O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou esta quarta-feira, dia 12 de julho, no Faial, que a diversificação agrícola nos Açores tem tido um “crescimento exponencial”, quer ao nível do número de produtores, quer da área agrícola, o que permitirá no futuro reduzir importações e criar mais emprego e riqueza.
“Nos últimos oito anos, passou-se de cerca de 190 para mais de 700 produtores e, nos últimos seis anos, a área afeta à diversificação agrícola tem crescido 100 hectares ao ano”, salientou João Ponte, que falava durante a visita a um projeto de investimento na área da produção de próteas.
Para o titular da pasta da Agricultura, a aposta na horticultura, floricultura e fruticultura é importante e pode garantir que os Açores serão capazes, no futuro, de assegurar um maior abastecimento do mercado local, reduzindo as importações, com claras vantagens para a economia regional.
“Sabemos que nem tudo podemos produzir nos Açores e que há um longo caminho a percorrer, mas os números atuais são esperançosos”, destacou João Ponte, adiantando que, no âmbito do PRORURAL, 13% dos projetos de primeira instalação eram afetos à diversificação agrícola, enquanto no atual quadro comunitário, no PRORURAL+, passou para 30%.
João Ponte salientou ainda que, no âmbito do PRORURAL+, já deram entrada 23 projetos no âmbito da floricultura, representando um investimento de 1,9 milhões de euros e uma despesa pública de 1,4 milhões de euros.
O Secretário Regional frisou que os Açores são o segundo maior produtor de próteas da Europa, destacando que, em 2016, a ilha do Faial mais do que duplicou a produção desta flor ornamental, passando de 70 mil hastes para cerca de 150 mil, e a Terceira passou de 1,3 milhões para dois milhões de hastes, a grande maioria das quais se destina à exportação para a Holanda.
DL/Gacs
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