
A Junta de Freguesia de Santa Cruz, na Lagoa, no passado dia 23 de março, das 15h00 às 19h00, promoveu um Workshop de Páscoa, no Edifício Polivalente, com o intuito de partilhar algumas receitas da época festiva, nomeadamente, fios de ovos, amêndoas de sobremesa, ninhos de Páscoa e muito mais. Nélia Fanfa foi a formadora responsável.
Já neste mês de abril, em Santa Cruz, será dada continuidade ao Festival de Dança. Este ano, o evento conta nesta segunda edição com a participação de nove grupos que vêm de vários lugares da ilha. À semelhança do ano passado, decorre no Pavilhão Professor Jorge Amaral, no lugar dos Remédios, no dia 27 de abril, pelas 20 horas, antecipando a celebração do Dia Mundial da Dança.
Ao longo dos próximos meses, a junta de freguesia promove, também, um workshop de pintura em tecido, todos os sábados, no Edifício Polivalente, das 14h00 às 17h00, estando as inscrições abertas. Cada aula tem o custo de 10 euros.
Às segundas e sextas-feiras, das 8h00 às 11h00, há aulas de fitness no Edifício Polivalente. As inscrições estão abertas e as aulas são gratuitas.

O formador e artesão pauense, Alcídio Andrade, encontra-se a ensinar a arte da cestaria em vimes, no Centro Comunitário João Bosco Mota Amaral, na vila de Água de Pau, desde o dia 18 de março. Trata-se de um workshop, promovido pela Câmara Municipal da Lagoa, que conta com a participação de seis formandos.
Em nota de imprensa enviada às redações, a autarquia lagoense explica que a primeira formação “incide desde o plantio, o corte, a poda e a execução de artigos em vimes” e que todos os formandos, no final da formação, “terão conhecimento das caraterísticas desta fibra vegetal, do ciclo vegetativo e das técnicas de entrelaçados usadas nos trabalhos de vime, transmitidas de geração em geração.”
Segundo Alcídio Andrade, “a formação está a correr muito bem, os formandos estão motivados e já conseguem realizar algum trabalho técnico sozinhos, no que diz respeito ao entrelaçado do vime”. Após a preparação da fibra, com o corte, plantio, cozedura, descasco, secagem e poda, os formandos iniciaram a execução, tendo já realizado uma cesta em vimes e encontram-se a concluir uma segunda peça.
Alcídio Andrade nasceu em 1980, e é natural da vila de Água de Pau, tendo aprendido a arte de cestaria com o pai, João Andrade. Já ministrou diversas formações, por todo o arquipélago dos Açores e participou em várias feiras de artesanato tanto no arquipélago açoriano, como no continente e no estrangeiro.
Com este workshop, a autarquia diz que “pretende dar continuidade aos trabalhos em fibras vegetais, neste caso em vime, caraterístico do concelho” e que em breve “irá alargar ao trabalho de outras fibras, nomeadamente a espadana e a folha de milho.”
Vimes de Água de Pau são cozidos nas Furnas. Peças em fibra natural são cada vez mais procuradas

O município do Nordeste, em parceria com a Casa de Trabalho, realizou mais um workshop de tecelagem que decorreu durante oito dias e que contou com a presença de cerca de uma dezena de formandos. A formação desenrolou-se no edifício da Casa de Trabalho a cargo da formadora Fátima Leite, artesã da casa.
Este foi o terceiro workshop de tecelagem que o município do Nordeste promoveu em colaboração com a Casa de Trabalho, registando-se a adesão de pessoas muito interessadas em aprender as técnicas artesanais da tecelagem, inclusive pessoas de fora do concelho, estando as inscrições limitadas a oito participantes tendo em conta o número de teares existentes.
A vereadora da Câmara do Nordeste, Sara Sousa, esteve presente na entrega de diplomas, assim como a secretária-geral da Santa Casa da Misericórdia do Nordeste, como entidade responsável pela Casa de Trabalho, tendo a representante do município manifestado a “pertinência deste género de workshops para a preservação de saberes tão valiosos dos nossos antepassados que seria uma pena perder”.
Recorde-se que a Casa de Trabalho do Nordeste foi criada em 1942 com o objetivo de acolher e auxiliar jovens do sexo feminino. Dedica-se também à produção de tecelagem de repasso e bordados, duas técnicas ligadas, sobretudo, à confeção de trajes regionais etnográficos.
Na Casa de Trabalho do Nordeste são produzidos trajes completos – masculinos e femininos – em tecelagem de algodão e linho, camisas bordadas a matiz com os característicos tons de azul. É dos poucos locais nos Açores onde se pode encontrar meadas de lã de ovelha, de cores suaves, tingidas com plantas locais, que é cardada e fiada pelas mãos das artesãs.