O Convento dos Franciscanos abriu as portas da VIII Feira do Livro, no passado sábado, dia 9 de abril, sob o tema “Das artes ao artesanato contemporâneo”.
O evento, organizado pela Câmara Municipal de Lagoa, através da biblioteca municipal Tomaz Borba Vieira e em parceria com a Escola Secundária de Lagoa, irá decorrer até ao dia 7 de maio.
Para a Vereadora da Câmara Municipal de Lagoa, Elisabete Tavares, a arte é o sentido em que “temos que apelar às emoções”, onde a Cidade de Lagoa assume um “imenso potencial cultural”. Sendo que a Feira do Livro “é uma forma de fazer educação” com uma coerência de serviços e cultura. Consequentemente, a Vereadora destaca a Biblioteca Tomaz Borba Vieira, por ter conseguido ser o “centro de toda a dinâmica cultural” da cidade lagoense.
Para a abertura da Feira, os alunos da Escola Secundaria de Lagoa fizeram a performance “Arte e Vida”, onde o Alexandre Oliveira, demonstrou toda a importância desta parceria que “já leva oito anos de trabalho”. Sendo que os alunos visitam e participam nas diversas atividades desenvolvidas na Feira e segundo o Presidente do Conselho Executivo desta escola, os alunos gostam de ler, “temos registado algumas surpresas muito agradáveis, os alunos gostam de ler. O único problema é que a Biblioteca fica um pouco afastado do centro urbano, ainda que fique dentro da Lagoa, fica ligeiramente afastada”.
Para Alexandre Oliveira, as novas tecnologias são muito praticas, sendo que à distância de um clique “temos uma biblioteca” mas “não temos o cheiro do papel e um livro na mão é um livro na mão. Os alunos gostam de folhear livros”.
Nesta VIII Feira do livro, encontramos patente a exposição “12” de Carolina Medeiros, sendo que o titulo evoca os doze desenhos de aguarela e caneta mas também os meses do ano através de uma mulher sempre ornamentada por uma trança de cabelo à volta do rosto. Para a artista, a mulher está sempre presente nas suas obras, “quase que não me consigo dissociar do registo da mulher”, sendo que a mulher está a ganhar cada vez mais importância na nossa sociedade mas principalmente Carolina Medeiros gosta de desenhar mulheres porque sente-se “à vontade nessa temática”.
Na exposição de Carlos Carreiro “70 anos – 70ª exposição individual – É uma festa!”, esta obra ganha toda a sua importância sendo que o artista completa 70 anos e faz a sua 70º exposição.
Para Carlos Carreiro, esta exposição “é um desafio para eu estar sempre ativo”, pois a comemoração desta obra é uma festa devido ao seu espirito “mais virado para a alegria do que para a tristeza”.
“Como a minha pintura é muito figurativa e reflete muito sobre a sociedade contemporânea, e sobre o absurdo das situações, do cotidiano e da hipocrisia e do consumo e dessas maravilhas todas. E a maneira como eu encaro isso é de uma forma alegre sobre uma coisa que é um bocado dramática, dominado pelo consumo, pelos facebooks”, explicou o pintor ao Diário da Lagoa.
Ao longo de quase um mês, esta VIII Feira do Livro terá várias atividades formativas e lúdicas, sendo a cultura o verdadeiro destaque, tanto de um ponto de vista da leitura, das exposições, como da musica.
DL/AS
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