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Centro Social e Cultural da Atalhada foi a votos

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No final do mês de dezembro decorreram as eleições para o Centro Social e Cultural da Atalhada, tendo a atual direção apresentado a sua recandidatura, uma vez que muito há ainda a fazer.

É o caso do Complexo Social, que mais do que uma sede, é a uma questão de dignificação da instituição, sendo esta única do concelho sem sede própria.

O projeto já está aprovado, mas falta agora financiamento, sendo que a instituição aguarda respostas do pedido de ajuda ao governo regional.

Para Nuno Martins, trata-se de uma questão de dignificação da instituição que, durante 20 anos, deu muito mais à Lagoa do que propriamente outras instituições.

O complexo, a ser construído na Atalhada, agregará os serviços administrativos, onde estarão sediadas as equipas multidisciplinares que dão apoio aos beneficiários do RSI, assim como a coordenação do departamento de economia social e solidária, uma sala de convívio para idosos, assim como uma série de espaços sociais.

Outro objetivo da atual direção do Centro é a criação de um roteiro turístico, que deverá avançar em breve. “Trata-se de um roteiro de economia social e solidária, passando por todas as valências produtivas da instituição, caso da quinta, pastelaria, à carpintaria e artesanato, para que as pessoas possam perceber o processo produtivo histórico que é relevante”, explicou.

Nuno Martins destacou o facto de a instituição já ter adquirido também um Mini Bus, que servirá para o transporte das crianças, e no sentido de rentabilização, é intensão colocá-lo ao serviço das outras valências, servindo para fazer essa ligação do roteiro turístico.

“Aquilo que se pretende é criar um projeto social sustentável, ou seja, composto pela quinta e pelas valências produtivas e visará a criação de emprego sustentável, sendo o que se pretende fazer, dando a volta a um flagelo muito grande que é a pobreza”.

O presidente do CSCA considera que a pobreza dá-se, muitas vezes, porque as pessoas não conseguem ter um emprego sustentável, e é isso que a instituição pretende fazer, para que as pessoas se possam sentir também participantes da criação de riqueza, ou seja, não pagar um vencimento, por pagar.

São grandes os projetos do CSCA para os próximos quatro anos, embora Nuno Martins reconheça que estes poderão não dar para tudo, mas é o contributo que o centro quer dar à Lagoa, recordando que a instituição foi pioneira na Lagoa nos projetos de luta contra a pobreza, uma área onde possui longa experiência e muito pode ser feito. 

“Acredito que as instituições sociais e desportivas devem-se vocacionar em áreas que tem competências, porque assiste-se a muitas instituições que estão a alargar as suas valências e sem competência ou experiência, e isso leva a resultados menos positivos e quem tem experiência que o possa colocar ao serviço da comunidade”, disse.

DL
(Artigo publicado na edição impressa de janeiro de 2019)

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