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Incremento da leitura “é uma prioridade” no combate ao insucesso escolar

incremento da leitura é uma prioridade no combate ao insucesso escolar

O Secretário Regional da Educação e Cultura afirmou esta quinta-feira, dia 21 de abril, na Praia da Vitória, que o incremento da leitura “é uma prioridade” para o Governo dos Açores no âmbito do combate ao insucesso escolar.

Segundo o executivo regional, Avelino Meneses, que falava numa aula aberta sobre a vida e obra do escritor açoriano Daniel de Sá, orientada por Dionísio de Sousa, sublinhou esta prioridade com o facto do Executivo Açoriano ter aprovado, desde meados de 2011, o Plano Regional e Leitura, precisamente com o propósito “de aumentar os níveis de literacia da população e de colocar a Região a par dos melhores exemplos europeus”.

A relevância do livro e da leitura levou, segundo Avelino Meneses, à “dinamização” de uma rede regional de bibliotecas escolares, que constituem ”espaços de aprendizagem múltipla dado que, pela utilidade e, oxalá que também pelo prazer, a leitura constitui um suporte essencial do percurso pedagógico”.

As bibliotecas escolares, salientou o Secretário Regional, são ainda “serviços suscetíveis do estabelecimento de uma corelação profícua entre a escola, entre as escolas, e entre a escola e a comunidade”.

Nesse sentido, no ano letivo em curso, com a implementação do ProSucesso – Açores pela Educação, programa de promoção do sucesso escolar, o livro e a leitura “adquiriram uma premência ainda maior”.

Para o titular da pasta da Educação, faz, por isso, sentido que se fale do “homem e da obra“ de Daniel de Sá que, entre tantas atividades desenvolvidas ao longo da sua vida, foi presidente da Comissão Científica do Plano Regional de Leitura.

Relativamente a Daniel de Sá, figura grada das letras açorianas, a que recentemente Dionísio de Sousa dedicou o livro ‘Daniel de Sá – A serena sabedoria’, Avelino Meneses destacou a “coragem”, qualidade que “sempre teve”, de abordar determinados temas que “colidiam muito justamente com interpretações históricas algo discutíveis”.

“Num arquipélago que é unido pelo mar, mas que está ainda muito dividido por inúmeras paredes, sejam elas de pedra, de hortênsias ou mais comumente de incompreensões, ele [Daniel de Sá] era um verdadeiro escritor de todos nós. Por isso mesmo, derramava palavras pelos jornais de várias ilhas, alheio ao artificialismo das nossas fronteiras”, frisou o Secretário Regional da Educação e Cultura.

DL/Gacs

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