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Ciclovia da Cidade de Lagoa vai ser uma realidade em breve

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A Ciclovia da Cidade de Lagoa deverá ser uma realidade já no próximo ano. Esta segunda-feira, dia 14 de outubro, foi lançada a primeira pedra do início daquela que é considerada uma grande obra na Lagoa.

Segundo a presidente da Câmara de Lagoa, “para além de valorizar parte da frente marítima da cidade de Lagoa, esta obra representa um investimento do município demonstrativo daquilo que se pretende para o concelho e, em geral, para a ilha de São Miguel, tanto em termos ambientais, como turísticos, em prol de uma cidade que aposta na descarbonização, promoção de estilos de vida saudáveis junto dos seus munícipes e visitantes, contribuindo, desse modo, para uma mobilidade urbana sustentável”.

A construção da ciclovia da Cidade de Lagoa compreenderá, assim, a requalificação de uma área extensiva entre o Portinho de São Pedro e o Largo do Cruzeiro, num valor orçado em quase um milhão de euros. Entre o Portinho de São Pedro e a Avenida Vulcanológica, será construída uma plataforma com pista ciclável partilhada bidirecional. Nas zonas rochosas de maior declive, a pista será materializada através de um passadiço, minimizando a intervenção em termos ambientais. Já a iluminação será LED, com postes ao longo de toda a ciclovia. Nas zonas de acesso secundário e no passadiço, serão colocadas luminárias de encastrar na parede, de modo a não retirar o caráter principal da ciclovia. A mesma vai surgir em malha urbana, que compreenderá zonas habitacionais, industriais e comerciais, entre outros equipamentos públicos e privados com fluxos de pessoas.

Para a Presidente da Câmara Municipal de Lagoa o início desta obra representa “um marco há muito aguardado pelos munícipes lagoenses, afirmando que se “assiste a um momento memorável da história lagoense” e a “um ato público de grande importância.

Com um plano de execução de 9 meses, esta empreitada será dividida em três grupos, nomeadamente a construção da ciclovia, em dois troços, um mirante e um centro interpretativo e, serão utilizados materiais regionais, nomeadamente criptoméria, pedra de basalto e espécies endémicas.

Falando no lançamento da primeira pedra desta obra, a Presidente da Câmara Municipal de Lagoa anunciou ainda o projeto de mobilidade sustentável, que desincentivará o uso de veículos motorizados e individuais, reequilibrando a afetação do espaço público aos diferentes modos de deslocação, através da criação de bolsas de estacionamento e a sua interligação regular com os serviços, comércio e equipamentos urbanos.

Trata-se de um circuito municipal de transporte público de passageiros, elétrico, sendo que, para o efeito submeterá uma candidatura da edilidade lagoense ao POAçores2020.

Por seu turno, a Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas afirmou que a obra é um exemplo de investimento que, além de beneficiar a qualidade de vida dos locais, contribui também para o fortalecimento do ciclo de desenvolvimento e progresso da Região no seu todo.

Ana Cunha frisou que, por todas as mais-valias que esta obra representa, a Lagoa “reforça ainda mais o contributo que dá para o processo de desenvolvimento da Região”, salientando que isso é notório num conjunto de investimentos públicos e privados que este concelho recebeu e continua a receber nas mais diversas áreas.

A governante sublinhou a opção da autarquia de avançar em áreas determinantes para a melhoria da qualidade de vida dos Lagoenses, ao mesmo tempo que denota “também a visão de contribuir, por esta via, para o esforço que tem sido feito pelo Governo de capacitar a Região com as infraestruturas necessárias ao desenvolvimento sustentável”.

DL

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