Assinala-se esta quinta-feira, dia 5 de outubro, os 107 anos da Implantação da República. Foi exatamente neste dia que foi proclamada a Independência da República, em Lisboa. Decorria o ano de 1910.
Tratou-se de uma ação levada a cabo pelo movimento de cidadãos apoiantes do republicanismo nacional. Estes cidadãos não concordavam que Portugal fosse governado pela monarquia. Estes procederam a um golpe de estado, destituíram a monarquia constitucional e implantaram o regime republicano.
Após a proclamação da República foi criado um governo provisório chefiado pelo açoriano Teófilo Braga. Em agosto de 1911 foi aprovada uma nova Constituição, tendo início a Primeira República Portuguesa.
O primeiro Presidente da República foi exatamente outro açoriano, Manuel de Arriaga, eleito pelo Parlamento a 24 de agosto de 1911, cargo que ocupou até 29 de maio de 1915.
Entre 29 de maio de 1915 e 5 de outubro do mesmo ano, Teófilo de Braga assume o cargo de Presidente da República, terminando o mandato presidencial iniciado em 1911 por Manuel de Arriaga.
Teófilo Braga nasceu na cidade de Ponta Delgada, ilha de São Miguel. Foi um poeta, político e ensaísta português. Faleceu, no seu gabinete de trabalho, a 28 de janeiro de 1924.
Já Manuel de Arriaga nasceu na Horta, ilha do Faial, a 8 de julho de 1840 e morreu em Lisboa a 5 de março de 1917. Foi advogado, professor, escritor e político.
Sobre a República, o escritor e poeta açoriano Antero Quental, que morreu, a 11 de setembro de 1892, e que não chegou a assistir ao nascimento desta, nas suas obras tentou concretizar as ideias descentralizadoras e federalistas, abandonando o caráter socialista em prol dos aspetos democráticos.
“O pensamento e a ciência são republicanos, porque o génio criador vive de liberdade e só a República pode ser verdadeiramente livre […]. O trabalho e a indústria são republicanos, porque a actividade criadora quer segurança e estabilidade e só a República […] é estável e segura […]. A República é, no Estado, liberdade […]; na indústria, produção; no trabalho, segurança; na nação, força e independência. Para todos, riqueza; para todos, igualdade; para todos, luz.”
— Antero de Quental, in República, 11-05-1870
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