
O Presidente do Governo destacou a “grande resposta” que tem sido dada pelo setor do leite e lacticínios na Região nos últimos anos, mas alertou que os desafios do futuro obrigam a que seja “inevitável um entendimento” entre a produção, a transformação e a comercialização.
Depois de salientar que o Governo dos Açores não se coloca à margem deste processo de diálogo, Vasco Cordeiro afirmou que seria um erro crasso de estratégia se “qualquer uma destas parcelas – produção, transformação e comercialização -, por um momento que fosse, alimentasse a esperança de triunfar, salvando-se a si e deixando cair os outros”.
O Presidente do Governo, que falava no Conselho Regional da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, que se reuniu na ilha Graciosa, considerou que, face aos desafios que se colocam a este setor, “estas três componentes, mas não só, estão condenadas a entenderem-se, a cooperarem e a colaborarem” entre si.
Perante os conselheiros dos vários setores da agricultura regional, Vasco Cordeiro frisou que é, assim, “essencial que cada um compreenda os constrangimentos do outro e que faça o máximo do seu esforço quanto à capacidade de poder fortalecer este setor”.
Depois de destacar o trajeto de sucesso que o setor do leite e lacticínios tem feito na Região, ao nível da qualidade e da quantidade, o Presidente do Governo alertou que não é o facto de se ter “chegado até aqui” que garante que, no futuro, existam “as condições efetivas para vencer os desafios com que estamos confrontados”.
Na sua intervenção, o Presidente do Governo salientou, por outro lado, que esta reunião do Conselho Regional decorre num momento particularmente importante e exigente do ponto da conjuntura vista externa, uma vez que está em curso a discussão sobre o Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia para o período 2021-2027.
Segundo disse, as propostas da Comissão Europeia, quer ao nível dos montantes financeiros, quer no que se refere à centralização prevista dos programas em Bruxelas, em detrimento das regiões, “tem merecido do Governo dos Açores uma postura de crítica clara”.
De acordo com Vasco Cordeiro, a perspetiva de aumentar a taxa de comparticipação das Regiões de 15 para 30 por cento é uma proposta sem justificação, uma duplicação do esforço das entidades regionais que teria consequências quanto à capacidade de execução e de concretização destes programas.
O Presidente do Governo destacou, por outro lado, o comportamento positivo que se tem verificado no mercado da carne, com um aumento exponencial do gado abatido na Região, salientando que o forte investimento que está a ser feito na rede de abate integra-se na estratégia de garantir as condições para que este setor deixe mais valor no arquipélago.
Além disso, tem-se registado uma “grande resposta dos privados” na área da diversificação agrícola, destacou o Presidente do Governo, ao sublinhar que este setor tem um grande potencial para ser um contribuinte para o reforço das exportações da Região.
DL/Gacs
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