
Um grupo de estudantes da unidade curricular de Empreendedorismo, da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade dos Açores, marcou presença em Bruxelas nos dias 2 e 3 de junho de 2026 para participar no ATLIC Legacy Event. Os jovens, que foram acompanhados pelo docente Ricardo Machado, representaram a região no âmbito do projeto ATLIC (Atlantic Innoblue Communities), uma iniciativa financiada pelo Programa Interreg Atlantic Area e coordenada a nível regional pela academia açoriana, através da InUAc. Em nota de imprensa enviada à nossa redação pela Faculdade de Economia da Universidade dos Açores, a instituição destaca o sucesso desta comitiva que levou o talento e a inovação local diretamente para o coração da Europa.
O grande destaque do evento internacional foi a apresentação do projeto “Remar”, idealizado pelas estudantes Letícia Cordeiro e Letícia Rosa. Esta iniciativa foca-se na valorização dos subprodutos da pesca através da produção de snacks sustentáveis para cães e gatos, apresentando uma solução prática para a promoção da economia circular e para a redução do desperdício num setor tão vital para a economia de concelhos costeiros e para todo o arquipélago. A par desta apresentação, o mérito dos estudantes açorianos foi duplamente reconhecido com a inclusão de outros três projetos — “Mar e Terra”, “AlgaClear” e “Eco Hemp”, também nascidos nas aulas de Empreendedorismo — no White Paper do projeto ATLIC, um documento de referência que reúne as melhores práticas e as iniciativas mais inovadoras promovidas ao longo da execução do programa.
Esta presença em Bruxelas permitiu divulgar além-fronteiras o trabalho científico e prático desenvolvido na Faculdade de Economia e Gestão, estreitando as ligações fundamentais entre o empreendedorismo jovem, a sustentabilidade ecológica e a economia azul nos territórios atlânticos.

Elisabete Nóia, presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, destacou o potencial geográfico, económico e humano da ilha das Flores, nos Açores, considerando essencial “promover o concelho no exterior e criar condições para combater a perda populacional através da atração de turistas, investidores e imigrantes”. Declarações dadas à nossa reportagem no âmbito do 4.º Fórum das Migrações, promovido pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades do governo dos Açores, tutelada por Paulo Estêvão, nas ilhas do Corvo e das Flores, entre os dias 8 e 10 de abril, uma iniciativa que reuniu especialistas, académicos, instituições, associações, autoridades, membros da sociedade civil e imigrantes residentes no arquipélago para “debater os desafios e oportunidades das migrações nos territórios ultraperiféricos”.
Elisabete Nóia começou por caraterizar a ilha das Flores como um território singular no contexto europeu e atlântico, lembrando que representa “o ponto mais ocidental da Europa”. Para a presidente, a ilha assume-se como “uma plataforma no meio do oceano Atlântico”, funcionando como ponte entre continentes e culturas.
Segundo a autarca, o território reúne influências distintas por estar integrado em Portugal e na Europa, mantendo simultaneamente fortes ligações históricas e humanas ao outro lado do Atlântico.
“Nós temos influência da cultura europeia, somos europeus, estamos integrados em Portugal, na comunidade europeia, mas também temos uma grande ligação, através do Atlântico, às comunidades do outro lado do Atlântico”, afirmou, referindo os Estados Unidos, Canadá, Brasil e a América Latina.
Sobre a identidade local, Elisabete Nóia descreveu os habitantes da ilha como um povo “ilhéu, resiliente às tempestades”. Natural das Flores, disse rever-se nesse sentimento de pertença e resistência, explicando que viver na ilha exige persistência perante o isolamento e as condições naturais.
“É difícil de cá viver, é difícil de cá chegar, mas é maravilhoso”, enfatizou.
Para a presidente da Câmara, a ilha oferece algo raro no mundo atual, como “tranquilidade e segurança”.
“Representa-nos paz de espírito, é este cantinho no mundo que representa a paz, a segurança e, para mim, é o melhor sítio do mundo para se viver”, afirmou.
Questionada sobre o concelho de Santa Cruz das Flores, a autarca descreveu a população como “gente de teimosia, resiliente, gente forte”, historicamente ligada aos recursos naturais. Segundo explicou, a economia local vive tradicionalmente “do mar e da terra”, através da pesca e da agricultura, tendo o turismo ganho relevância nos últimos anos.
“Abrimos a nossa ilha recentemente, na última década, a acolher muitos visitantes”, disse, acrescentando que o objetivo passa por mostrar aos turistas “a cultura açoriana, as nossas tradições”. Entre os principais atrativos, destacou a gastronomia, lagoas, cascatas, grutas, passeios marítimos e paisagens naturais.
Relativamente ao perfil de quem visita a ilha, Elisabete Nóia considera tratar-se de um segmento turístico com capacidade financeira acima da média, atendendo aos custos de deslocação.
“Vir às Flores, por si só, o pagamento dos transportes já é caro”, afirmou, acrescentando que quem procura o destino revela verdadeiro interesse em conhecer o território.
Na área económica, a presidente defendeu uma estratégia ativa de promoção externa, revelando que o município pretende marcar presença em eventos nacionais e internacionais, depois de já ter participado na Bolsa de Turismo de Lisboa.
“Temos um projeto também de tentar participar em todos os fóruns, sejam eles nacionais ou internacionais, para capitalizar o máximo possível a economia local”, explicou.
Além do turismo, Elisabete recordou que a ilha exporta peixe e carne, sublinhando ainda o estatuto internacional das Flores como Reserva da Biosfera da UNESCO.
“Nós somos Reserva da Biosfera da Unesco desde 2009”, afirmou, considerando que essa distinção dá visibilidade externa e pode ajudar a “atrair riqueza e atrair investimento à nossa terra”.
Neste sentido, a autarca destacou a importância das políticas migratórias para responder ao declínio demográfico. Ainda no âmbito do 4.º Fórum das Migrações, defendeu que a ilha deve passar a mensagem de que “aqui vive-se bem, aqui consegue-se fixar família, aqui consegue-se ter boa qualidade de vida”.
Segundo explicou, estes encontros permitem mostrar ao exterior exemplos positivos de integração, dando voz aos imigrantes residentes para que “partilhem a sua experiência e deem a conhecer que conseguem aqui fixar vida, fazer família e residirem aqui plenamente”.
Outro dos temas abordados foi a instalação de uma estrutura da AIMA em Santa Cruz das Flores, medida recebida “com muito agrado” pela presidente. Até agora, muitos imigrantes tinham de se deslocar à ilha do Faial para tratar da documentação, suportando custos adicionais.
“Os imigrantes que cá vivem também têm direito a ser auxiliados”, afirmou, considerando que o novo serviço poderá facilitar processos administrativos e criar condições para fixar mais pessoas na ilha.
A concluir, Elisabete Nóia deixou um convite a quem ainda não conhece as Flores.
“Que nos visitem, conheçam a nossa realidade”, salientou, garantindo a hospitalidade da população local e reforçando que o povo florentino e as Flores têm “muito, muito, muito a oferecer”.

A Câmara Municipal de Ponta Delgada anunciou a promoção de uma iniciativa de educação ambiental focada na problemática do lixo marinho, destinada a envolver os alunos do nono ano de escolaridade da Escola Básica Integrada (EBI) dos Arrifes. Segundo a nota enviada pela autarquia, a ação está inserida no calendário do Programa Bandeira Azul 2026 e pretende sensibilizar as camadas mais jovens para a preservação dos ecossistemas costeiros da ilha de São Miguel. O programa arrancou no passado dia 16 de abril com uma sessão teórica de sensibilização dirigida a três turmas, momento este que serviu para enquadrar as causas e os impactos negativos dos resíduos que chegam ao mar, preparando o terreno para a intervenção direta no terreno.
A vertente prática desta ação decorrerá no próximo dia 27 de abril, também durante o período da manhã, tendo como cenário a Praia das Milícias. Durante a atividade, os estudantes não se limitarão à recolha de resíduos no areal; o exercício contempla igualmente a identificação e a contabilização rigorosa de tudo o que for removido. Esta metodologia permite aos jovens compreender, de forma científica e prática, quais são os tipos de detritos que mais afetam as zonas balneares do concelho. Para a autarquia, o objetivo central passa por reforçar a importância de comportamentos ambientalmente responsáveis e de uma gestão correta de resíduos, aliando o conhecimento académico à experiência cívica.
Esta iniciativa surge na sequência do trabalho desenvolvido em anos anteriores pela Câmara de Ponta Delgada. De acordo com os dados fornecidos pela autarquia, a edição de 2025 desta mesma ação resultou na recolha de 13 quilos de resíduos diversos. Entre os materiais encontrados no areal no ano passado, destacaram-se beatas de cigarro, azulejos, cordas, metais e fragmentos de plástico, ilustrando a diversidade de poluentes que ameaçam a biodiversidade marinha local.

A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada considera (CCIPD) “imperativo adotar instrumentos de política pública que mitiguem as desvantagens competitivas” associadas à insularidade dos Açores e ao facto da Ryanair ter deixado de voar para a região.
Em comunicado, a CCIPD entende ser necessário “assegurar níveis adequados de conectividade aérea e garantir a sustentabilidade do setor turístico, que constitui um dos principais motores da economia regional”.
Para tal, dá como exemplo as ilhas Canárias que “implementaram um programa de desenvolvimento de voos no âmbito territorial da Região Ultraperiférica das Canárias para 2013-2026”, que assenta num “regime público de incentivos à criação e operação de novas rotas aéreas internacionais, baseado em mecanismos concorrenciais e transparentes”.
É um programa que “visa apoiar a abertura de rotas diretas, reduzindo o risco inicial para as companhias aéreas através de incentivos financeiros proporcionais à capacidade oferecida”, pode ler-se na missiva.
Sublinha que “este regime foi formalmente enquadrado e aprovado pela Comissão Europeia, no âmbito das regras de auxílios de Estado, designadamente ao abrigo das diretrizes relativas a aeroportos e companhias aéreas, que valida a sua compatibilidade com o mercado interno e reconhece a sua contribuição para o desenvolvimento económico de uma região ultraperiférica”.
De resto, acrescenta a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, “o anúncio do vice-presidente executivo da Comissão Europeia para a Coesão e Reformas, Rafaelle Fitto, de que irá apresentar um novo pacote legislativo para responder às especificidades das regiões ultraperiféricas, onde se incluem os Açores, é inequivocamente uma oportunidade que não pode ser desperdiçada pelo governo regional e que permitirá enquadrar adequadamente o imprescindível programa de captação de novos operadores e rotas aéreas”.
“Face ao impacto económico negativo decorrente da perda de conectividade aérea nos Açores, torna-se urgente e estratégico avaliar a implementação de um programa análogo ao modelo das Canárias, devidamente adaptado à realidade regional, que permita incentivar a criação de novas rotas, reforçar a competitividade do destino e assegurar a sua integração nos principais mercados emissores internacionais. Tal medida constitui não apenas uma resposta conjuntural à atual perda de oferta aérea, mas uma opção estrutural de política pública alinhada com as melhores práticas europeias e com os instrumentos já reconhecidos e aprovados pelas instituições comunitárias”, finaliza o comunicado.

A Câmara Municipal da Ribeira Grande prepara-se para reforçar as políticas de proteção ambiental através de uma nova parceria estratégica com a Casermel – Cooperativa de Apicultores e Sericicultores de São Miguel, CRL. Num recente encontro de trabalho entre o executivo municipal e a direção da cooperativa, foram lançadas as bases para uma colaboração que visa não só a preservação das abelhas, mas também a valorização do mel enquanto produto de excelência da região. Segundo nota de imprensa enviada pela autarquia, o presidente Jaime Vieira destacou o papel vital destes polinizadores no equilíbrio dos ecossistemas locais, sublinhando que “as abelhas são fundamentais para a polinização, um processo indispensável à reprodução de inúmeras espécies vegetais, incluindo culturas agrícolas essenciais à nossa alimentação”.
Face a este diagnóstico, o Município assumiu o compromisso de identificar áreas específicas no concelho com condições ideais para a polinização, prevendo-se ainda a plantação de espécies florais em espaços públicos para potenciar a biodiversidade. Esta estratégia estende-se à gestão dos espaços verdes municipais, que passará a ser feita com um foco acrescido na sustentabilidade e no suporte à vida apícola. Uma das medidas mais inovadoras em análise é a criação de um apiário comunitário, pensado para ser um centro de aprendizagem e literacia ambiental, onde a comunidade poderá compreender melhor o ciclo de vida das abelhas e a importância dos produtos derivados da colmeia.
Para além da vertente ecológica, a iniciativa pretende dar um impulso económico aos produtores locais, incentivando o consumo de mel como um alimento de elevado valor nutricional e medicinal. Jaime Vieira reforçou a necessidade de integrar este produto numa dieta equilibrada, garantindo que o município apoiará a divulgação de quem trabalha no setor. O autarca concluiu a reunião com um olhar sobre o futuro, afirmando que o apoio a estas causas é um imperativo geracional, pois “proteger as abelhas é garantir o futuro dos nossos ecossistemas e das gerações vindouras”.

A preservação do património natural dos Açores uniu, entre o passado dia 16 de março e esta sexta-feira, 27 de março, mais de 3.000 pessoas numa vasta agenda dedicada ao Dia Mundial da Floresta. A iniciativa, promovida pelo Governo regional dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, mobilizou os Serviços Florestais das nove ilhas para um programa que incluiu desde plantações de espécies nativas a ações de educação ambiental junto de escolas e associações locais. Segundo a nota enviada pela tutela, o balanço final revela uma forte adesão da comunidade açoriana num compromisso coletivo pela proteção dos habitats naturais da região.
Para o secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, a data representou “muito mais do que uma data simbólica”. O governante destaca que, ao longo destes dias, “milhares de crianças, jovens, professores, voluntários, escuteiros e parceiros locais juntaram-se em ações de plantação, sensibilização e aprendizagem ativa”, celebrando o valor insubstituível das florestas açorianas. As atividades focaram-se particularmente na valorização da floresta nativa (a laurissilva) e de espécies endémicas como o cedro-do-mato e o sanguinho, que constituem o habitat de aves emblemáticas como o priolo.
Em São Miguel, a mobilização contou com a realização de exposições, peddy-papers e palestras proferidas por guardas-florestais em diversos concelhos, incluindo Vila Franca do Campo e Ponta Garça, além de ações de repicagem de folhados e sensibilização sobre biodiversidade. Nas restantes ilhas, o cenário repetiu-se com contornos locais: em Santa Maria houve plantações no aeroporto; na Terceira, o Monte Brasil recebeu uma plantação simbólica com o Exército; na Graciosa, plantaram-se cerca de 600 árvores na Serra das Fontes; e em São Jorge, as atividades integraram-se no Festival da Reserva da Biosfera.
O programa estendeu-se ainda ao Pico, com o projeto “Floresta dos Sentidos”, ao Faial, com parcerias entre a Câmara Municipal da Horta e o Clube Automóvel, e às Flores, onde a Lagoa Branca recebeu novas espécies endémicas. António Ventura garante que a proteção da floresta continuará a ser uma prioridade, defendendo que “cada gesto, seja uma árvore plantada ou uma atividade de educação ambiental, representa um investimento no futuro dos Açores”, assegurando a herança natural para as próximas gerações.

O concelho da Lagoa, na ilha de São Miguel, prepara-se para integrar duas grandes campanhas internacionais de sensibilização ambiental: a “H2Off – Hora de Fechar a Torneira” e a “Hora do Planeta”. Segundo nota enviada pela Câmara da Lagoa, estas iniciativas, agendadas para os dias 22 e 28 de março, respetivamente, visam envolver a comunidade local em ações diretas de combate ao desperdício de recursos naturais e promover a reflexão sobre o impacto das alterações climáticas no território.
A primeira mobilização ocorre já no próximo dia 22 de março, coincidindo com as celebrações do Dia Mundial da Água. Através do Centro de Educação e Formação Ambiental da Lagoa (CEFAL), o município adere, pela quarta vez, ao movimento nacional “H2Off”, promovido pela Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA). O desafio lançado aos lagoenses consiste na interrupção voluntária do consumo de água durante uma hora, entre as 22h00 e as 23h00. Este gesto simbólico pretende alertar para a crescente escassez hídrica e incentivar hábitos de consumo mais eficientes, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
No seguimento desta agenda ecológica, a 28 de março, a Lagoa volta a desligar os interruptores por uma causa global. Pelo oitavo ano consecutivo, o concelho junta-se à “Hora do Planeta”, a maior iniciativa de mobilização ambiental da rede WWF, que este ano assinala o seu 20.º aniversário. Entre as 20h30 e as 21h30, a iluminação pública será desligada em vários pontos do concelho, incluindo o edifício dos Paços do Concelho, a Praça de Nossa Senhora da Graça, a Praça de Nossa Senhora do Rosário e as fachadas das sedes das Juntas de Freguesia, unindo a Lagoa a milhares de cidades em todo o mundo.

A Escola Básica Integrada (EBI) de Lagoa, na ilha de São Miguel, reafirmou o seu papel na educação ambiental com a cerimónia oficial do hastear da Bandeira Verde, o galardão máximo do projeto Eco-Escolas. O gesto, que simboliza a dedicação da instituição às boas práticas ecológicas e à gestão sustentável de recursos, reuniu alunos, docentes e funcionários num momento de celebração do percurso trilhado em prol do ambiente.
A dinâmica ambiental da EBI de Lagoa terá continuidade já no próximo dia 25 de março, data escolhida para assinalar o Dia Mundial da Árvore e da Floresta (originalmente a 22 de março). A iniciativa, que parte de um convite endereçado pelo Clube Ecotrilhos, incluirá a plantação de uma árvore de fruto cedida pelos Serviços Agrários de Ponta Delgada. Com esta atividade prática, a escola pretende sensibilizar os estudantes para a preservação das florestas e para o seu papel crucial na conservação da biodiversidade, incentivando uma cultura de cuidado direto com o património natural do concelho.
Segundo nota enviada pela autarquia, o ato solene do hastear da bandeira contou com a participação do presidente da Câmara da Lagoa, Frederico Sousa, acompanhado pela vereadora da educação, Albertina Oliveira, e pela presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, Lucrécia Rego.

A reserva florestal do Pinhal da Paz, no concelho de Ponta Delgada, em São Miguel, conta desde esta semana com 40 novas criptomérias na sua mancha verde. A ação de plantação foi protagonizada por colaboradores do Grupo Bensaude, servindo como o culminar da campanha “Cadernão 2025” na região. Segundo nota de imprensa enviada pelo Grupo Bensaude, esta iniciativa nacional promovida pelo “Continente” e pela “note!” visa sensibilizar a comunidade para a importância da economia circular e da preservação ambiental através da reciclagem de materiais escolares.
A adesão dos açorianos à causa revelou-se particularmente expressiva nesta edição, com os dados a apontarem para a recolha de 2,4 toneladas de papel nas ilhas, um valor que duplica o registo obtido no ano de 2024. O mecanismo da campanha estabeleceu que, por cada tonelada de papel entregue para reciclagem, seriam plantadas 20 novas árvores, resultando assim no reforço arbóreo agora concretizado no Pinhal da Paz. A nível nacional, a iniciativa atingiu um total de 81 toneladas de papel recolhido.
O processo de recolha decorreu entre 26 de agosto e 22 de setembro, período durante o qual os consumidores puderam depositar cadernos e livros usados em carrinhos personalizados instalados à entrada das lojas aderentes.

A Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, está acolher atividades, nestes dias, como desporto, criatividade e consciência ecológica com a realização de mais uma edição do Festival SARGO Surf & Art. O evento, que arrancou no passado dia 12 e se prolonga até 22 de março, foi apresentado oficialmente no Teatro Ribeiragrandense, reafirmando a cidade como a “Capital do Surf nos Açores”. Segundo uma nota enviada pela autarquia da Ribeira Grande à nossa redação, o festival aproveita as condições naturais da costa norte para envolver a comunidade e os visitantes numa programação que coloca o mar no centro de todas as atenções.
Durante a apresentação da edição de 2026, a vice-presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Délia Melo, destacou que as “peculiares ondas, as fantásticas zonas balneares e a ligação histórica ao mar fazem parte da identidade da comunidade”. Para a autarca, o SARGO é uma forma natural de valorizar os ativos do concelho, sublinhando que “para a Câmara Municipal da Ribeira Grande é uma grande satisfação associar-se a este evento enquanto maior parceira, porque ele representa muito daquilo que é hoje a identidade do nosso concelho”.
Para além das manobras nas ondas, quem passar pela Ribeira Grande nos próximos dias poderá testemunhar a transformação da paisagem urbana. Vários artistas estão a realizar intervenções em diversos espaços da cidade, deixando uma marca visual que pretende tornar o concelho da costa norte mais próximo das pessoas. Esta vertente artística é acompanhada por uma forte componente pedagógica e de sustentabilidade, mantendo o foco na proteção dos recursos marítimos e promovendo ações de sensibilização ambiental.