
Em comunicado, o Tribunal Judicial da Comarca dos Açores anuncia a decisão de libertar os 5 detidos suspeitos dos crimes de falsificação de documentos e de burla praticados no contexto da atribuição do subsídio social de mobilidade.
O caso terá lesado o Estado em centenas de milhares de euros.
O juíz de instrução de Angra do Heroísmo entendeu “não existir perigo de fuga, perturbação do inquérito ou continuação da atividade criminosa” tendo justificado assim a libertação dos arguidos, que ficam a aguardar os desenvolvimentos do processo em liberdade.
De acordo com a investigação, as suspeitos terão falsificado faturas e cartões de embarque, posteriormente apresentados nos CTT com uso de dados pessoas recrutados pelos arguidos para o efeito.
A “operação Ícaro” foi desenvolvida pela Polícia Judiciária através do Departamento de Investigação Criminal dos Açores em colaboração com o Departamento de Investigação de Braga. A operação foi desenvolvida nas ilhas de São Miguel, Terceira, Pico e no continente e já conta com 35 arguidos, segundo a PJ.
As três mulheres detidas têm entre 27 e 37 anos e os dois outros detido são homens com 30 e 35 anos, tendo um deles antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime.
O subsídio social de mobilidade prevê um reembolso das viagens entre os Açores e o continente ficando os residentes na região a pagar no máximo 134 euros por cada viagem que inclui ida e volta.
DL
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