O Secretário Regional da Agricultura e Ambiente destacou, em Ponta Delgada, que a elaboração do Plano para as Alterações Climáticas (PRAC), que está a ser executada por “um consórcio do qual faz parte a Universidade dos Açores”, contempla duas componentes, “a da mitigação e a da adaptação”.
Luís Neto Viveiros, que recebeu, em audiência, o deputado à Assembleia da República, José Luís Ferreira, e o dirigente nacional do Partido Ecologista Os Verdes, Vítor Cavaco, salientou que o PRAC deverá ficar concluído “na próxima primavera”, de acordo com o calendário estabelecido.
O Secretário Regional, em declarações aos jornalistas no final da audiência, adiantou ainda que o documento “considera as metas 20.20.20”, designadamente “a redução dos efeitos dos gases de estufa e, de uma forma geral, das energias primárias”, assim como “o aumento da utilização de energias alternativas”, em 20%.
O PRAC incluirá cenários e projeções climáticas e atualizará as estimativas de emissões por setor, quantificando as oportunidades de redução de emissões e definindo medidas.
A Região, sem prejuízo do trabalho em curso para um horizonte até 2050, estabeleceu já para 2018 o objetivo de aumentar em 50% a taxa de penetração das energias renováveis para a produção de energia elétrica.
Questionado pelos jornalistas relativamente à referência hoje feita pelo Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, no 13.º Congresso da Água, sobre a conclusão e aprovação dos Planos de Gestão das Regiões Hidrográficas (PGRH) do continente e dos Açores, Neto Viveiros manifestou “satisfação”.
A Região foi, aliás, a primeira do país a concluir a elaboração do Plano de Gestão da Região Hidrográfica 2016-2021 e do Plano de Gestão de Riscos de Inundações.
DL/Gacs
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