
O presidente do Governo regional dos Açores disse hoje, 26 de outubro, que o executivo (PSD/CDS-PP/PPM) assumirá “as suas responsabilidades” no quadro do Plano e Orçamento de 2022 e os grupos parlamentares “as suas”, face à possibilidade da IL inviabilizar o documento.
“O que posso dizer é que o Governo dos Açores assumirá as suas responsabilidades, como também todos os deputados e grupos parlamentares assumirão as suas”, declarou o líder do governo de coligação PSD-CDS-PPM, à margem de uma visita à Santa Casa da Misericórdia da Praia, na ilha Graciosa, no âmbito da visita oficial.
Bolieiro referiu que o executivo “está a trabalhar para apresentar o seu Plano e Orçamento na Assembleia Legislativa dos Açores, cumprindo os prazos previstos pela lei”.
O deputado da Iniciativa Liberal (IL) no parlamento açoriano anunciou esta terça-feira que vai votar contra o atual Plano e Orçamento para 2022, considerando “inevitável” a realização de eleições regionais antecipadas caso as contas da região sejam chumbadas.
“A IL Açores decidiu, em reunião do núcleo regional, não aprovar este orçamento e este plano. O acordo de incidência parlamentar [com o PSD] não está a ser cumprido na sua plenitude”, disse Nuno Barata, em conferência de imprensa na delegação de São Miguel da Assembleia Legislativa Regional dos Açores.
Para o deputado, “a decisão está nas mãos do Governo”, que “tem de apresentar um documento novo – refeito e reformista”, garantindo que a SATA Internacional não coloca em causa a viabilidade financeira da SATA Air Azores, e “reduza o plano e o nível de endividamento previsto”, para cerca de “metade dos atuais cerca de 300 milhões de euros”.
Bolieiro frisou que “o Governo está a preparar a sua proposta, ouvindo os parceiros sociais, naturalmente ouvindo os partidos políticos, cumprindo a sua responsabilidade com base no seu Programa do Governo e Orientações de Médio Prazo”.
De acordo com o governante, “em sede de parlamento, para o debate na generalidade e na especialidade”, vai trabalhar em “diálogo, concertação e consenso para garantir uma maioria parlamentar de aprovação”, tal como procedeu no passado.
“Este Governo é um executivo responsável e tem como prioridade a defesa dos interesses dos Açores e de uma governação estável”, conclui o líder do executivo açoriano.
Lusa/ DL
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