Os revendedores de combustíveis dos Açores, e representantes das mesas de combustíveis da CCIA e da CCIPDL, em comunicado, já vieram dizer que os aumentos anunciados pelo Governo Regional vem prejudicar a economia regional e são uma “provocação a todos os açorianos” pela “forma repetitiva de aumentos refugiando sempre nas variações no mercado internacional”.
Ora, dizem os revendedores de combustíveis que, se forem avaliados os Mapas do Calculo das Taxas de ISP, depara-se que as variações de novembro “NÃO EXISTE” ( aumento de 0.02 e a de dezembro 2017 para janeiro de 2018).
Recorde-se que o Governo Regional dos Açores (GRA) através da Vice-Presidência do Governo, Emprego e Competitividade Empresarial, através dos Despachos Normativos nºs 36 e 37 de 2017 de 29 de dezembro vem comunicar novo aumentos de combustíveis líquidos, em 0.03 cêntimos para Gasóleo Rodoviário e Gasolina 95, e consequente 0.02 cêntimos para o Gasóleo nas Pescas e Agricultura.
Dizem os revendedores de combustíveis nos Açores que o aumento incide basicamente sobre os impostos, em contraciclo com o que é referido no despacho normativo.
“Já no mês de novembro, o ultimo aumento realizado a 17 de novembro, foi de 0.02 Cêntimos, este unicamente sobre os impostos”.
No mesmo comunicado, é referido que em janeiro de 2018, o ordenado mínimo fixa-se na RAA, nos 609 euros, como aumentam muitos dos custos fixos no negocio dos combustíveis, estrangulando ainda mais as margens existentes neste negocio
“Margens estas de combustíveis sofrerem o ultimo aumento a 01-01-2014 em 0.001 Décima de Cêntimo, aumento irrisório para não dizerem que não houve aumentos, vai passar 4 anos e nada mais foi feito por parte do GRA”.
Com esta continua atitude do GRA, os Revendedores de Combustíveis dos Açores, principalmente os independentes vão se reunir na próxima semana em data a definir, e falar sobre as margens de combustíveis, não revistas desde janeiro de 2014; impacto do aumento do ordenado mínimo no setor e outros custos e a criação de Associação Açores do Setor da Revenda de Combustíveis.
Esta ultima tem a devida importância para o setor da revenda dos combustíveis queira se fazer representar na Europa o fazer, já que o GRA, nada o faz para o proteger.
Adianta o mesmo comunicado que, “estes aumentos de combustíveis, incidem num agravamento do poder de compra dos Açorianos e dos empresários, lamentavelmente incidindo em impostos, prejudicando seriamente a economia dos Açores”.
DL/RCA
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