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Governo dos Açores não quer “passagens administrativas” na educação

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O Secretário Regional da Educação e Cultura (SREC) anunciou, recentemente, que o Governo dos Açores vai alterar a portaria sobre a avaliação dos alunos do ensino básico, com vista a promover o sucesso escolar, já que “o que não queremos, o que é mais pernicioso que tudo, são as passagens administrativas”.

Para que isso aconteça e para que “a taxa de retenção também diminua, na medida do possível, o que é preciso são medidas de promoção do sucesso escolar”, afirmou Avelino Meneses, salientando que essas medidas passam, designadamente, pela “realização de diagnósticos cada vez mais precoces, para evitar a acumulação de atrasos, desde o pré-escolar e do 1.º ciclo” e pelo treino dos docentes no sentido da recuperação de aprendizagens, o que poderá “exigir algum investimento, mas será sempre muito mais em conta do que os acrescidos custos da retenção”.

Para Avelino Meneses, a estas medidas devem, por exemplo, juntar-se o trabalho, ao nível de cada uma das unidades orgânicas, para que “as lideranças escolares sejam cada vez mais pedagógicas e menos burocráticas” e, “há medida que o tempo for passando, ir tentando sempre encontrar percursos diferenciados, que correspondam às diversas apetências e tipologias dos estudantes”.

A alteração da portaria governamental, que deverá ser publicada sexta-feira em Jornal Oficial, enquadra-se “no objetivo fundamental que é o sucesso escolar”, frisou o Secretário Regional, adiantando que “a avaliação guiada por propósitos de qualidade e de rigor” é, precisamente, “um dos instrumentos para a obtenção do sucesso escolar”.

Avelino Meneses, que falava aos jornalistas no início de uma reunião de trabalho com os mediadores para o sucesso escolar, um programa promovido pela EPIS (Empresários pela Inclusão Social) em articulação com a Direção Regional da Educação, tutelada pela SREC, sublinhou a adesão, no corrente ano letivo, de oito escolas a este programa que, nos Açores, está a ser implementado no 3.º ciclo do ensino básico, depois de uma primeira experiência na Madalena, no Pico.

Orientado para o desenvolvimento das competências não cognitivas junto dos jovens em risco, este programa abrange as escolas básicas integradas dos Arrifes, Rabo de Peixe, Capelas, Angra do Heroísmo e Praia da Vitória e as escolas secundárias das Laranjeiras, Lagoa e Jerónimo Emiliano de Andrade, tendo sinalizado cerca de meio milhar de alunos em risco, de acordo com o Secretário Regional da Educação e Cultura.

Avelino Meneses referiu ainda que “a expetativa” relativamente a este programa é que “através da sinalização dos alunos com dificuldades, através de um acompanhamento depois mais individualizado, agirmos no combate a dois flagelos que queremos enfrentar, por um lado, o abandono e, por outro, o insucesso escolar”.

DL/Gacs

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