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Carlos Mendonça condenado pelos crimes de peculato, abuso de poder e falsificação de documentos

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Carlos Mendonça, ex-presidente da câmara municipal do Nordeste, e o então vice-presidente, Luís Borges, foram condenados pelo tribunal de Ponta Delgada a quatro anos e oito meses de pensa suspensa pelos crimes de peculato, abuso de poder e falsificação de documentos.

O tribunal deu como provado que Carlos Mendonça montou um esquema que se destinava a realizar obras para obter dividendos políticos junto do eleitorado, tendo em vista a renovação do mandato.

Em causa estão pagamentos de obras não realizadas que remontam ao ano de 2017. Entre elas, uma intervenção numa moradia em Santana, no valor de doze mil euros, que lesou diretamente o munícipe.

Na leitura da sentença, o coletivo de juízes não teve dúvidas em considerar que Carlos Mendonça e Luís Borges “quiseram transparecer para a população uma imagem de dinamismo na rápida resolução dos problemas”, procurando dessa forma “obter ganhos políticos nas eleições autárquicas de 2017”.

Para além disso, os arguidos confessaram ter “pleno conhecimento” que não poderiam agir daquela forma, mas não demonstraram arrependimento pelos atos praticados, ao contrário do empreiteiro, Sário Raposo, condenado a três anos e quatro meses de pena suspensa pelos crimes de peculato e falsificação de documentos, mas que de acordo com os juízes apresentou um discurso “genuíno e contrição que faltou aos outros dois arguidos”.

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