
Os Açores apresentam atualmente os melhores indicadores de Portugal no que toca ao combate à tuberculose, segundo dados revelados pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social. Com base no Relatório de Vigilância e Monitorização da Tuberculose em Portugal (SVIG-TB 2025), publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), o arquipélago registou apenas sete casos durante o ano de 2024.
Este número coloca a região significativamente abaixo da média nacional, que se fixou nos 14,3 casos por 100 mil habitantes, o valor mais baixo de sempre a nível nacional. Em nota enviada às redações, o executivo regional esclarece que, embora o sistema informático de notificação da DGS tenha reportado alguns constrangimentos técnicos na exportação de dados (o que justifica a descida estatística de 19 casos em 2023 para os sete atuais), a tendência epidemiológica permanece de “controlo sólido e consistente”.
A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, sublinha que estes resultados são fruto de uma estratégia regional robusta. “O facto de os Açores apresentarem a taxa mais baixa do país demonstra, de forma clara, a eficácia do nosso sistema de vigilância e a qualidade da resposta do Serviço Regional de Saúde”, afirma a governante. Mónica Seidi reforça ainda o compromisso das equipas locais, destacando que a Região mantém uma vigilância ativa e rigorosa em todas as ilhas. “Temos uma vigilância ativa, rigorosa e contínua, com investigação imediata de todos os casos e uma taxa de sucesso terapêutico de 100%, o que demonstra a eficácia do nosso modelo de intervenção”, destaca a secretária regional.
Historicamente, o arquipélago açoriano tem conseguido manter-se numa trajetória mais favorável do que o território continental. Desde o ano 2000, a taxa nacional caiu de 42,9 para os atuais 14,3, mas os Açores têm garantido valores sistematicamente inferiores à média do país, culminando no mínimo histórico agora atingido. Este desempenho é particularmente relevante dadas as especificidades do território açoriano, onde a dispersão geográfica e a necessidade de gestão de recursos entre as nove ilhas impõem desafios logísticos adicionais.
A Secretaria Regional assegura que, mesmo perante estas dificuldades de conectividade, o Serviço Regional de Saúde tem garantido uma resposta coordenada e eficaz no tratamento e acompanhamento dos doentes.