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Workshop de tecelagem preserva legado da Casa do Trabalho do Nordeste

© CM NORDESTE

O município do Nordeste promoveu mais uma edição do workshop de tecelagem na Casa do Trabalho do Nordeste, formação que voltou a contar com um apreciável número de inscritos e que obrigou a organização a ajustar o número de vagas à procura verificada.

Realizado em parceria com a Santa Casa da Misericórdia do Nordeste, o workshop teve por objetivo reforçar o interesse das pessoas, sobretudo as das gerações mais novas, pelo ofício artesanal da tecelagem, garantindo assim a perpetuação desta tradição. Visou também dar eco ao trabalho de qualidade que é desenvolvido na Casa de Trabalho do Nordeste.

A vereadora Sara Sousa marcou presença no encerramento da formação, recordando, na ocasião, que este legado foi passado com sucesso à atual principal artesã da Casa do Trabalho, Fátima Leite, que sucedeu a Zélia Tavares e a Filomena Abrantes.

As formandas apreciaram o workshop e demonstraram vontade de participar em edições futuras, deixando o repto para que, se possível, sejam mais repartidas.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia do Nordeste, Vítor Lima, também esteve presente na entrega dos diplomas e demonstrou a sua vontade em dar continuidade a projetos que promovam e preservem o legado da Casa de Trabalho.

De referir que o workshop de tecelagem resulta do compromisso da Câmara do Nordeste na Carta Europeia de Turismo Sustentável das Terras do Priolo de preservar o património imaterial do seu território.

Nordeste promove novo workshop de tecelagem

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A Câmara Municipal do Nordeste, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia vai levar a efeito a quarta edição do workshop de tecelagem, novamente com a duração de duas semanas, a decorrer entre 7 e 17 de abril, em horário pós-laboral, nas instalações da Casa de Trabalho do Nordeste.

A inscrição é gratuita e decorre até 31 de março através dos meios da autarquia, estando limitada a oito inscritos tendo em conta a quantidade de teares existentes e a logística que envolve. Poderão inscrever-se residentes e não residentes no concelho.

O workshop será ministrado por artesãs da Casa de Trabalho do Nordeste, destinado a pessoas interessadas em aprender ou aperfeiçoar a técnica artesanal da tecelagem.

Esta iniciativa do município do Nordeste, que se realiza pelo quarto ano consecutivo, surge de um compromisso da autarquia no âmbito da Carta Europeia de Turismo Sustentável das Terras do Priolo, como contributo para a preservação da arte artesanal da tecelagem e do legado cultural e social da Casa de Trabalho do Nordeste.

Durante o workshop os formandos ficarão a conhecer e a trabalhar o processo inteiro da tecelagem, a começar pela lã, a sua origem e preparação (escaldar, lavar e secar), a seleção da lã (cardar e escarduçar), o processo de preparação do fio, a tinturaria, o urdir da teia, a afinação do tear e, por fim, a execução de uma peça que poderá ser uma colcha, manta, tapetes, sacos, tiras ou outros trabalhos.

Nordeste conclui terceiro workshop de tecelagem

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O município do Nordeste, em parceria com a Casa de Trabalho, realizou mais um workshop de tecelagem que decorreu durante oito dias e que contou com a presença de cerca de uma dezena de formandos. A formação desenrolou-se no edifício da Casa de Trabalho a cargo da formadora Fátima Leite, artesã da casa.

Este foi o terceiro workshop de tecelagem que o município do Nordeste promoveu em colaboração com a Casa de Trabalho, registando-se a adesão de pessoas muito interessadas em aprender as técnicas artesanais da tecelagem, inclusive pessoas de fora do concelho, estando as inscrições limitadas a oito participantes tendo em conta o número de teares existentes.

A vereadora da Câmara do Nordeste, Sara Sousa, esteve presente na entrega de diplomas, assim como a secretária-geral da Santa Casa da Misericórdia do Nordeste, como entidade responsável pela Casa de Trabalho, tendo a representante do município manifestado a “pertinência deste género de workshops para a preservação de saberes tão valiosos dos nossos antepassados que seria uma pena perder”.

Recorde-se que a Casa de Trabalho do Nordeste foi criada em 1942 com o objetivo de acolher e auxiliar jovens do sexo feminino. Dedica-se também à produção de tecelagem de repasso e bordados, duas técnicas ligadas, sobretudo, à confeção de trajes regionais etnográficos.

Na Casa de Trabalho do Nordeste são produzidos trajes completos – masculinos e femininos – em tecelagem de algodão e linho, camisas bordadas a matiz com os característicos tons de azul. É dos poucos locais nos Açores onde se pode encontrar meadas de lã de ovelha, de cores suaves, tingidas com plantas locais, que é cardada e fiada pelas mãos das artesãs.