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Detido em Angra do Heroísmo suspeito de homicídio

Polícia Judiciária detém suspeito de homicídio após perícias de ADN na ilha Terceira

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A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 40 anos, residente em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, por fortes indícios da prática de um crime de homicídio que vitimou um sexagenário. A informação foi avançada pela PJ em nota de imprensa enviada na tarde desta quarta-feira.

A investigação, conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal dos Açores da PJ, teve início no passado dia 3 de fevereiro, quando a vítima foi encontrada sem vida por um vizinho no interior da sua habitação. O sexagenário apresentava sinais de violência, tendo sido encontrado com as mãos atadas, olhos vendados e amordaçado. O crime terá ocorrido entre os dias 31 de janeiro e 3 de fevereiro.

As diligências da PJ no local do crime permitiram a recolha de vestígios biológicos. As perícias realizadas pelo Laboratório de Polícia Científica revelaram um perfil de ADN distinto do da vítima.

Foi através da recolha comparativa de amostras biológicas de pessoas ligadas à vítima que os investigadores conseguiram estabelecer a correspondência com o suspeito. O homem de 40 anos é residente em Angra do Heroísmo, mas, até ao momento, não foi apurada qualquer ligação entre o arguido e a vítima.

Face ao elevado valor probatório das análises de ADN, o Ministério Público do DIAP da Comarca dos Açores emitiu os mandados de detenção.

Após ser presente a um juiz de instrução criminal, foi aplicada ao detido a medida de coação de prisão preventiva.

Inaugurada reabilitação do Palácio Bettencourt em Angra do Heroísmo

Trata-se de um investimento total de cerca 1,5 milhões de euros. Edíficio passa a acolher os serviços da Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto

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A empreitada de adaptação do Palácio Bettencourt, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, foi inaugurada esta quarta-feira, 30 de julho, passando o edíficio a acolher os serviços da Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto (SRECD), assim como da Direção Regional da Educação e Administração Educativa (DREAE).

A cerimónia foi presidida pelo presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro e ainda contou com a presença da secretária regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro, e da secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral.

De acordo com nota de imprensa enviada às redaçoes pelo executivo açoriano, trata-se de um investimento total de 1.459.245,49 euros. A intervenção “permitiu reabilitar um edifício de elevado valor patrimonial, até agora devoluto, e assegurar melhores condições de trabalho para os funcionários da SRECD e da DREAE, que operavam nos antigos Paços da Junta Geral, na Carreira dos Cavalos, um edifício com sinais evidentes de degradação e riscos para a segurança”, esclarece o Governo regional.

“Esta inauguração representa a concretização de uma ambição com décadas, num edifício que esteve em risco de ruína por abandono. Reabilitá-lo é dignificar Angra do Heroísmo, cidade Património Mundial, e valorizar o nosso património edificado”, afirmou José Manuel Bolieiro, destacando a importância da reabilitação urbana como vetor estratégico para os Açores.

O líder do executivo regional lançou também um apelo às instâncias europeias para que os apoios comunitários passem a incluir de forma mais expressiva a recuperação de património histórico.

“É preciso garantir que os financiamentos não se destinam apenas a novas construções, mas também à reabilitação do património cultural imóvel, que deve ser um desígnio de toda a Europa”, sublinhou.

O governante assegurou também que a recuperação do edifício atualmente ocupado pela Secretaria da Educação será igualmente uma prioridade.

“A primeira garantia está resolvida com este novo espaço. A próxima é recuperar o edifício onde ainda funcionam atualmente os serviços da Secretaria, também ele em situação difícil”, acrescentou.

O Governo regional conclui, no comunicado, que a reabertura do Palácio Bettencourt “representa não só a valorização do centro histórico de Angra do Heroísmo, mas também um passo firme na modernização dos serviços públicos regionais, através da preservação da memória coletiva e do património arquitetónico dos Açores.”

Um bovino sacrificial

Alexandra Manes

Os Açores estão nomeados para a categoria de melhor destino arquipelágico europeu. No entanto, não foi essa a razão pela qual a comunicação social regional e nacional deu destaque à nossa Região, na passada semana. Não foi pela beleza, pela simplicidade e espontaneidade da nossa gente ou pelo carácter único dos Açores que fomos motivo de notícias constantes. Foi, mais um acontecimento “imprevisível” (como assim, o argumentam), numa tourada à corda.

Não me vou debruçar sobre questões históricas, éticas e filosóficas acerca de tal prática. É um tema fraturante, divide opiniões, mas, sem dúvida, é matéria acerca da qual é importante que se reflita no que realmente pretendemos.

No passado dia 30 de junho, morreu mais um touro, durante um evento, na ilha Terceira. Desta vez, e alegadamente, por afogamento, o que resulta num processo particularmente violento, ao qual o bovino é exposto. Falecido nas águas ao largo da ilha das festas, reacendeu-se a velha discussão e reafirmou-se a potente negação dos verdadeiros aficionados, que continuam a defender cegamente uma realidade por demais evidente.

Gostem mais, gostem menos, ou sejam realisticamente contra, a verdade é que a tourada destes últimos tempos não é a mesma de há umas décadas. Podem alegar que tal se verifica pelos mais diversos motivos. Mas, a constatação é de que parece que há mais animais a morrer. E, sem que existam estatísticas concretas, também parece que há mais feridos e mais complicações. Toda a gente sabe disso. Não foi à toa que reduziram o tamanho dos arraiais este ano, pois não? Só que algumas das pessoas que percebem o que se passa, preferem defender-se com o ato de negar tudo, para poderem continuar a usufruir de uma prática que merece, no mínimo, ser reapreciada. Para mim, não é segredo, preferia acabar com ela de vez.

Uma coisa é certa: se a população residente, na Terceira, exigisse do Governo Regional, da forma como defende a manutenção da tourada e argumenta situações “imprevisíveis”, a Terceira já teria um futuro consolidado no eixo Porto comercial da Praia da Vitória-Aeroporto, uma aerogare em condições e que correspondesse ao projeto anunciado, o problema de contaminação de aquíferos, solos e subsolos, por hidrocarbonetos num processo muito mais avançado, um tecido empresarial fortalecido, entre outros. Mas, é mais fácil distrair as massas com papas e bolos.

Seja como for, o touro que faleceu nas águas da ilha Terceira pode também ser entendido, noutros termos, como uma espécie de reflexo simbólico da onda que cresce aos nossos olhos, e que teimamos em ignorar. No horizonte, uma verdadeira nuvem rolo, que se levanta em direção ao nosso arquipélago, e ameaça ser mais do que apenas fogo de vista. Tal como os amantes da prática da tourada fingem que nada se passa, também aqui verificamos a presença de um conjunto cada vez maior de negacionistas em águas insulares, que insistem em olhar para o lado, enquanto o perigo aumenta a olhos vistos.

A economia está profundamente debilitada. Quem o diz é o próprio Secretário, que depois de anos a tentar colocar um açaime na dívida, finalmente parece ter percebido que a solução para o crescimento de um povo não passa por obrigar as suas gentes a passarem fome. Já vai tarde. Afirmando publicamente o desaire que muita gente já conhecia, o responsável pela pasta dos números deixou claro que mais cortes virão. Depois de anos a engolir orçamentos com cativações monstruosas e linhas vermelhas no desporto, na cultura ou nos transportes, por exemplo, como será a continuidade deste governo, agora que se aproximam lápis inquisitórios junto de pastas determinantes? No final do dia, o povo ordenará.

Cá, tal como com Montenegro, o cenário adensa-se de forma clara. O governo de direita aproxima-se com alguma rapidez das políticas neoliberais extremadas, porque acredita ver nessa solução o remédio para todos os males. A consequência imediata será a dissolução das redes de proteção social, arduamente construídas durante décadas de democracia, facilmente desmontáveis em dois ou três anos. É tempo de nos preocuparmos com a forte possibilidade de não termos reformas. Nos Estados Unidos, essa realidade já chegou, afinal de contas.

Outro culpado que será sacrificado nas águas turvas da política açoriana será o imigrante. Assisti, com alguma satisfação, aos anúncios da Secretaria dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, referentes à melhoria de mecanismos para integrar cidadãos e cidadãs estrangeiros na realidade insular. E depois entristeci-me com a reação exacerbada que se pode encontrar, na própria página do Governo Regional, com comentários nefastos, apelando à tortura e à morte. Tudo isto devidamente saneado e promovido por um partido com assento parlamentar, entenda-se. Talvez as próximas touradas sejam feitas com cidadãos cabo-verdianos em substituição dos touros? Assim navega o Portugal que se diz de bem.

Por fim, o derradeiro sacrifício será o processo de privatização das ilhas, já anteriormente iniciado, mas que se almeja consolidar nos próximos tempos, começando pela enfraquecida companhia aérea. Praticamente todos os dias surgem gritos de incentivo para serem espetadas as derradeiras espadas no lombo da SATA, terminando a sua corrida moribunda, e atirando-a ao mar. Com ela, irá a liberdade de deslocação de um número crescente de pessoas, muitas delas necessitadas, pela saúde ou pela justiça. Depois, serão as escolas e os hospitais, sendo esse um trabalho já iniciado, que se prevê concretizado até ao final da década, em muitos gabinetes endireitados, pelo país fora.

Fomentar a crise e o caos é uma política antiga, já bem conhecida de quem estuda história. Quanto mais pobres, mais fácil é controlar a região que se governa. Os Açores não serão exceção. Um arquipélago historicamente conservador, por vezes revolucionário, e sempre periférico, sito na encruzilhada de ventos e atlantes, ferido de esperança no seu futuro. Onde Jénifers são processadas em tribunais, e almirantes desejam conquistar votos com o apelo à guerra. Aqui, todos nós seremos touros a sacrificar nas águas frias do capitalismo que agora termina o processo de nos engolir a todos.

Gostem de touradas ou não gostem, a verdade é que quem correrá à frente dos pastores seremos nós, os que mais precisam. E no final, ganhará o sexto touro. O poder económico. A corda está esticada. Ou a rebentamos depressa, ou já sabem como acabará.

Daniela Silveira: uma década de arte e gestão cultural

Natural da ilha Terceira, é dona de vários projetos no âmbito cultural, área à qual escolheu dedicar-se há mais de dez anos. Considera-se uma pessoa “resiliente” e cresceu num ambiente onde a cultura sempre teve grande importância

Daniela Silveira é gestora, produtora cultural e fundadora da associação Get Art © DIREITOS RESERVADOS


Daniela Silveira cresceu na freguesia da Conceição, em Angra do Heroísmo, filha de mãe natural de Santa Bárbara e de pai da Praia da Vitória, passou grande parte da sua juventude num ambiente citadino.
“A família do meu pai é muito diferente da da minha mãe”, conta. A forte ligação da sua família paterna à Base das Lajes fez Daniela crescer com uma forte influência americana. “A minha avó era empregada doméstica dos americanos e a minha tia era babysitter dos seus filhos. Quando eu ia a casa da minha avó, era tudo americano, desde os alimentos aos eletrodomésticos”, diz. O contacto com o jazz, que viria a ser o tema do seu primeiro projeto, começou, precisamente, nos bailes que frequentava na Base das Lajes.
Inicialmente,

Inicialmente, Daniela Silveira começou por se formar “na área de Direito”, frequentando uma licenciatura de quatro anos no Porto, mas enveredou pela área de gestão de empresas. Começa profissionalmente na área da cultura em 2012, dando asas àquele que viria a ser o seu primeiro projeto, o “+Jazz”, que, mais tarde, se torna num festival internacional. Rapidamente, Daniela percebeu que queria fazer da cultura a sua vida profissional.

O +Jazz nasce com o objetivo de dar palco aos músicos locais esquecidos dos festivais internacionais de jazz realizados na ilha Terceira. “Eu queria criar um palco onde estes artistas pudessem apresentar os seus trabalhos”, explica. Uma das suas grandes intenções era também a de levar este estilo musical aos “bares e restauração local”. Daniela refere que, inicialmente, os apoios ao +Jazz foram “residuais”, mas ainda assim suficientes para manter o projeto de pé. O festival ganha “outra visibilidade” quando se muda para Angra do Heroísmo, levando o capitão Pedro Horta a sugerir o “revivalismo” dos bailes de jazz da Base das Lajes, como os que Daniela frequentava em criança.

Com o surgimento do +Jazz, os “projetos locais relacionados” a esta área passaram a ser promovidos pelo festival que, ao longo do tempo, foi transportado a “outras ilhas”. Com uma duração de dez anos, o +Jazz encontra-se atualmente “adormecido”.

Durante os dez anos do +Jazz, Daniela envolvia-se, paralelamente, em outras atividades. Foi colaboradora de diversas entidades ligadas à cultura. Passou pelo Cine Clube da Ilha Terceira, pelo Museu de Angra do Heroísmo e fez parte da direção do Instituto Açoriano da Cultura, mas desenvolvia, ao mesmo tempo, os seus “próprios projetos”. Sentia que não se “revia no perfil de funcionária pública”, preferindo a liberdade de “diversificar”, trabalhar “com equipas e projetos diversos” e fazer o seu “próprio horário”.

Em 2019 nasce a associação “Get Art”, por iniciativa de Daniela Silveira, com o objetivo de agregar e promover festivais musicais, como o festival “Lava que surge, também em 2019, na ilha do Pico. “A Get Art é o amadurecimento de sete anos de trabalho, quando eu já começava a perceber a dinâmica de gerir uma associação cultural”, afirma Daniela.

Daniela reconhece que o mais difícil de ter uma associação é “mantê-la” a funcionar. Sem funcionários fixos, a Get Art funciona com profissionais em “regime de prestação de serviços e a gestora cultural confessa que, “durante muito tempo”, se sentia sobrecarregada por estar “em todas as frentes”. Hoje, o trabalho é dividido por uma “pequena comunidade”, fundamental para o desempenho da associação. Ao tornar-se mãe em 2019, surgiu a necessidade de adaptar o seu horário de trabalho, contudo com a maternidade surgiu também a exploração de novas perspetivas profissionais.

Um dos projetos mais queridos a Daniela Silveira é o “Atitude”. Criado em conjunto com colegas, o Atitude começa por ser desenhado para uma candidatura para a fundação “Calouste Gulbenkian” no âmbito do programa “Parties & Art for Change”, envolvendo “a arte direcionada a um público com deficiência física cognitiva”, diz. O projeto, apesar de finalista, não recebeu o financiamento, mas foi levado pela Get Art a nível regional. Aprovado pela Direção Regional para a Promoção da Igualdade e Inclusão Social, o Atitude arranca com “duas residências artísticas” na ilha Terceira, em colaboração com a Associação Cristã da Mocidade (ACM) e com o Centro de Apoio à Deficiência (CAD).

Ganhando maior proporção, o projeto expandiu-se para São Miguel, com o apoio da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), bem como para a ilha do Pico. Com a elevada procura e a dificuldade em atender a toda esta, surge o Guia de Boas Práticas de Inclusão Através da Arte, com toda a “metodologia necessária para a organização de um projeto de inclusão social”. “Eu desenho um projeto, mas depois disso,  ele deixa de ser só meu. A ideia só se vai desenvolver com outras pessoas”, acrescenta Daniela.

Daniela Silveira finaliza a entrevista ao nosso jornal com a partilha de um dos projetos no qual tem vindo a trabalhar há alguns anos, mas de que nunca desistiu. Preocupada com o “desaparecimento de algumas estruturas”, a gestora cultural começa a desenvolver um mapeamento sobre os “Coretos dos Açores” em 2019, que só viu aprovada a sua candidatura em 2024. O objetivo final é salvaguardar este património cultural, através da recolha de informação com uma “forte componente científica”, diz.

A sua resiliência, otimismo e a vontade de se enquadrar em novas e diversas experiências, acompanham Daniela na sua vida profissional que é, há mais de dez anos, marcada pela dedicação à cultura.

Arranca este fim de semana o campeonato de ralis dos Açores

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Falta menos de 24 horas para o arranque da temporada de 2025 de ralis nos Açores, que se inicia com a realização do XXVIII Além Mar Rali T.A.C. 50 anos. A prova organizada pelo Terceira Automóvel Clube é um dos eventos que marca um ano de comemorações do 50.º aniversário do emblema desportivo com sede na Avenida Jácome de Bruges, na cidade de Angra do Heroísmo, que tem no desporto motorizado o seu maior protagonismo.

Com um itinerário que é composto por nove provas especiais de classificação, divididas por dois dias, que perfazem, no seu todo, 66,56 km percorridos ao cronómetro, são vários os motivos de interesse neste rali de abertura do Campeonato de 2025, entre os quais os seus 33 concorrentes inscritos.

O destaque vai para a estreia por parte do vice-campeão absoluto em título, Luís Miguel Rego, de um Skoda Fabia RS Rally2, com o piloto a assumir o número um nas portas do seu carro face à ausência do campeão em título. Presente no lote dos primeiros números, está também o campeão das duas rodas motrizes em título, Rafael Botelho, que volta a apostar no Peugeot 208 Rally4 para partir à reconquista do título. Aliás, deverá ser nesta competição que surgirá o natural interesse, porquanto os seus vários concorrentes, entre os quais os sempre muito rápidos pilotos locais, travarão, quase de certeza, interessantes disputas ao longo dos vários quilómetros de rali.

Por outro lado, este rali conta com várias ausências, destacando-se a não presença de Rúben Rodrigues, campeão em título, e Henrique Moniz, que optaram este ano por rumar ao campeonato nacional da modalidade. Bruno Amaral e Bruno Tavares também não marcam presença, na certeza de que seriam fortes animadores das lutas à geral e nas duas rodas motrizes. Também o faialense Filipe Marques falta ao Rali T.A.C.

O rali inicia-se esta sexta-feira, 28 de março, com a disputa, pelas 20H30 e pelas 20H49 de duas passagens pela prova citadina Clubauto, com extensão de 1,93 km. Já no sábado, 29 de março, são quatro os troços a percorrer, dois de manhã, com duas passagens cada por Arrochela (com 6,52 km) e Lagoa (com 7,41 km), a acontecer a partir das 10H00.

À tarde, e depois de passagem pela Praça de Toiros da Ilha Terceira, local onde esta instalado o parque de assistência, há ronda dupla por mais dois troços, a saber, Vila Nova/Agualva (com 7,85 km) e Serra do Cume (com 9,63), tudo a acontecer a partir das 14H40. A derradeira passagem por Serra do Cume será a powerstage, que atribuirá pontuação extra aos seus primeiros três classificados absolutos.

A consagração dos vencedores e dos finalistas do XXVIII Além Mar Rali TAC acontece pelas 18H30 na Praça Velha, em Angra do Heroísmo.

Alunos americanos fazem documentário sobre a Viola da Terra

Documentário vai ser exibido em Nova Iorque, nos Estados Unidos, havendo captação de material em São Miguel e Terceira.
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Cerca de duas dezenas de alunos e dois professores da Pace University de Nova Iorque, Estados Unidos, encontram-se nos Açores para a realização de um documentário sobre a Viola da Terra.

Este projecto inserido nos “Pace Docs”, desloca-se a um país, anualmente, numa visita de estudo prática para desenvolvimento de um documentário acerca de determinado local, produto ou herança cultural. Sob a orientação dos professores, são os alunos que têm a tarefa de montar o material técnico, recolher as imagens, o áudio, preparar os conteúdos das entrevistas e, no regresso a casa, proceder à pós-produção de finalização do documentário.

Em 2025 a escolha para o “Pace Docs”, intitulado “Harmony of the Azores” foi a Viola da Terra, com um trabalho de campo de decorre em São Miguel e Terceira, de 16 a 20 de Março. O documentário tem a noite de estreia, em Maio, num Anfiteatro em Nova Iorque para o público em geral.

Os alunos já visitaram o Museu Municipal de Vila Franca do Campo e a sua exposição de Violas e “A Arte do Violeiro”, a oficina do Luthier Hugo Raposo e a Exposição “Viola da Saudade”, no Museu da Ribeira Grande, dedicada a Miguel de Braga Pimentel.

Tiveram, ainda, a possibilidade de concretizar uma entrevista com o músico e professor açoriano Rafael Carvalho, no salão nobre da Junta de Freguesia da Fajã de Baixo, que explicou o contexto e caraterísticas da viola bem como o seu percurso pessoal, terminando com um pequeno momento musical. Assistiram a uma aula de uma das turmas da Escola de Violas da Fajã de Baixo, registando momento musical com os alunos mais velhos da escola e colocando algumas questões sobre a sua iniciação no instrumento, e estiveram com tocadores e cantadores do rancho folclórico Santa Cecília para um serão musical.

Na ilha Terceira irão ter contacto com a viola de 15 cordas e continuarão a desenvolver entrevistas com diversos tocadores de Viola da Terra e, ainda, professor e alunos do curso de Viola da Escola Tomás de Borba (antigo Conservatório de Angra). Está agendada uma receção ao grupo pelo presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo na tarde do dia de chegada à ilha.

Apresentado Guia de Boas Práticas de Inclusão através da Arte em Angra do Heroísmo

Objetivo passa por utilizar a arte para combater a exclusão social, o estigma, a discriminação e o preconceito social contra pessoas com alguma deficiência

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Teve lugar, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, esta quarta-feira, 12 de março, a apresentação de um Guia cujo objetivo é a utilização da arte como metodologia inovadora para combater a exclusão social, o estigma, a discriminação e o preconceito social contra pessoas com alguma deficiência.

O Guia é resultado do projeto ATITUDE, desenvolvido pela GetArt, com autoria de Daniela Silveira. A autora do Guia, começou por enaltecer o papel da Cultura para a transformação social, referindo que “a arte é uma poderosa ferramenta de mudança. Ela dá voz aos que muitas vezes são silenciados, cria espaços de expressão para aqueles que enfrentam barreiras e fomenta um sentimento de comunidade e pertencimento”, reconhecendo que “a inclusão social através da arte não é um desafio pequeno. Requer dedicação, estratégia e, sobretudo, investimento. A cultura não pode ser vista como um luxo ou um complemento.”.

Daniela Silveira, aproveitou o momento para alertar para a necessidade de “mais financiamento para que projetos como este possam crescer, alcançar mais pessoas e gerar um impacto real e duradouro.”, mencionando ter noção de que este não é um caminho fácil, mas terminou afirmando que “juntos, com ATITUDE estamos a mudar paradigmas e a construir um futuro onde a arte é um direito, não um privilégio. Um futuro onde cada pessoa, independentemente da sua origem ou condição, possa encontrar na cultura um caminho para a inclusão e para a dignidade. Não somos máquinas, somos pessoas”.

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Rodrigo Ramos deu o seu testemunho, referindo que o projeto “é bom, faz me sentir especial, mexe com a pessoa, mas é muito bom. O projeto Atitude tem feito muito bem. Gostei muito da ida ao Pico, da atuação e do reconhecimento de mais de 300 pessoas.”

Ingrid Bettencourt, diretora da Associação Cristã de Mocidade (ACM), também presente, enalteceu o projeto ATITUDE e “a importância da promoção de projetos como este, não só para o público-alvo, trabalhando a sua individualidade e as suas diferenças como mecanismo para agregar, como para toda a sociedade, pois esta é uma oportunidade da comunidade perceber a importância e o contributo de pessoas com deficiência”.

A diretora da ACM, referiu, ainda, que o empoderamento conseguido para estas pessoas deve ser “um trabalho contínuo, com financiamento por parte das entidades governamentais, de forma que as instituições de cariz educacional e social possam implementar projetos como este, afirmando a o presente guia desconstroi estigmas e ajuda todas as instituições a fomentar as artes performativas como ferramenta para a inclusão social”.

O Guia de Boas Práticas de Inclusão através da Arte encontra-se disponível e será distribuído pelas Escolas Públicas e Instituições Particulares de Solidariedade Social.

“Olhar Poente” inicia novo ciclo este sábado

Órgãos sociais da associação tomaram posse numa prespetiva de continuidade. Nova presidente destaca a importância da contratualização de mais vagas em creche e CATL, bem como o reforço dos projetos sociais

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A Instituição Particular de Solidariedade Social “Olhar Poente”, na ilha Terceira, inicia um novo ciclo, na sequência da tomada de posse dos órgãos sociais para o quadriénio 2025-2028. A eleição decorreu este sábado, 18 de janeiro, no edifício que serve à Academia de Estudo, na Praia da Vitória.

Após oito anos como vice-presidente, Sandra Serpa assumiu o cargo de presidente da “Olhar Poente”. Francisco Melo, antigo vice-presidente do Conselho Fiscal, assume a vice-presidência, cabendo a Rafael Sequeira Fernandes o lugar de presidente da Assembleia Geral e a Luís Mendes Leal a presidência do Conselho Fiscal.

Numa cerimónia para sócios e convidados, a recém eleita presidente proferiu um conjunto de agradecimentos a Sérgio Nascimento, que nestes 15 anos, como cofundador, presidiu a instituição, dedicando parte substancial da sua vida pessoal à Olhar Poente. Sandra Serpa lembrou, também, o trabalho e dedicação de todos colaboradores da instituição.

A importância da “manutenção da Olhar Poente, o seu alargamento, a contratualização de mais vagas em creche e CATL, o reforço de projetos sociais”, foram também referidos no discurso da recém eleita presidente que lembra, assim, o envolvimento das empresas privadas, em matéria de questões sociais, a manutenção de parcerias e da “construção de pontes” entre o setor social e empresarial.

“A sociedade e a comunidade alteraram-se e nada se constrói sem o alicerçar de parcerias, para a concretização de objetivos”, reiterou Sandra Serpa.

Para a presidente que inicia agora um novo ciclo na associação, o foco principal são “as crianças, as quais são a razão da nossa existência, onde concentramos esforços e desenvolvemos projetos de forma a termos respostas adequadas a toda e qualquer criança, como seres individuais que são”.

“Para a Olhar Poente não existem diferenças, mas sim, o direito à igualdade, à equidade e, acima de tudo, respostas que se enquadrem dentro das diferentes necessidades”, concluiu Sandra Serpa.

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Sandra Serpa tem 42 anos, natural da Horta, residindo na ilha Terceira desde 1999. É docente de 1.º Ciclo na EB1/JI Infante D. Henrique, Licenciada em Educação Básica, com Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino  Básico e Pós-Graduação em Filosofia para Crianças. Iniciou o seu percurso na área da Educação aos 19 anos, após a conclusão do Curso Técnico de Auxiliar de Infância, como Ajudante de Educação. Ao terminar o Mestrado iniciou o seu percurso na Olhar Poente como Educadora de Infância na Creche e CATL da Vila Nova, no ano de 2011. A partir do ano de 2013 assume, também, o cargo de Diretora Técnica e Pedagógica da Olhar Poente até ao ano de 2018. Desde 2016 que assume o cargo de vice-presidente da direção da referida instituição.

Idosos do concelho da Povoação realizam viagem à ilha Terceira

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Quase cinquenta idosos, de todas as freguesias do concelho da Povoação, do projeto “Idosos Ativos”, realizaram uma viagem à ilha Terceira, nos dias 2 e 3 de dezembro. A viagem foi promovida pela Câmara Municipal da Povoação, com a colaboração do Gabinete de Ação Social, segundo nota enviada pela autarquia.

No primeiro dia, os idosos visitaram o Miradouro do Facho no concelho da Praia da Vitória, o Santuário de Nossa Senhora dos Milagres na freguesia da Serreta, a fábrica do Queijo Vaquinha na freguesia de Nossa Senhora do Pilar, a Igreja Matriz de São Sebastião na freguesia de São Sebastião e o Miradouro da Serra do Cume no concelho da Praia da Vitória. À noite, os idosos tiveram a oportunidade de apreciar a iluminação de Natal nas ruas de Angra do Heroísmo, lê-se.

No segundo dia, o grupo visitou a Sé Catedral na cidade de Angra e ainda teve algum tempo livre para poder explorar as ruas da cidade Património Mundial da UNESCO.

Segundo o Gabinete de Ação Social da Câmara da Povoação, a viagem dos “Idosos Ativos” à ilha Terceira serviu para o fortalecer as relações interpessoais e a partilha de saberes entre os membros dos grupos, a promoção do convívio e novas experiências.

No município da Povoação, o projeto “Idosos Ativos” existe desde 2012 e tem como principal objetivo o combate ao sedentarismo e a melhoria da qualidade de vida dos seniores. O projeto consiste em, pelo menos uma vez por semana, levar uma atividade que pode variar entre a música, educação física, Psicoeducação e trabalhos manuais, a cada freguesia onde esteja formado um grupo de “Idosos Ativos”, explica a mesma nota.

Atualmente, o projeto conta com 75 elementos (homens e mulheres) com idades entre os 59 e 97 anos, das freguesias da Ribeira Quente, Furnas, Nossa Senhora dos Remédios, Povoação, Água Retorta e Faial da Terra.

Momentos culturais marcaram presença de líderes associativos açorianos pelas ilhas

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No âmbito da 26ª Assembleia Geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores (CMCA), que aconteceu nos Açores, entre 11 e 13 de outubro, diversos eventos culturais estiveram presentes no programa promovido pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, através da Direção Regional das Comunidades.

Um dos pontos altos foi a realização de uma conferência internacional sobre “Diferentes Expressões do Folclore Açoriano”, no dia 10 de outubro, antes do início oficial do evento, no Auditório do Museu de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

Esta iniciativa visou ser “um espaço de conhecimento e partilha sobre as diferentes expressões do folclore de origem açoriana no folclore açoriano-gaúcho, do Rio Grande do Sul, no Brasil, e do folclore açoriano-carolino, no Uruguai”.

A conferência teve como principais participantes a presidente da Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul, Viviane Peixoto Hunter, e a presidente da Casa dos Açores do Uruguai – Los Azoreños, Alicia Quintana, acompanhada pela folclorista Milenna de Léon, que dinamizam dois grupos de origem açoriana nas cidades de Gravataí e de San Carlos, respetivamente.

A conferência internacional foi aberta ao público e destinou-se especialmente a todos os componentes dos diferentes grupos folclóricos da ilha Terceira. A abertura da sessão esteve à cargo do diretor Regional das Comunidades, José Andrade, e a moderação dos trabalhos foi assegurada pelo historiador terceirense Francisco Maduro-Dias, com importante ligação à cultura popular.

Das várias manifestações culturais que foram levadas para os principais destinos da emigração açoriana, o folclore é das que mais expressão continua a ter nas nossas comunidades. Presente no quotidiano cultural das associações e entidades de raiz açoriana, o folclore representa um meio privilegiado para a manutenção e transmissão dos valores culturais das nove ilhas do arquipélago.

No dia seguinte, 11, teve lugar, à noite, um espetáculo evocativo dos 260 anos da fundação açoriana da cidade de San Carlos, pelo Azorteatro – Grupo de teatro da Casa dos Açores do Uruguai “Los Azorenos”, precedido por uma palestra sobre os oito presidentes da República do Uruguai com ascendência açoriana, no Auditório Municipal de Velas, em São Jorge.

Já no dia 12, houve, após o jantar em Velas, uma mostra de folclore jorgense promovida pela Câmara Municipal de Velas.

Por fim, uma sessão pública de apresentação do livro “Somos Açores – Um arquipélago vivo pelas ações das Casas dos Açores no Brasil” foi organizada na Galeria Espaço+ do Auditório Municipal das Velas, com a participação das Casas dos Açores de Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão e Espírito Santo, além de outros líderes de Casas dos Açores no Mundo.

O início do CMCA ficou marcado também pela visita dos visitantes às instalações da União de Cooperativas Agrícolas de Lacticínios de São Jorge, onde é fabricado o tradicional Queijo de São Jorge, que mereceu distinção do grupo ao final do encontro, como “produto açoriano de qualidade”.