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Gui Menezes destaca mais valias do programa Copernicus para regiões ultraperiféricas

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O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia defendeu a mais valia de as regiões ultraperiféricas “incorporarem cada vez mais a utilização de dados espaciais de observação da Terra do programa europeu Copernicus para benefício das sociedades e da economia”, frisando que “há uma imensidade de possibilidades de utilização destes dados, que são disponibilizados gratuitamente e acessíveis a toda a gente”,.

Para o governante o Copernicus é um programa “muito interessante, também por ser gratuito”, sendo que pretendem, inclusive, “que a informação disponível seja cada vez mais utilizada pela academia, pelos organismos da administração pública e também pelas empresas privadas, que, a partir dos dados fornecidos, podem criar novos serviços e, assim, também contribuir para o desenvolvimento da economia das Regiões Ultraperiféricas”.

O titular das pastas do Mar e da Tecnologia lembrou que os Açores integram várias organizações relacionadas com o programa Copernicus, nomeadamente a Copernicus Relay Network e a rede NEREUS, que congrega regiões europeias utilizadoras de tecnologia espacial, e reiterou que o Executivo açoriano vai continuar a apostar na área espacial para o desenvolvimento da Região.

Gui Menezes fez ainda referência a infraestruturas instaladas na Região, como é o caso do Sentinel, em Santa Maria, para observação da Terra, e que, por exemplo, “fornece informação sobre os navios que passam ao largo do arquipélago e faz vigilância das suas atividades em termos de derrames ou de lavagens de tanques”, acrescentando que as imagens são fornecidas à Agência Europeia de Segurança Marítima.

O Sentinel, levado a cabo pela Agência Espacial Europeia (ESA), é operacionalizado com dois satélites que fornecem dados ao programa Copernicus, e que abrange áreas como a atmosfera, mudanças climáticas, gestão de emergência e de segurança, proteção do ambiente, gestão de áreas urbanas, planeamento regional e local, agricultura, turismo, pescas, saúde, transportes marítimos e alterações climáticas, entre outras.

O Copernicus é coordenado e gerido pela Comissão Europeia e implementado em parceria com os estados membros, a Agência Espacial Europeia (ESA), a Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos (EUMETSAT), o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio-Alcance (ECMWF) e a empresa Mercator Océan.

Na sua intervenção neste simpósio, Gui Menezes afirmou que “é do interesse da Região continuar a apostar não só em infraestruturas e tecnologias espaciais, mas também em infraestruturas de armazenamento, processamento e fornecimento de dados e serviços de observação da Terra”.

O Secretário Regional garantiu que “o Governo dos Açores vai continuar a promover o programa Copernicus no Atlântico, especialmente através do Azeo@Lab (ESA@LAB) – Centro para o Desenvolvimento de Competências em Observação da Terra, que será instalado, em breve, na ilha Terceira, no âmbito do AIR Centre”.

DL/Gacs

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