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Escola de Música de Rabo de Peixe perde apoio da Cultura

© EMRP
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A direção da Associação Musical Esmúsica.RP, que gere a Escola de Música de Rabo de Peixe, informou que “pela primeira vez” em vinte e cinco anos não lhe será atribuída qual apoio financeiro por parte da Direção Regional da Cultura no âmbito do regime jurídico de apoio às atividades culturais.

“Esta decisão representa um duro revés para a nossa associação e para todos aqueles que, ao longo dos anos, têm encontrado na música uma oportunidade de crescimento pessoal, inclusão social e transformação de vidas”, pode ler-se no comunicado tornado público pela associação.

Mais acrescenta que “a não atribuição deste apoio coloca a associação numa situação muito difícil e sensível na execução daquele que é o pilar da nossa atuação: a disponibilização gratuita de oficinas de instrumento destinadas a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade económica, social ou familiar”.

Para além disso “compromete também outras atividades desenvolvidas, como o combo ou as rodas de música, privando-os do acesso a experiências artísticas e culturais que promovem o desenvolvimento cognitivo, social e humanista, através de linguagens de expressão individual e coletiva acessíveis a todos, independentemente da sua condição social”.

Face à ausência de apoios para o ano de 2026, a associação assume dificuldades para o futuro. “Vemos seriamente limitada a continuidade da intervenção social que temos desenvolvido tendo a música e a cultura como farol orientador. Ao longo de 25 anos, procuramos afirmar-nos como um agente ativo de inclusão, acreditando que a arte tem a capacidade de aproximar pessoas, combater desigualdades e criar oportunidades onde muitas vezes apenas existem dificuldades. Essa missão torna-se agora ainda mais difícil de prosseguir”.

Fica assim em causa a celebração do 25.º aniversário da Escola de Música de Rabo de Peixe. “O ano de 2026 adivinhava-se como um ano de celebração. Ao longo deste quarto de século, formamos músicos, despertamos vocações, promovemos o acesso à cultura e à educação artística, mas, acima de tudo, contribuímos para transformar positivamente a vida de centenas de crianças, jovens e famílias que encontraram neste projeto um espaço de pertença, crescimento, empatia e esperança”.

O futuro também não promete ser risonho, mas os responsáveis não atiram a toalha ao chão. “Apesar deste momento difícil, a atual direção não abdica de sonhar com a continuidade deste projeto. Não desistiremos de procurar caminhos que permitam manter viva uma missão que ultrapassa em muito o ensino da música”.

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