
O Museu Municipal das Lajes das Flores recebe a apresentação teatral do projeto comunitário “A Costela de Lilith” de 27 a 29 de setembro, às 20h00 e ás 20h45. Trata-se de uma produção da 9’ Circos — Associação de Artes Circenses dos Açores, que envolve cerca de 30 mulheres inseridas em grupos da comunidade local, como o Grupo Coral da Lomba, a Filarmónica União Operária e Cultural Nossa Senhora dos Remédios da Fajãzinha, o Grupo de Teatro A Jangada, o Serviço de Desenvolvimento Agrário da Ilha das Flores e a comunidade estrangeira local.
Segundo nota de imprensa enviada pela organização, a “A Costela de Lilith” é uma iniciativa artística que visa explorar e celebrar a identidade feminina através do teatro e da comunidade. Inspirado no mito de Lilith e enriquecido pelas histórias individuais das mulheres participantes, este projeto tem como objetivo promover a participação e a integração destas na cultura, abordando questões relevantes como saúde mental, igualdade de género e inclusão social.
Através de laboratórios de dramaturgia, encenação, voz e corpo, as participantes tiveram a oportunidade de expressar as suas experiências e diferenças culturais, fortalecer a sua voz e criar uma obra teatral coletiva que reflita a diversidade e a riqueza da feminilidade.
O espetáculo é mais uma das iniciativas do projeto artístico, criado por Liliana Janeiro, no seguimento de oficinas realizadas na ilha do Faial, de São Miguel (Ponta Delgada e Ribeira Grande) e das Flores, entre os meses de abril e junho de 2022, que culminaram na edição do livro “A Costela de Lilith” pela Poesia Fã Clube. A obra trata-se de uma compilação dos poemas escritos individualmente e coletivamente pelas participantes nas referidas oficinas.
Agora, “A Costela de Lilith” vai transformar-se numa performance artística, que conta com a cenografia de Liliana Janeiro e Patrícia Soso, com o apoio de Gabriela Honeybud; dramaturgia de Ana Cózar e Liliana Janeiro; cenografia e figurinos de Rocio Matosas; produção de Liliana Janeiro e Margarida Benevides; coordenação local de Camille Farge e Isabel Tenente; e co-produção de Etxe — Escola de Artes, do Teatro Umano e do Coletivo Creativo das Flores.

A Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira, na freguesia de Santa Cruz, recebe o espetáculo “Bebeethoven” no próximo dia 1 de junho, pelas 10h00, anunciou a autarquia da Lagoa.
Segundo a autarquia lagoense, a iniciativa está inserida no projeto “Sábado em Família” e trata-se de uma peça de teatro, produzida pela companhia de teatro «Lua Cheia – teatro para todos», com uma duração de cerca de 40 minutos, dirigida a bebés com idades compreendidas entre os seis e os 36 meses.
O espetáculo dirigido à infância conta com a criação e encenação da autoria de Sandra José, a interpretação de Maria João Trindade e Carolina Picoito Pinto, Sandra José, Sara Ferraz, o apoio à cenografia de Ricardo Trindade, e imagem e design gráfico de Hugo Merino Ferraz.
De acordo com a sinopse da peça de teatro «Bebeethoven», “se a alegria fosse um hino, teria o sorriso de um bebé. Se todas as horas de brincadeira fossem eternas, seriam fugas em compasso composto, cheias de stacatoos e rondós de cores livres. Nesta música que é a vida, podemos ser nós os maestros e, os silêncios que vivem em nós, terem o som dos pensamentos”.
O espetáculo consiste numa analogia às músicas de Beethoven, numa vertente infantil. De acordo com a companhia «Lua Cheia – teatro para todos», “Beethoven nunca descuidou as emoções e tratou-as com cuidado para que se tornassem livres. O desassossego de não ser capaz de ouvir as músicas que criava, numa ansiedade de génio que gritava através de melodias, deixou-nos uma marca intemporal da sua verdade. Com ele, a música transformou-se e transformar-nos-á se ouvirmos para além do som”.
Apesar de gratuitas, as inscrições são obrigatórias e limitadas, devendo os interessados preencher a sua inscrição, até às 15h00, do dia 31 de maio, junto da Biblioteca. O limite máximo por criança é de dois acompanhantes.

É hoje apresentado ao público o exercício final do curso de iniciação ao teatro, que contou com a orientação de Eleonora Marino Duarte. A peça vai contar com as atrizes Alice Raimundo, Ana Catarina Silva, Helena Fraga, Inês Sousa e Joana Fonseca.
A apresentação tem o nome de “Deslembrar” e representa o culminar do curso, realizado na freguesia de Nossa Senhora do Rosário, na Lagoa, entre 19 de fevereiro e 19 de março.
Segundo nota de imprensa enviada pela autarquia da Lagoa, de acordo com Eleonora Marino Duarte “o exercício foi construído a partir de fragmentos de textos que as alunas escolheram ao longo do curso, juntos formaram o “Deslembrar”. É uma atuação que fala sobre o amor, o perdão, a memória, a resiliência e a família”. A formadora adianta, ainda, que “se trata de um espetáculo inédito, que gira muito em torno do mundo feminino, a visão das mulheres na ausência dos homens. O público pode esperar muita improvisação, dentro de uma linha de pensamento e de um enredo em volta de cinco mulheres incríveis”.
De acordo com a mesma nota, a orientadora fez um balanço bastante positivo do curso, definindo a experiência como “muito gratificante. Fui muito bem recebida na Lagoa, uma autarquia que se destacou pelo acolhimento dos seus funcionários, e o facto do curso ter sido realizado num palco como o Cineteatro Lagoense fez toda a diferença. É com certeza uma experiência a repetir”.
A apresentação acontece hoje, pelas 20h00, no Cineteatro Lagoense Francisco d’Amaral Almeida. A entrada é gratuita e não é necessário realizar reserva.