A 20ª edição do Concurso de Maios no Concelho de Lagoa, contará com 16 “Maios” a concurso, que serão avaliados nos próximos dias 1 e 5 de maio.
A Câmara Municipal de Lagoa reúne uma equipa de júris que, no dia 1 de maio, visitará os locais dos “Maios” expostos pelas várias freguesias do Concelho, sendo que, este ano, contará com a participação das associações, entidades e instituições, Filhos da Terra Associação, Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Santo António, Centro Sócio-Cultural de São Pedro, CATL do CEFAL, Casa do Povo do Cabouco, Centro Social e Cultural do Cabouco, ATL da Santa Casa da Misericórdia de Santo António, EBI/JI Dr. Francisco Machado Faria e Maia, CATL Lagoa, Junta de Freguesia de Santa Cruz, Associação ARRISCA, bem como dos particulares: Maria de Fátima Pereira Matos Sousa, Helena de Lurdes Borges Rodrigues Furtado, Catarina Benevides, Sara Filipa Pimentel Joaquim Andrade, Marco Aurélio da Costa Pacheco.
De Salientar, o facto de haver prémios para os três melhores maios que serão avaliados, esta edição, em 60% pelo júri, e 40% pelo público através de gostos nas fotos publicadas de cada Maio na página de facebook da autarquia, entre os dias 2 e 5 de maio. Serão tidos em conta critérios como a originalidade e criatividade; estética e harmonia; cores, formas e materiais utilizados e mensagem subsequente ao maio.
Esta é uma tradição de incontestável expressão da cultura popular que ocupa um lugar de relevo na memória coletiva do povo, pelo que, este concurso pretende valorizar e manter viva a tradição dos maios entre a população lagoense para que não venha a ser apenas uma recordação dos mais antigos, mas sim uma realidade das novas gerações.
Os maios assumem-se como representações humanas, em tamanho natural, que demonstram atitudes humanas recreativas de cenas do quotidiano. São realizados pela população e expostos no feriado de 1 de maio, nas ruas, varandas, estradas e largos. Junto de cada boneco ou sobre o próprio, está, na maioria das vezes, colocada uma fala ou dizer, por vezes em forma de verso.
Os bonecos, as cenas, os dizeres e as narrativas, quase sempre são revestidos de humor e têm, muitas vezes, um sentido crítico ou satírico, sendo habitualmente referentes à situação político-social que se vive no país, todavia, na maioria dos casos são apenas uma celebração saudável do quotidiano.
DL/CML
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