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Escolas de São Roque do Pico e da Terceira vencem etapa açoriana do Apps for Good

Alunos de três ilhas do arquipélago reuniram-se em Ponta Delgada para apresentar soluções digitais que respondem a desafios reais das comunidades, garantindo os projetos “Elite Fishing” e “Travel Buddy” um lugar na final nacional do programa em setembro

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O talento e a inovação tecnológica dos jovens açorianos estiveram em grande destaque na etapa regional da 12.ª edição do «Apps for Good». Este prestigiado programa educativo tecnológico desafia alunos e professores a desenvolverem aplicações para smartphones ou tablets com foco no impacto social.

O encontro, que decorreu em Ponta Delgada, reuniu 11 projetos criados por estudantes de sete escolas provenientes de três ilhas do arquipélago. Todos os trabalhos apresentados procuraram responder a desafios reais das suas comunidades, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Segundo a nota de imprensa enviada à nossa redação pelo CDI Portugal, entidade promotora da iniciativa, as grandes vencedoras da jornada foram a Escola Básica 1,2,3/S/JI de São Roque do Pico e a Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, da ilha Terceira. Ambas as comitivas asseguraram a representação dos Açores na grande final nacional, marcada para o próximo mês de setembro.

Na categoria do Ensino Secundário, o grande vencedor foi o projeto «Elite Fishing», desenvolvido pelos alunos da ilha do Pico na Escola EB1,2,3/S/JI de São Roque do Pico. Esta plataforma promove experiências de pesca e turismo sustentável com um forte cariz comunitário. A equipa acompanha os utilizadores para incentivar o contacto com a natureza e, ao mesmo tempo, a app inclui uma funcionalidade solidária de doação de peixe.

Já na categoria do Ensino Básico, o primeiro lugar sorriu à Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade com a aplicação «Travel Buddy». Trata-se de um guia turístico interativo que recorre à realidade aumentada para mostrar imagens históricas de locais e monumentos através da câmara do telemóvel, permitindo ainda a criação de roteiros personalizados para quem visita a região.

O evento atribuiu também o Prémio do Público, que foi conquistado pelo projeto «Encontra PET», da EB 1,2,3/JI de Vila de Capelas, de São Miguel. Esta aplicação hiperlocal utiliza inteligência artificial e geolocalização por freguesia para ajudar a cruzar dados e encontrar animais perdidos de forma mais eficaz do que as tradicionais publicações nas redes sociais.

O encontro regional contou ainda com a participação ativa e dinâmica de outras escolas de referência, nomeadamente a Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, a EB1,2/JI Canto da Maia, a EB 1,2,3/S Cardeal Costa Nunes e a EB1,2,3/JI/S/EA Tomás de Borba.

Para João Baracho, diretor executivo do CDI Portugal, o desempenho dos estudantes açorianos reforça o valor desta iniciativa que, ao longo de 12 anos, já envolveu mais de 32 mil alunos no país. O responsável sublinhou em comunicado que “o Apps for Good continua a demonstrar a enorme capacidade dos jovens para pensar soluções inovadoras com impacto real nas suas comunidades”.

O diretor da entidade promotora concluiu ainda que estes projetos são a prova viva de que “a tecnologia, quando aliada à educação e à criatividade, é uma poderosa ferramenta de transformação social.”

Ordenação de Fábio Silveira na Sé de Angra fecha ciclo histórico e abre interregno de três anos na diocese

Natural da ilha do Pico, o novo sacerdote de 37 anos será o último a receber formação integral em território açoriano. A Diocese de Angra passará a centralizar o percurso formativo dos novos seminaristas na cidade do Porto

© IGREJA AÇORES

A Sé Catedral de Angra prepara-se para acolher, no próximo domingo, pelas 16h00, um momento de profunda relevância e transição para a Igreja açoriana. O diácono Fábio Silveira, de 37 anos e natural da ilha do Pico, será ordenado presbítero, tornando-se formalmente o último sacerdote a cumprir todo o seu percurso formativo nas instalações do Seminário Episcopal de Angra. A celebração assinala o encerramento de um ciclo histórico na instituição, coincidindo também com a homenagem a sete sacerdotes que celebram os seus jubileus de 25, 60 e 70 anos de ordenação. Conforme explica a notícia publicada no Sítio Igreja Açores, o futuro sacerdote encontra-se atualmente em retiro espiritual de preparação para a confirmação do seu compromisso definitivo.

Este acontecimento moldará o panorama eclesiástico regional a curto prazo, uma vez que a Diocese de Angra enfrentará agora um período de três anos sem novas ordenações sacerdotais. A situação decorre da recente reorganização eclesiástica, que passou a integrar os seminaristas açorianos no Seminário do Porto e na Universidade Católica. De momento, dois candidatos encontram-se a frequentar o primeiro ano do mestrado em Teologia em território continental. O reitor do Seminário Episcopal de Angra, padre Emanuel Valadão Vaz, desmistificou o cenário de hiato, recusando qualquer tom alarmista e sublinhando que o foco institucional permanece no acolhimento rigoroso das vocações. O responsável frisou que a vinda destes dois seminaristas está prevista para daqui a um ano e três meses, período após o qual cumprirão o ano pastoral e o respetivo estágio antes da ordenação.

Diante do novo modelo, a instituição tem procurado reajustar as suas valências formativas às exigências contemporâneas, conferindo um protagonismo renovado à dimensão prática e ao contacto direto com as paróquias. O reitor defendeu que a dinâmica vocacional deve ser assumida como uma responsabilidade coletiva de todas as comunidades locais e não um dever exclusivo do seminário, sustentando a necessidade de se criar uma rede de proximidade e compaixão capaz de acompanhar os jovens no seu discernimento pessoal.

Apesar do interregno previsto nas ordenações, o próximo ano letivo traz novos indicadores de renovação para a diocese com a entrada de três novos candidatos ao sacerdócio no ano propedêutico, a realizar-se igualmente no Porto. O novo grupo junta-se aos três estudantes que já ali se encontram em formação. Entre os novos ingressos contam-se André Rodrigues, da ilha Terceira, e dois jovens da ilha de São Miguel, Jefferson Pontes e Tomás Correia. Para a reitoria do Seminário, embora os indicadores numéricos globais sejam contidos, estes novos percursos representam sinais claros de esperança e continuidade para o futuro da Igreja nos Açores.

PJ dos Açores detém estrangeira com mais de dois quilos de heroína

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A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal dos Açores, identificou e deteve, em flagrante delito, uma mulher com 23 anos, na posse de mais de dois quilos e seiscentas gramas de heroína.

Segundo comunicado enviado às redações pela PJ, a detenção ocorreu na sequência de uma operação policial desenvolvida na cidade da Praia da Vitória, na ilha Terceira, sendo a droga apreendida suficiente para 26.724 dias de consumo médio individual.

A detida, de nacionalidade estrangeira e sem antecedentes criminais, será presente às autoridades judiciárias para aplicação das adequadas medidas de coação.

Ilha do Pico consolida liderança na produção de vinho

© MUSEU DO VINHO

O ano de 2025 marcou um recorde absoluto das últimas duas décadas com a produção de uva na região a atingir as 1.048 toneladas. A ilha do Pico consolidou a liderança, representando 92% da produção regional (956 toneladas), seguida pela ilha Terceira (36 toneladas), que reforça a sua trajetória de crescimento.

Este vigor do setor reflete-se também no número de agentes económicos e de referências comerciais no mercado. Em 2025, o IVV Açores registou um recorde de trinta e cinco produtores inscritos, um número que se mantém sólido em 2026, prevendo-se mesmo atingir um novo máximo até ao final do ano.

Ao nível do consumo e visibilidade, o mercado conta, atualmente, com dados até 1 de abril de 2026, com 115 marcas e 179 referências comerciais, superando largamente o máximo histórico registado no ano anterior.

Estes dados foram valorizados por António Ventura no decorrer da Expo Atlantic Terroir 2026, que decorreu no Parque Multissetorial da Ilha Terceira. Para o secretário regional da Agricultura e Alimentação, a vitivinicultura açoriana assume, hoje, um “papel determinante na regeneração económica e social das ilhas, apoiada por resultados históricos e por um ecossistema cada vez mais empreendedor”.

Na perspetiva do governante, este ciclo de investimento demonstra que o setor está preparado para os desafios dos mercados externos, mantendo sempre a qualidade e a autenticidade que definem os vinhos dos Açores.

Base das Lajes reforçada com drones MQ-9 Reaper em cenário de tensão internacional

A chegada das aeronaves de alta tecnologia à ilha Terceira, prevista para esta segunda-feira, intensifica a atividade militar na região e gera um misto de habituação e inquietação entre a população local, acompanhada de perto pelas instituições da comunidade

© RTP AÇORES/ IA

A Base Aérea n.º 4, nas Lajes, prepara-se para uma nova fase de operacionalidade com a chegada iminente de drones militares MQ-9 Reaper, no âmbito do prolongado conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

Segundo informações avançadas pela estação de televisão SIC, estas aeronaves de última geração (utilizadas tanto para missões de reconhecimento como para ataque) deverão chegar aos Açores desmontadas em contentores já esta segunda-feira, sendo a sua montagem final assegurada nas instalações da base. Este reforço tecnológico surge num momento em que a prontidão operacional é máxima, tendo as autoridades locais, incluindo as corporações de bombeiros, recebido formação específica para responder a eventuais emergências associadas a estes aparelhos.

A intensificação das operações na ilha Terceira tem alterado significativamente o quotidiano dos residentes, que nos últimos trinta dias se viram confrontados com um aumento exponencial de caças e aviões de reabastecimento.

Para o padre Nelson Pereira, pároco das Lajes, a introdução destes novos meios aéreos acentua a perceção de risco na comunidade. “A chegada destes meios torna a ligação da base ao esforço de guerra ainda mais evidente. Isso inquieta as pessoas, mesmo sabendo que, segundo o que é divulgado, não haverá capacidade de atingir esta base diretamente”, afirma o sacerdote, em declarações à agência Igreja Açores, que refletem o sentimento de uma população que, embora habituada à presença militar, encara com apreensão a evolução do conflito.

O cenário nas imediações da base tem oscilado entre a curiosidade inicial, que levou muitos habitantes e visitantes a deslocarem-se ao aeroporto para observar a movimentação, e uma crescente adaptação ao ruído constante. O pároco local recorda que, nas primeiras semanas, a ansiedade era palpável devido ao receio de a base se tornar um alvo estratégico. Contudo, com o passar do tempo, o estrondo das descolagens e aterragens, mesmo em horários de madrugada, passou a integrar a rotina lajense.

Perante esta incerteza, a Igreja nos Açores tem assumido um papel de retaguarda emocional e pastoral, promovendo momentos de reflexão onde os paroquianos podem partilhar os seus medos. “Temos procurado estar presentes, ouvir as preocupações das pessoas e ajudá-las a encontrar serenidade no meio da incerteza. A fé e a comunidade tornam-se pilares importantes nestes momentos”, conclui o padre Nelson Pereira, sublinhando que, mais do que respostas técnicas, a prioridade tem sido oferecer uma presença de esperança num contexto de vigilância armada que já dura há mais de um mês.

Roteiro literário pelos Açores dá voz às mulheres do Atlântico com lançamento de “Colcha de Memórias”

Entre São Miguel, Faial e Terceira, a escritora Viviane Peixoto Hunter vai transformar memórias femininas numa narrativa coletiva, revelando trajetórias que cruzam o oceano e conectam Brasil e Açores

Viviane Peixoto Hunter é presidente da Casa dos Açores do Rio Grande do Sul © DIREITOS RESERVADOS

A presidente da Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, Viviane Peixoto Hunter, vai lançar o seu mais recente livro, Colcha de Memórias Mulheres do Atlântico: tecidas entre capote e capelo, num roteiro especial que percorre três ilhas do arquipélago açoriano. As sessões decorrerão nos dias 26 de março, na Livraria Letras Lavadas, em São Miguel, às 18h00; 27 de março, no Peter Café Sport, no Faial, às 18h00; e 28 de março, no Lar Doce Livro, na Terceira, às 15h00.

Cada encontro servirá como momento de partilha e celebração da literatura e da identidade atlântica e procura destacar histórias de mulheres que chegaram, partiram ou permaneceram nos Açores, costurando vivências individuais e coletivas ao longo do Atlântico.

O projeto surge no contexto da Portaria 68/2008 do governo regional dos Açores e foi editado pela Letras Lavadas, reunindo relatos que cruzam mares e gerações. Segundo Viviane Peixoto Hunter, o objetivo é preservar memórias femininas frequentemente invisíveis, transformando-as em narrativa viva que reforça os laços culturais entre o Brasil e o arquipélago.

“Entre retalhos, costuras e caminhos pelo mar e tantas vivências, esta obra reúne trajetórias de mulheres ligadas pelo oceano que une o Brasil e os Açores”, explicou a escritora, sublinhando que cada lançamento permitirá ao público conhecer histórias marcadas por deslocações, permanência e conquistas no contexto das ilhas.

Além de autora, Viviane Peixoto Hunter acumula experiência como presidente da Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul (CAERGS), promotora de cultura e educação, e tem vindo a destacar-se pelo trabalho de valorização da memória histórica e do património cultural feminino.

Açores promoveram conversa com Diniz Borges, escritor da diáspora

Iniciativa integrada no ciclo ‘Escritores da Diáspora’ explorou a experiência da emigração e a preservação da identidade açoriana nos Estados Unidos

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A Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, promoveu, no passado dia 3 de março, uma conversa com o escritor açoriano Diniz Borges, integrada no ciclo “Escritores da Diáspora”.

O encontro decorreu no auditório da instituição e reuniu participantes interessados em refletir sobre a experiência da emigração e o papel cultural das comunidades açorianas no estrangeiro.

Natural da Praia da Vitória, na ilha Terceira, Diniz Borges reside nos Estados Unidos desde os 10 anos. Ao longo da sua carreira, dedicou-se à docência da Língua e da Cultura Portuguesas junto de alunos do ensino secundário, desenvolvendo também diversos projetos pedagógicos destinados a valorizar a presença e os valores das comunidades açorianas na sociedade americana.

Durante a conversa, o autor abordou temas presentes na sua produção literária e ensaística, nomeadamente a experiência da emigração, a diversidade cultural dos Estados Unidos e a herança cultural açoriana preservada pelas comunidades emigrantes.

A sessão permitiu ainda refletir sobre o papel da diáspora na preservação da identidade cultural açoriana e no reforço das ligações entre as ilhas e as comunidades espalhadas pelo mundo.

Para além da sua atividade académica e literária, Diniz Borges tem também colaborado regularmente com a imprensa local e comunitária, contribuindo para ampliar o diálogo entre as comunidades da diáspora e os Açores.

A iniciativa integrou a programação cultural da Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, que assinala 70 anos de atividade, promovendo eventos dedicados à literatura, à história e à reflexão sobre a identidade cultural açoriana e a presença das comunidades no exterior.

Iniciativa “Tratar o cancro por tu” chega a Angra do Heroísmo para debater fatores de risco

Especialista Manuel Sobrinho Simões é um dos protagonistas da sessão que terá lugar no Centro Cultural e de Congressos

© CM ANGRA DO HEROÍSMO

A iniciativa «Tratar o cancro por tu» desloca-se a Angra do Heroísmo no próximo dia 12 de março para uma sessão dedicada à literacia em saúde. Segundo comunicado enviado às redações, a temática central deste encontro na ilha Terceira será “Prevenção de cancro: principais fatores de risco”, contando com a participação de Manuel Sobrinho Simões, diretor do Ipatimup e considerado o mais influente patologista do mundo pela revista The Pathologist.

O evento, que terá lugar no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo às 18h30, contará ainda com as intervenções de José Carlos Machado, Nuno Marcos e João Sarmento, além da participação especial de Jorge Sequeira. De acordo com a nota de imprensa da organização, a moderação do debate estará a cargo dos jornalistas da Antena 1, Miguel Soares e Tiago Alves, sendo que cada sessão deste ciclo dará origem a um podcast disponível na RTP Play e plataformas de streaming.

Cinco anos após o arranque do projeto, o Ipatimup regressa à estrada para combater o aumento de novos casos de cancro na Europa. Elisabete Weiderpass, líder do IARC (ramo da Organização Mundial da Saúde dedicado à oncologia), sublinha a importância da clareza na comunicação: “Ao falarem diretamente com os cidadãos com clareza, empatia e verdade, [os cientistas] são essenciais para quebrar tabus e promover o acesso à informação”. Para a investigadora, o uso de linguagem acessível “permite que todos compreendam os riscos” e oferece ferramentas para que as pessoas possam “cuidar da sua saúde com autonomia”.

O anfitrião da iniciativa, Manuel Sobrinho Simões, defende que estas sessões são fundamentais para inverter as estatísticas atuais através da mudança de comportamentos. “A aposta no conhecimento das pessoas com doença neoplásica passa pela mudança do comportamento no sentido da prevenção e do diagnóstico precoce, sem abandonar a importância da complexidade no contexto da medicina personalizada”, afirma o patologista. Além de Angra do Heroísmo, o ciclo de 2026 percorre cidades como Évora, Viana do Castelo e Guimarães, mantendo a parceria com a Antena 1, RTP e Jornal de Notícias.

Daniela Silveira nomeada pelo terceiro ano consecutivo para o Prémio Women in Music Industry

A gestora cultural açoriana integra o Top 10 nacional ao lado de nomes como Carolina Deslandes e Roberta Medina. A distinção será entregue em Lisboa, no âmbito do Talkfest – Music Summit

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A produtora e gestora cultural açoriana Daniela Silveira está nomeada, pelo terceiro ano consecutivo, para o Prémio Women in Music Industry. A distinção, promovida pela APORFEST – Associação Portuguesa de Festivais de Música, coloca a profissional natural de Angra do Heroísmo num restrito Top 10 de figuras femininas com maior impacto no setor musical e cultural em Portugal.

Nesta edição, Daniela Silveira surge ao lado de nomes cimeiros da indústria, como as artistas Carolina Deslandes e Ana Lua Caiano, ou Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio. O anúncio oficial da vencedora e a entrega do prémio terão lugar em Lisboa, durante o Talkfest – Music Summit, o principal fórum de debate e desenvolvimento da indústria da música no país.

Esta nova nomeação vem consolidar um percurso de mais de 15 anos dedicado ao setor cultural e criativo. Com formação em Direito, Gestão e Produção Cultural, Daniela Silveira tem contribuído para a profissionalização do setor nos Açores. Ao longo da sua carreira, fundou projetos como o Festival +Jazz e o Festival Lava, iniciativas que se destacaram pela promoção da diversidade artística e pela criação de novos palcos para talentos emergentes.

Atualmente, Daniela Silveira desempenha um papel ativo na estrutura associativa regional, ocupando o cargo de presidente da direção da Associação Regional para a Promoção e Gestão Cultural e integrando o MOVA – Movimento pela Cultura dos Açores. Além da sua vertente como empresária e consultora em gestão de projetos, mantém uma colaboração regular com a imprensa regional, onde exerce o pensamento crítico sobre a realidade cultural do arquipélago.

Nuno Bettencourt vence Grammy e recebe felicitações do Governo dos Açores

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O guitarrista açoriano Nuno Bettencourt alcançou um dos patamares mais altos da música mundial ao ser distinguido na edição de 2026 dos Grammy Awards. O músico, natural da ilha Terceira, venceu o prémio na categoria de Best Rock Performance pela sua interpretação no tema “Changes (Live From Villa Park / Back to the Beginning)”, uma colaboração com o artista Yungblud. A obra reveste-se de uma importância histórica acrescida, uma vez que foi captada durante aquele que viria a ser o último concerto de Ozzy Osbourne, o icónico vocalista dos Black Sabbath, falecido pouco tempo depois do evento.

Perante este feito, o presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, emitiu uma nota oficial de congratulação, destacando a relevância desta distinção para a projeção internacional do arquipélago. Para o líder do executivo açoriano, este prémio é o reconhecimento de um “trabalho de elevada qualidade e um percurso sólido”, sublinhando que o sucesso de Nuno Bettencourt honra o talento de origem açoriana e afirma a cultura das ilhas num contexto global de extrema exigência.

Na sua mensagem, Bolieiro fez ainda questão de recordar que Nuno Bettencourt integra uma família de artistas que tem dado um contributo fundamental para a identidade cultural dos Açores. O Governo regional endereçou ao músico, de 59 anos, palavras de apreço e felicitação, desejando a continuidade de uma carreira pautada pelo mérito. Atualmente, Bettencourt continua a ser uma figura central do rock internacional, mantendo a sua atividade com os Extreme, com quem lançou recentemente o álbum “Six”, e consolidando agora o seu legado com esta histórica vitória nos Grammys.