
Duas derrocadas em menos de um mês estão a gerar apreensão na população da freguesia das Calhetas, concelho da Ribeira Grande, pois a falésia continua a ceder no troço entre a travessa do Barroso, a rua da Boa Vista e a rua da Boa Viagem, ameaçando as moradias a sul das vias.
No imediato, a câmara da Ribeira Grande avançou com a interdição do trânsito automóvel, por um período de seis meses (até 1 de setembro), nas zonas afetadas pelas derrocadas (rua da Boa Vista e rua da Boa Viagem no troço compreendido desde a travessa do Barroso até à travessa da Igreja).
Entretanto, a presidente da junta de freguesia, Cátia Tavares, esclareceu a população que “já contactou o diretor regional das Obras Públicas, entidade responsável pela obra de reabilitação da orla costeira, que fará a ponte com a direção regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos e o LREC.”
Em causa está um investimento de 3,6 milhões de euros afeto à proteção da orla costeira na freguesia das Calhetas, cujo “projeto de execução já se encontra concluído e que consiste na execução de uma proteção costeira à base da falésia que, na primeira fase, incidirá na área mais crítica e erodida”, esclareceu a secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral.
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