
A secretária regional da Educação e dos Assuntos Culturais, Sofia Ribeiro, congratulou-se por os resultados dos exames nacionais nos Açores, pela primeira vez, terem-se descolado “da cauda das médias nacionais”.
A titular da pasta da Educação explicou que, enquanto no continente “há 39 escolas privadas melhores que a primeira escola pública”, nos Açores “os três melhores estabelecimentos são do ensino público”.
“No que concerne às médias de uma forma geral, em Matemática, 16 das 22 unidades orgânicas que realizaram o exame melhoraram as suas médias nos Açores e em Física e Química, 18 das 22 escolas melhoraram, por comparação com o ano anterior”, ressalvou.
Sofia Ribeiro acrescentou ainda que a média do ranking das unidades orgânicas nos Açores é “melhor do que a média das escolas na Madeira”. Frisou ainda que o ano de 2021/2022 foi o primeiro ano letivo “de exclusiva responsabilidade” deste executivo, em que os Açores estavam a sair da pandemia provocada pela covid-19.
“Foi um ano em que nós diminuímos o número de alunos no ensino secundário nas disciplinas com componente laboratorial e em que criámos apoio estruturado para a realização dos exames nacionais”, referiu.
Quanto aos resultados das provas de aferição do 9.º ano do ensino básico, Sofia Ribeiro ressalvou que, aquilo que se tem verificado na última década é que os Açores “continuam a manter a mesma distância aos resultados nacionais”, sendo que neste ano letivo “os resultados no todo nacional pioraram significativamente”.
Para a secretária regional isto pode ser explicado porque, no último ano analisado antes deste, 2018/2019, “as provas de aferição contavam para a média da nota dos alunos” e em 2021/2022 “deixaram de contar”.
Para melhorar os resultados, Sofia Ribeiro explicou que o governo está a apostar, “logo para o 1.º ano de escolaridade” no programa “A a Z – Ler Melhor, Saber Mais”, que “potencia a literacia dos alunos ao nível da leitura”, e no programa “Pensamento Computacional”, que trabalha a “estruturação do raciocínio lógico dos alunos”.
No entanto, de acordo com a governante, os rankings, apesar de “importantes” e de serem considerados pelo executivo, “não representam todo o trabalho pedagógico e estruturado que as escolas fazem ao longo do ano”.
Os leitores são a força do jornalismo livre.
Subscreva e apoie. Ao valorizar o nosso trabalho, viabiliza um jornalismo independente e de proximidade. Só assim levamos até si as notícias que contam.
Deixe uma resposta