
Cristina Calisto entende que “a amarração dos novos cabos submarinos deve ser efetuada nas localizações que maximizem o valor extraído do investimento público em benefício das regiões autónomas e do país, em geral”, defendendo, por isso, junto do ministro das Infraestruturas, João Galamba, uma ligação de alto débito na Lagoa.
Desta forma, no entendimento da presidente da câmara municipal da Lagoa, esta seria uma “oportunidade para os Açores, e consequentemente para Portugal, implementar uma solução de conectividade de alto débito para o Nonagon”, sendo que essa questão foi já abordada com a administração da IP Telecom, empresa mandatada pelo governo da República para a instalação dos novos cabos submarinos de ligação entre o continente, Açores e Madeira.
Apesar da IP Telecom ter informado a edilidade lagoense que será difícil ter no Nonagon a CLS, pois as atuais instalações da Altice, em Ponta Delgada, já teriam as condições desejadas, ficou acordado com a administração da IP Telecom avaliar em conjunto a instalação de um PoP (ponto de presença) no Nonagon, com ligação direta à CLS da Fajã de Baixo, através de conectividade de alto débito.
“A vantagem dessa ligação seria enorme pois ficaríamos com condições técnicas de comunicações únicas com baixos custos e sem dependermos de um operador comercial específico, de forma a trazermos projetos inovadores que sem essas condições não se instalam no Nonagon”, explicou Cristina Calisto.
A autarca acrescentou que “para tal ser possível, sem custos adicionais, o timing para o fazer é agora, considerando que se trata de projetos de conceção e construção para a instalação dos novos cabos, sendo assim seria importante que a IP Telecom criasse as condições para se instalar um PoP no Nonagon com ligação de alto débito aos cabos submarinos.”
A câmara da Lagoa suportou a abordagem proposta, referindo que a região autónoma dos Açores possui instalações totalmente adequadas à implantação de um PoP nos edifícios do Nonagon.” Além disso, acrescentou, “o cabo submarino atual, que entra no ponto de amarração na Lagoa, percorre cerca de oito quilómetros até à CLS da Altice, em Ponta Delgada, através de condutas de gestão partilhada no subsolo.”
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