
São criaturas retratadas ao mais ínfimo pormenor através de macrofotografias captadas pela lente do espanhol Javier Torrent. Estamos a falar de espécies de insetos endémicos dos Açores que estão espalhados por seis telas com quatro metros de largura por três de altura, em diferentes locais da Lagoa. “O objetivo é sensibilizar a população para a importância da conservação da biodiversidade dos Açores e o título remete para os seres vivos que já estavam cá antes de nós e estão seriamente ameaçados”, começa por explicar Susana Cabral ao Diário da Lagoa. A coordenadora do Expolab – Centro de Ciência Viva diz que colocar as obras na fachada de edifícios públicos tem uma justificação: “as pessoas acabam por «tropeçar» na própria exposição questionando o porquê daquelas fotos numa altura em que se anda mais ao ar livre”.
Cada tela apresenta a imagem do inseto acompanhado de uma alcunha inspirada nos cognomes de reis portugueses, das funções que desempenha e do risco de desaparecimento das espécies.
O projeto promovido pelo Expolab é uma iniciativa do Grupo de Biodiversidade dos Açores e da Universidade dos Açores. É financiado pela Direção Regional da Ciência e Tecnologia e teve a colaboração de várias entidades bem como da sociedade civil.
DL
(Artigo publicado na edição impressa de agosto de 2020)
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