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A 24 de outubro assinala-se o Dia Municipal para a Igualdade

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Igualdade é desenvolvimento.
No próximo dia 24 de outubro, assinala-se o Dia Municipal para a Igualdade. Trata-se assim de um compromisso coletivo com a Igualdade, de uma iniciativa de cidadania local.

Desde 2010 que centenas de organizações de todo o país e autarquias locais assinalam esta data promovendo iniciativas diversas no âmbito da igualdade. Este ano, o desafio da Comissão Organizadora é para que todos se juntem à comemoração a 24 de outubro.

A Câmara Municipal de Lagoa apresentou, recentemente, à rede de parceiros sociais municipais a proposta do Plano de Igualdade de Género e Cidadania.

No âmbito da sessão, a autarquia pretendeu auscultar e recolher contributos junto dos parceiros sociais e agentes locais, por forma a assegurar uma participação da comunidade e das instituições que trabalham, diretamente, com estas temáticas e nos seus diferentes públicos-alvo.

Refira-se que, o Plano Municipal de Igualdade de Género e Cidadania contém princípios que orientam a gestão da organização, as finalidades e os objetivos a atingir relativamente à capacitação tanto das mulheres como dos homens, à participação equilibrada das mulheres e dos homens nos processos de tomada de decisão.

Assim sendo, considerando estas componentes estratégicas, foram definidos objetivos específicos a ser desenvolvidos, no caso formar todos os dirigentes e outros agentes da administração local, a fim de os informar, sensibilizar e preparar para lidar com as questões de igualdade de género; criar uma comissão municipal para igualdade e fomentar o papel do\a conselheiro\a municipal para Igualdade para desenvolver e coordenar iniciativas e ações em prol da igualdade de género e cidadania em todo o concelho.

Catarina Pacheco Borges, em declarações ao Jornal Diário da Lagoa recorda que a a ACEESA (Associação Centro de Estudos de Economia Solidária do Atlântico) está nos Açores há 10 anos e cujo principal objetivo é a divulgação e promoção dos valores da economia solidária.

Uma economia que preserva vários pilares, desde logo economia das pessoas, valorização dos territórios, investigação/ação, ou seja, todos os propósitos em que toda as suas ações deverão estar bem concertadas e bem assentes, explica.

Catarina Pacheco Borges recorda que em ação está o desenvolvimento de um observatório regional de economia solidária, ou seja, é pretendido fazer um mapeamento de todas as IPSS e organizações não governamentais e que se dedicam à área social, de modo a disponibilizar aos interessados, dados que possam servir de análise, de diagnósticos e de reflecção, do que se está a fazer e do que se poderá ser feito.

Por outro lado, a presidente da associação revela que, ultimamente, esta tem vindo a trabalhar também as questões da igualdade de oportunidades. E dai estar no projeto da comemoração do dia municipal par a igualdade, porque vai ao encontro da igualdade de oportunidades que se quer disseminado e cada vez mais em prática em todos os territórios da região.

A ACEESA é a entidade coordenadora a nível Açores e desafia todas as empresas e organizações a associarem-se a comemorar este dia com uma atividade, para que se chame a atenção para a igualdade, seja ela qual for, de sexo, de raça, de etnia, e também poder tocas nas desigualdades que estão patentes na sociedade e que ainda são muitas.

Catarina Pacheco Borges dá o exemplo da desigualdade salarial, que é bastante agravada, cerca de cem euros entre homem e mulher na mesma área e categoria. A nível da região, o equilibro de sexo nas profissões ainda não existe, exemplo das IPSS em que 88% são mulheres comparativamente com os homens, enquanto nas constrição civil, pescas e agricultura são homens maioritariamente. Nas escolas a maioria são mulheres, o que demonstra o grande desequilíbrio que existe nas profissões na região.

Em declarações ao nosso jornal, a presidente da ACEESA considera que a mulher continua a ser a dona de casa e a ter a chave da cozinha. “É necessário desmitificar e falar do assunto, e daí o investimento junto das escolas e passar a reflexão alertando os jovens para a situação”, adianta.

Catarina Pacheco Borges refere que nos mais novos é necessário deixar de existir as brincadeiras para os meninos ou meninas, assim como as cores, em que o rosa não seja obrigatoriamente das meninas e o azul dos meninos. “Não são cores e profissões que identificam o sexo”, esclarece.

Ainda segundo a presidente da Associação Centro de Estudos de Economia Solidária do Atlântico, há muito tabu e o homem continua a ter destaque na sociedade açoriana, o que seu ver não é justo.

DL

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