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Câmara Municipal de Ponta Delgada investe 400 mil euros em mais 17 Eco-ilhas nas freguesias citadinas

Câmara Municipal de Ponta Delgada investe 400 mil euros em mais 17 Eco-ilhas nas freguesias citadinas

São 17 as novas eco-ilhas que passam a funcionar, a partir desta terça-feira, dia 19 de abril, nas freguesias citadinas de Ponta Delgada, o que perfaz um total de 34. Outras duas serão colocadas, em breve no centro histórico.

Segundo a autarquia, as novas eco-ilhas que, como o próprio nome indica, se destinam à recolha de seletiva de subprodutos (resíduos para reciclagem – papel, plástico, metal e vidro) representam um investimento de 400 mil euros, segundo anunciou, em conferência de Imprensa o Presidente José Manuel Bolieiro.

Acompanhado pela responsável do Serviço de Higiene e Limpeza da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Vânia Pimentel, que fez uma demonstração, sobre os locais onde estão instaladas e como funcionam as eco-ilhas, José Manuel Bolieiro adiantou que “as eco-ilhas são uma forma de recolha de resíduos sólidos urbanos mais estética, mas também mais racional, na medida em que têm capacidade muito superior aos contentores”.

Por outras palavras, enquanto um contentor (eco-ponto) tem capacidade para 800 litros, cada eco-ilha atinge um máximo de três mil litros de resíduos.

Na conferência, em que também estiveram presentes autarcas das freguesias de São Sebastião, São José, São Pedro e Fajã de Cima, o Presidente de Ponta Delgada referiu, ainda, que a Autarquia candidatou o investimento em apreço, que contempla, também, a ampliação de uma eco-ilha no centro histórico e a criação de outra, a fundos comunitários.

José Manuel Bolieiro aproveitou a presença dos jornalistas para lançar um apelo a todos os munícipes no sentido de que os mesmos “sejam vigilantes das más práticas ao nível da reciclagem, mas também do vandalismo de equipamentos públicos municipais”.

Aliás, o Presidente da Câmara disse mesmo que a Autarquia depara-se, “quase diariamente”, com casos de vandalismo que acabam por custar ao erário público largos milhares de euros.

“Não confundam as eco-ilhas com equipamentos para depósito dos chamados «monstros». Apelo a todos os munícipes para preservarem aquilo que é de todos e que todos pagam, e que sejam vigilantes das más práticas na reciclagem, mas também no vandalismo. Estamos a fazer avultados investimentos no que respeita à recolha e seleção de resíduos e não podem uns ser penalizados pelos atos de vandalismo de outros” – frisou.

Por outro lado, José Manuel Bolieiro fez questão de referir que as zonas onde foram colocadas todas as eco-ilhas, incluindo as 17 que, a partir de hoje, começam a funcionar, foram selecionados com base num estudo elaborado para o efeito e respondendo a vários critérios.

“Não se trata de uma teimosia. “Não se trata de uma teimosia. Não colocamos as eco-ilhas onde queremos, mas onde é possível colocar e onde seja mais satisfatório sob o ponto de vista da utilidade da vizinhança, como também da boa adequabilidade à manobra e operação por parte do camião de recolha de resíduos”.

Adiantando que a Câmara vai, agora, estudar novas zonas para instalar mais eco-ilhas, José Manuel Bolieiro manifestou-se “muito satisfeito” pelo facto da Autarquia ter conseguido instalar os novos equipamentos de recolha de resíduos para reciclagem ainda antes de terminar o contrato em curso e “sem derrapagens”.

As novas eco-ilhas fazem parte integrante do circuito de recolha de resíduos implementado há vários anos pela Autarquia de Ponta Delgada. A recolha de papel e cartão acontece uma vez por semana, o mesmo acontecendo com o plástico e o metal, e vidro é recolhido de 15 em 15 dias.

Já o lixo indiferenciado e orgânico é recolhido três vezes por semana.

Assim, nas freguesias de Fajã de Cima e Fajã de Baixo, os indiferenciados são recolhidos às terças e quintas-feiras e aos sábados (20h00), enquanto em São Pedro, São Sebastião, Santa Clara e São José às segundas, quartas e sextas (20h00).

A recolha de embalagens de papel e cartão, na Fajã de Cima e na Fajã de Baixo, é feita à sexta-feira (20h00) e em São Pedro, São Sebastião, Santa Clara e São José , às terças-feiras (20h00).

Já as embalagens de plástico e metal, na Fajã de Cima e na Fajã de Baixo são recolhidas às quartas-feiras (20h00); em São Pedro e São Sebastião às quintas-feiras (20h00); em Santa Clara e São José aos sábados (20h00).

No que respeita às embalagens de vidro, a recolha é feita em todos os locais às quartas-feiras (20h00) .

No final da conferência de Imprensa, José Manuel Bolieiro defendeu a necessidade de se continuar a incentivar as boas práticas no que respeita à reciclagem e, sobretudo, à “boa separação dos resíduos no concelho”.

Neste sentido, adiantou que a Autarquia vai promover uma nova campanha de sensibilização em vários órgãos de comunicação social, além da que já decorre, em várias freguesias, porta a porta, com vista a incentivar, ainda mais, os munícipes à separação de resíduos.

Atualmente, a Câmara de Ponta Delgada paga à MUSAMI – Operações Municipais do Ambiente mais de um milhão de euros para colocar os resíduos no ecoparque de São Miguel, 57% do qual está como indiferenciado e poderia ser reciclado. Havendo uma maior e melhor separação dos resíduos, a Autarquia poderia direcionar a verba para novos investimentos.

DL/CMPD

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