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Chega defende habitação para a classe média na Lagoa e abstém-se em regulamento municipal

Grupo municipal do Chega optou pela abstenção na votação do Regulamento Municipal de Acesso e Atribuição de Habitação em Regime de Renda Apoiada e em Regime de Renda Reduzida, exigindo uma visão estratégica que inclua os jovens trabalhadores e a classe média

© CHEGA AÇORES
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A falta de habitação e a necessidade de propostas concretas para o concelho marcaram a intervenção do grupo municipal do Chega na mais recente reunião da Assembleia Municipal da Lagoa, realizada na Ribeira Chã. Em nota de imprensa enviada à nossa redação pelo partido, o Chega justifica a sua abstenção perante o novo Regulamento Municipal de Acesso e Atribuição de Habitação em Regime de Renda Apoiada e em Regime de Renda Reduzida, manifestando fortes reservas quanto aos critérios de seleção dos futuros beneficiários dos fogos habitacionais.

A deputada municipal do Chega, Olivéria Santos, alertou para a urgência de uma mudança de rumo nas políticas locais, sublinhando que o direito à habitação é universal e está consagrado na Constituição da República Portuguesa. No entender do partido, as medidas atuais pecam por ser avulsas e insuficientes para responder à crise que afeta o concelho, carecendo de uma visão estratégica de médio e longo prazo que vá além do apoio exclusivo às franjas mais carenciadas.

Embora o grupo municipal reconheça a importância de salvaguardar as famílias em situações de maior vulnerabilidade social, a deputada criticou o atual modelo de gestão habitacional na Lagoa. “Não podemos continuar a dar casas somente a alguns, esquecendo a classe média, principalmente os casais jovens que trabalham e que não conseguem adquirir uma habitação, voltando a manter a política socialista de continuar a beneficiar uns, em detrimento de outros, e isso o Chega não aceita”, afirmou Olivéria Santos durante a sessão que teve lugar no Centro Comunitário Padre João Caetano Flores.

Ao vincar que a habitação deve ser um direito acessível a todos, “principalmente para aqueles que trabalham”, o Chega utilizou o voto de abstenção como um sinal de protesto contra o documento apresentado. Para o partido, a classe média e os jovens trabalhadores do concelho continuam a ser os grandes esquecidos pelas políticas habitacionais vigentes, exigindo-se critérios mais abrangentes e justos na distribuição e no acesso aos regimes de renda apoiada e reduzida na Lagoa.

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