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Evento “Smart City” reforça posição da Lagoa em termos tecnológicos

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A Lagoa está a receber até esta sexta-feira, dia 15 de novembro, o evento Lagoa Smart City, numa organização da Câmara Municipal de Lagoa.

O Nonagon – Parque de Ciência e de Tecnologia de São Miguel é palco deste evento, cofinanciado pelo PO Açores 2020, que conta com duas temáticas principais, nomeadamente: Desafios da Mobilidade e da Conectividade e Smart Tourism.

Falando na abertura do evento a Presidente da Câmara Municipal de Lagoa realçou que “do ponto de vista autárquico, este é um evento importante para o projeto de transformação da Lagoa numa Smart City, contribuindo com exemplos e sugestões de iniciativas para cidades inteligentes, ao nível da governação, da sociedade e qualidade de vida, da energia, do ambiente, do património e mobilidade, da economia, da inovação e do empreendedorismo”.

Desde 2014, que o concelho lagoense iniciou o seu rumo ao mundo das Smart Citys, sendo que em 2015, estabeleceu o Plano Integrado para ser a primeira cidade inteligente dos Açores, fazendo da Lagoa um município atrativo, inovador e tecnológico.

A edil lagoense aproveitou a ocasião para relembrar que a Câmara Municipal de Lagoa alcançou a certificação no Sistema de Gestão de Qualidade, em todos os seus serviços, de acordo com a norma internacional (ISO 9001:2015), no âmbito da gestão autárquica, sendo que, somente, cerca de 10% dos municípios nacionais o conseguiram.

Wifi gratuito em vários espaços públicos; App Turista, acessível através de banners com QR codes; fatura eletrónica aos munícipes; teleassistência digital ao idoso; uso de tecnologias Wireless e de banda larga; monitorização e modernização da gestão da água; incutiu a redução dos consumos e promoveu a iluminação eficiente em edifícios e espaços públicos; desburocratização e desmaterialização de processos na Câmara Municipal; adquisição de viaturas elétricas; substituição da iluminação de espaços públicos municipais por lâmpadas LED; carregadores exteriores eficientes e o posto de carregamento para viaturas elétricas, foram algumas das medidas realizadas pela Câmara Municipal rumo a uma Lagoa Smart City.

A autarca recordou ainda que, brevemente, a autarquia irá disponibilizar o Website Município de Lagoa com Webservices para o cidadão, ter o envio de SMS ao munícipe a dar conta do estado e conclusão de processos, bem como está a elaborar o Plano de Medidas de Melhoria de Eficiência Energética e a desenvolver a visita interativa aos museus da Lagoa.

Sem descurar que, está a ser construída a obra que se prende com o tema da “Mobilidade”, mais precisamente a ciclovia, o passeio marítimo da cidade de Lagoa, através da qual se pretende sensibilizar os munícipes lagoenses para a importância de modos de vida ativos e saudáveis, “de forma a construir-se uma cidade mais inclusiva, mais saudável e mais segura, com uma mobilidade urbana mais sustentável”, acrescentou a edil lagoense. Por outro lado, encontra-se em preparação um projeto que desincentivará o uso de meios de transportes motorizados, reequilibrando a afetação do espaço público aos diferentes modos de deslocação, através da criação de bolsas de estacionamento no passeio marítimo da cidade.

Por seu turno, o Diretor Regional da Ciência e Tecnologia afirmou que “o sucesso da implementação de ‘cidades inteligentes’ passa necessariamente pelo investimento nos cidadãos”.

Bruno Pacheco assegurou, por isso, que o Governo dos Açores vai continuar a apostar na capacitação dos jovens nas áreas das STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), da Robótica e da Programação para que possam estar “preparados para as profissões do futuro digital”.

O Diretor Regional frisou que, para o Governo, “o mais importante é a qualidade de vida dos Açorianos, pelo que, no âmbito da transformação digital, a dimensão humana não deve ser descurada numa cidade ou região inteligentes”.

Neste sentido, afirmou que a inteligência artificial “deve contribuir para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos em aspetos tão simples, mas com grande impacto na vida de todos e cada um de nós, como é o caso da melhoria da recolha de resíduos e da qualidade do ar ou da otimização da gestão do trânsito”.

Para Bruno Pacheco, falar de espaços inteligentes é falar de “uma nova noção de território, cujas fronteiras físicas desaparecem, deixando de ser relevante ou sequer impeditivo para as interações o local onde se encontra o cidadão ou a zona onde está sediada uma determinada empresa ou prestador de serviços”.

De salientar que paralelamente ao evento, decorre uma Exposição Empresarial.

DL/CML/gacs

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