
O Município da Lagoa aderiu à “Associação Limpeza Urbana – Parceria para Cidades + Inteligentes e Sustentáveis”.
Trata-se da primeira do género em todo o país, ou seja, uma rede de municípios e freguesias com a participação de todos os atores do setor (academia, prestação de serviços e equipamento) criada, com o intuito de promover a eficiência dos serviços e a sensibilização da população para cidades mais limpas.
Tendo como objetivo primordial a junção dos stakeholders da limpeza urbana, no sentido de facilitar e acelerar a mudança necessária nos serviços e no comportamento dos cidadãos, esta entidade já conta com 12 municípios representados, sendo, para já, apenas dois da Região Autónoma dos Açores, Lagoa (São Miguel) e Madalena (Pico).
A prioridade da Associação é proceder a um estudo que permita definir o ponto de situação da limpeza urbana no nosso país, tendo igualmente como objetivo imprimir uma nova dinâmica na abordagem aos cidadãos, apelando a comportamentos que reduzam a produção de resíduos, como evitar as embalagens descartáveis, apostar na reutilização dos materiais e promover a reparação.
A associação pretende desenvolver-se num sistema de Living Lab, em que soluções, inovações ou campanhas de sensibilização sejam desenhadas e aplicadas ou replicadas entre associados, fortalecendo o papel vital que os serviços de limpeza urbana desempenham na definição de políticas públicas, de modo a garantir a qualidade de vida das pessoas, a qualidade ambiental do capital natural e o desenvolvimento económico local.
Nelson Santos, vereador da Câmara de Lagoa, acredita que a associação será a voz que faltava neste segmento da limpeza urbana, concertando assim os interesses das autarquias.
Ao Jornal Diário da Lagoa Nelson Santos recorda que, “quando falamos em limpeza, falamos nos resíduos e esquecemo-nos de outras áreas como limpeza de praias, de ribeiras, da orla costeira, de dejetos caninos, entre outros, e que estão dispersas, não havendo uma voz conjunta, uma partilha de melhores práticas entre municípios. Ora, com a criação desta associação, o objetivo é colocar os municípios a falar das suas experiências, cada qual na sua área, e encontrar soluções na melhoria da qualidade de vida do munícipe”.
O vereador lagoense recorda alguns exemplos internacionais, como o caso da Associação de Limpeza Francesa, que existe há já 10 anos, e que, neste encontro, veio mostrar o trabalho que tem feito nestes últimos anos. “O que queremos não é copiar as ideias de uns e de outros mas sim partilhar as boas práticas entre autarquias e adaptá-las à nossa realidade”.
Para Nelson Santos, outro aspeto importante é ter junto dos fornecedores de sistemas, uma voz que represente uma massa crítica volumosa. “O grande objetivo é colocar a limpeza urbana no dia-a-dia da atuação como um tema que tem de ser abordado e não abordar como um assunto de agenda”.
DL/ foto (c) CMC
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