam-se em angariar fundos para adquirir prendas de Natal para crianças em situações de risco

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Dezassete alunos do segundo ano do Curso Técnico/a de Comunicação – Marketing, Relações Públicas e Publicidade, da escola profissional INETESE, dinamizaram um Mercadinho de Natal solidário, no âmbito da disciplina Área de Integração. O mercado foi aberto à comunidade em geral, e decorreu ao longo desta quarta-feira, 11 de dezembro.

O Diário da Lagoa (DL) visitou a iniciativa e falou com a diretora pedagógica da escola, Sónia Cabral, que nos explicou que a ideia surgiu da Academia Empreendedora: Escola de Líderes, que desafia a escola a dinamizar iniciativas diferenciadas, como mercadinhos e bazares e o “Empreendedor por um dia”.

Por sua vez, a professora Maria Beatriz Pereira, coordenadora deste projeto na escola lagoense, convidou os alunos a montar uma banca solidária para angariar receitas para apoiar outra iniciativa, nomeadamente, o «Pai Natal Solidário» dos CTT, uma ação de solidariedade que surpreende crianças em situação de risco, realizando os seus desejos de Natal.

Conforme nos explicou a coordenadora, “este ano lembramo-nos, em turma, de apadrinhar as cartas dos CTT, e aproveitar a dinamização do ‘Empreendedor por um dia'”.

Os alunos participantes contribuíram levando para o mercadinho artigos de casa, como livros, peças de artesanato, sandes, sobremesas e bolos caseiros.

O aluno Martim Trindade, de 17 anos, contou-nos que “a professora falou connosco e aceitamos logo apoiar a causa”. Sobre o decorrer do mercadinho, o aluno lagoense explicou que “a escola e muitos professores estão a apoiar. Tivemos doações de alguns professores. O convívio está a ser bom. Com o dinheiro angariado vamos comprar brinquedos para as crianças dos lares”.

Por sua vez, Maria Alice Carreiro, de 16 anos, explicou que a preparação começou cedo, “a ajudar uns aos outros. Algumas pessoas estão a doar dinheiro mesmo sem comprarem os produtos. Cada um de nós trouxe uma sobremesa de casa ou outro artigo. Eu trouxe as tangerinas que o meu pai vende”.

Luana Almeida, 16 anos, trouxe presépios artesanais, tal como o seu avô, Manuel Pacheco, fazia. “O meu avô para se entreter em casa começou a fazer estes presépios e até participou em feiras”, recorda a aluna do curso de Comunicação – Marketing, Relações Públicas e Publicidade.

No final da tarde, quando o mercado solidário de Natal já terminava, a professora Maria Beatriz explicou-nos que os “alunos angariaram mais do que aquilo que esperavam. Já temos um bom teto para iluminarmos o Natal de algumas crianças. Os alunos estão bastante satisfeitos e muito entusiasmados”.

“Vamos ver as cartas das crianças, adquirir os artigos e depois entregar nos correios. No entanto, tenho visto que neste momento as cartas não estão disponíveis. Caso não seja possível, havemos de contribuir da mesma forma, para um lar de São Miguel”, clarifica a professora Maria Beatriz Pereira, sobre a finalidade dos fundos angariados.

A coordenadora do projeto do mercado de Natal destacou o entusiasmo dos alunos, que se empenharam na atividade. Agradeceu também a ajuda do pessoal administrativo, da diretora financeira e da diretora pedagógica da escola, “que foi muito importante para que isto corresse tão bem”.

“Pai natal Solidário”

O Pai Natal Solidário dos CTT é uma ação de solidariedade que surpreende crianças em situação de risco, realizando os seus desejos de Natal, pode ler-se, no sitio online dos CTT.

Estas crianças, até aos 12 anos de idade, são convidadas a escrever cartas ao Pai Natal, com os presentes que desejam receber. Depois, as responsáveis pelas instituições entregam as cartas aos CTT, que tratam de as colocar online para serem escolhidas.

Qualquer pessoa pode fazer com que o desejo de uma destas crianças se torne realidade e surpreendê-las no Natal. Para isso, apenas tem de apadrinhar uma das cartas que estão disponíveis durante os meses de novembro e dezembro.

Veja a fotorreportagem, aqui.