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“A câmara do Nordeste tem mostrado particular atenção às filarmónicas”

© ACÁCIO MATEUS
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Trinta e oito jovens das três filarmónicas do concelho do Nordeste – Eco Edificante (vila), Imaculada Conceição (Fazenda) e Estrela do Oriente (Algarvia) cumpriram um estágio de quatro dias sob a coordenação de músicos profissionais que integram a Banda Militar dos Açores.

Na noite de sexta-feira, 14 de abril, os jovens subiram ao palco do Centro Municipal de Atividades Culturais do Nordeste para apresentarem, perante plateia esgotada, o trabalho realizado ao longo da semana. Foram apresentados individualmente os naipes (flauta, clarinete, saxofone, trompete, trompa, trombone e eufónio), a que se seguiu um pequeno concerto que contou com a presença dos músicos formadores.

O workshop desenvolveu-se sob o olhar atento do capitão e maestro Hélio Soares, da Banda Militar dos Açores, que fez um balanço positivo do workshop. “Foi um trabalho de quatro dias com jovens das filarmónicas do Nordeste, uns que estão a iniciar-se na música, outros que já estão inseridos há alguns anos. O objetivo é sempre o de melhorar a performance musical de cada um deles e deixar uma semente que possa crescer e eles possam tocar nas bandas”.

Esta não é a primeira vez que o município do Nordeste, em parceria com a Banda Militar dos Açores, desenvolve esta formação. De acordo com Hélio Soares, este é “um trabalho de continuidade, na medida em que a câmara do Nordeste vem realizando este workshop há alguns anos e temos visto uma evolução na performance dos jovens, o que é muito bom”.

A intenção de aprumar qualidades após dois anos de interregno devido à pandemia é valorizado por Hélio Soares. “A câmara do Nordeste tem mostrado uma particular atenção às filarmónicas do concelho. É um recomeço no pós-pandemia, é um recomeço lento, mas tem de ser feito”, disse o capitão.

Com quase quarenta jovens no workshop, o responsável pela Banda Militar dos Açores não esconde a satisfação por ver tanta gente envolvida e interessada. “É um excelente número para um concelho com cerca de cinco mil habitantes. Este workshop é cativante para eles porque cria memórias para o futuro, ajuda a melhorar a performance de cada um e cativa outros a aderir a estes momentos”.

O presidente da câmara municipal do Nordeste, António Miguel Soares, acompanhou o encerramento do estágio e assumiu que “não podia estar mais satisfeito com a presença de tanta juventude neste workshop”, evidenciando que “o investimento que a autarquia faz neste género de evento é um bom investimento”, deixando ainda uma “palavra de agradecimento à Banda Militar dos Açores por todo o carinho que nos tem dispensado” e outra de “reconhecimento pelo esforço que as filarmónicas fazem porque são elas que acompanham estas crianças e jovens todas as semanas.”

Acácio Mateus

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