João Peixoto é um dos jogadores que ostenta a braçadeira de capitão da equipa de futebol sénior do Clube Operário Desportivo.
Com apenas nove anos, começou a sua carreira de futebolista, primeiramente nas escolinhas de futebol do Setúbal, onde fez toda a sua formação, tendo sido internacional em sub 19 pela seleção portuguesa, com seis internacionalizações.
Em declarações ao jornal Diário a Lagoa, recorda os 12 anos que esteve em setúbal, onde por vezes não era fácil, “ eu vivia a 20 kms de Setúbal e tinha que apanhar o comboio todos os dias, um miúdo de nove anos”, recorda. Peixoto não deixa de agradecer aos seus pais pela oportunidade que lhe deram, porque só assim é o que é hoje.
João Peixoto diz-se orgulhoso da carreira que tem feito, apesar de saber que poderia ter alcançado mais.
Chegou ao Operário através do atual treinador, embora na altura o treinador era Francisco Agatão e foi nessa altura que começou a paixão pelo COD.
Há já quatro épocas com a camisola fabril, diz nunca ter imaginado que seriam quatro anos muito bons.
João Peixoto assume mesmo que nos 12 anos em que esteve a representar o Setúbal, nunca teve tanta paixão como criou nestes quatro na equipa da Lagoa. “Paixão que assume-se pelo sentimento de família, pelo trabalho e dedicação que as pessoas dão ao clube e aos jogadores para se sentirem em casa”, confessa.
Nesta entrevista, João Peixoto diz que sempre aspirou outros patamares em termos futebolísticos e que atualmente, confessa, continua a ambicionar, mas só se for pelo Operário, na segunda liga, e só por ai. O capitão diz não se vê sair do clube da Lagoa para outro.
Com 31 anos, apesar de ter ambição futebolística e querer melhorar mais, confessa que “no Operário as pessoas são sérias e acreditamos nelas e nos outros clubes não dá para apostar em outros patamares”. Peixoto assume-se como “fabril” até morrer porque, segundo diz, “sinto-me em casa”.
O atual treinador da equipa de futebol do Operário foi quem atribuiu a braçadeira de capitão a João Peixoto e em declarações ao nosso jornal, refere que, apesar de Peixoto não ser natural da ilha, é uma pessoa que representa muito bem os princípios do Operário. “Estamos a falar de uma pessoa solidária, companheiro do seu companheiro, é responsável. Dentro do balneário já tinha o estatuto de líder antes de ser capitão”, confessa.
Para o técnico, Peixoto, além da qualidade técnica que representa como atleta, representa também uma grande uma qualidade humana.
O treinador do Operário recorda que João Peixoto é um dos quatro capitães da equipa (Peixoto, Dani, Evandro e João Botelho), e recorda que o João representa o conjunto dos quatro. “É uma pessoa séria, idónea nas suas decisões, tenta o melhor para o grupo de trabalho e não protege só o grupo de trabalho, mas sim protege o próprio clube”, diz André Branquinho.
“O João representa o que é ser operário, na verdadeira definição a palavra”.
Branquinho termina dizendo mesmo que “acredito eu ele não é do Operário desde sempre, mas será para sempre de certeza absoluta”.
DL
(Leia a reportagem completa na edição impressa de março)
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