
Foi detido na passada segunda-feira, em flagrante delito, um homem, de 38 anos, na zona do Porto dos Carneiros, no concelho da Lagoa, fortemente indiciado pela prática do crime de tráfico de droga, anunciou hoje, 12 de janeiro, o comando regional da Polícia de Segurança Pública dos Açores (PSP).
A detenção foi efetuada pela Brigada de Investigação Criminal da esquadra da Lagoa, decorrente de uma investigação liderada pelo Ministério Público de Ponta Delgada.
De acordo com nota de imprensa enviada pelo comando regional às redações, foram efetuadas várias diligências pelos investigadores da PSP, as quais vieram a permitir a recolha e consolidação de provas que indiciam o suspeito na venda de droga sintética e heroína, o qual centrava a respetiva atividade criminosa de transação de drogas duras no Porto dos Carneiros, na Lagoa.
Com base na investigação delegada na PSP, o arguido foi alvo de abordagem por parte das autoridades, em ocasiões distintas, ao longo do pretérito ano de 2022, tendo sido sucessivamente recolhidos elementos probatórios, designadamente, de diferentes tipologias de droga, o que permitiu efetivar a sua detenção, em flagrante delito, em dois momentos distintos. O acontecimento levou à aplicação ao arguido da medida de coação de obrigação de apresentações periódicas perante as autoridades e a proibição de frequentar o Porto dos Carneiros, pela autoridade judiciária.
No entanto, as medidas de coação impostas ao arguido não viriam a revelar-se suficiente para demovê-lo de frequentar o Porto dos Carneiros, local onde continuou a fazer venda direta deste tipo de substâncias ilícitas, panorama esse, que alertou e impulsionou a PSP à realização de novas diligências processuais e a intervenção policial, através da execução de um mandado de busca ao seu domicílio, emitido pela autoridade judiciária.
Segundo a PSP, o mandado de busca viabilizou a descoberta e a apreensão de nove doses de droga sintética e oito doses de heroína, destinados à venda direta a consumidores, entre outros objetos que o indiciam fortemente na prática do crime em investigação.
Após ter sido presente a novo interrogatório judicial, perante o Juiz de Instrução Criminal de Ponta Delgada, o arguido ficou sujeito à medida de coação mais gravosa de prisão preventiva.
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