A Diretora Regional dos Recursos Florestais revelou que os campos experimentais de cedro-do-mato e pau-branco já ocupam uma área superior a 10 hectares nas ilhas Terceira, S. Miguel e Pico, destacando que se pretende “transmitir os conhecimentos adquiridos a futuras plantações por privados”.
Anabela Isidoro, que falava à margem de uma visita ao Viveiro Florestal de Espécies Autóctones das Fontinhas, frisou que “o uso ambientalmente sustentado de algumas destas espécies, associado à elevada qualidade e valorização do seu material lenhoso, fazem com possam ser nucleares na definição de algumas políticas para o setor florestal regional”.
Nesse sentido, salientou que “a sua utilização permite conciliar aspetos económicos com a preservação e conservação dos recursos naturais”.
Atendendo a que o uso de espécies florestais autóctones poderá ser estratégico visando a diversificação da base produtiva da floresta local, iniciou-se, no âmbito do Programa de Melhoramento Florestal dos Açores, uma linha de ação destinada à revitalização de espécies e seus habitats, tendo sido definidas como espécies prioritárias, numa primeira fase, a Juniperus brevifolia (cedro-do-mato) e a Picconia azorica (pau-branco).
O cedro-do-mato por ser a espécie mais emblemática da floresta endémica dos Açores e provavelmente a mais plástica em termos de condições edafo-climáticas e o pau-branco pela sua rusticidade e pela qualidade da sua madeira.
A primeira fase do trabalho desenvolvido consistiu em estudar o efeito de diferentes tratamentos pré-germinativos, com o objetivo de melhorar significativamente a capacidade germinativa da semente e de homogeneizar os lotes de plantas produzidos.
A fase seguinte consistiu na instalação de uma rede de campos experimentais destinados ao estudo das técnicas culturais de instalação e condução das espécies, de forma a potenciar a sua utilização florestal, conciliando-se a rentabilidade com a conservação dos recursos genéticos.
DL/Gacs
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