O São Martinho no Cabouco, pelo quarto ano consecutivo, proporcionou um verdadeiro momento de partilha para os habitantes do Cabouco, a todos os lagoenses mas também a muitas pessoas oriundas de outros locais da ilha.
Para Cláudio Gaspar, representante do Grupo de Amigos do São Martinho, esta quarta edição teve um balanço muito positivo, “pela participação das pessoas da freguesia e não só, as várias freguesias foram representadas no cortejo. A freguesia do Cabouco recebeu um bocadinho de toda a Ilha”.
O ex-libris do São Martinho no Cabouco, é o cortejo etnográfico alusivo à época e festa medieval, sendo que “todo o cenário que foi criado este ano foi um sucesso”, nomeadamente com mais de 200 figurantes e animais que retrataram vários estados sociais: “nobreza, clero e povo”.
De destacar, as muralhas e pórticos de entrada, que fizeram muito sucesso pela população e que demonstraram o “crescimento da festa”, para além de representarem a época medieval e trazerem algum realismo ao ambiente do evento.
As crianças não ficaram de fora da festa de São Martinho e puderam participar numa tarde infantil com pula-pulas, onde mais de 230 crianças, puderam brincar e desfrutar de um cachorro acompanhado de um sumo e participar no desfile.
Os diversos patrocinadores, permitiram que a população pudesse usufruir de forma gratuita, a uma vasta gastronomia num espaço com uma decoração alusiva ao tema medieval e num ambiente acolhedor e festivo, nomeadamente com muita animação musical.
Assim, através da lenda de São Martinho, crianças, jovens e adultos puderam reviver uma época passada, numa festa “feita no intuito de receber”, partilhando durante os dias 11 e 12 de novembro, mais de 150 quilos de carne de porco, 150 quilos de carne de novilho e 500 quilos de sardinhas e cerca de 100 litros de vinho.
Para a esposa do pescador Emanuel Cordeiro, que oferece todos os anos as sardinhas, “sem sardinhas não há São Martinho, vinho castanhas e sardinhas”.
Como afirmou o representante do Grupo de Amigos de São Martinho, a “única nódoa negra”, foi a impossibilidade financeira, de oferecer as castanhas à população, derivado ao elevado preço das mesmas.
Este ano, algumas novidades deixaram os visitantes surpreendidos positivamente, para além das muralhas, as quatro tendas de artesanato e as provas de sabores alusivas ao São Martinho, com o vinho, enchidos e queijos.
O Grupo de Amigos de São Marti nho, “é um grupo que se mantem unido o ano inteiro, há divergências como toda a gente tem, mas é construtivo, quando se trabalha para crescer é normal que nem todos estejam de acordo porque a fase de crescimento é sempre complicada”, referiu Cláudio Gaspar ao Diário da Lagoa.
Segundo Adriano Costa, Presidente da Junta de Freguesia do Cabouco e Presidente da Casa de Povo do Cabouco, uma das entidades parceiras do São Martinho na freguesia, esta festa “tem sido um sucesso”, sendo o cortejo etnográfico o verdadeiro segredo do êxito da mesma.
As diversas parcerias “servem ambas as instituições” sendo o principal objetivo “dar algo ao povo” e “todos os anos temos tido uma novidade” com uniões que “têm resultado”.
De destacar ainda o apoio das senhoras do Centro Social e Cultural do Cabouco, assim como da Casa do Povo, que ajudaram na decoração do espaço onde decorreu o São Martinho do Cabouco.
DL/AS
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