O Secretário Regional da Saúde salientou esta segunda-feira, dia 8 de maio, o trabalho desenvolvido pelas equipas de intervenção precoce, nomeadamente nas repercussões que terá, a longo prazo, no sucesso escolar, no emprego, na delinquência e nos problemas socioeconómicos.
“São cerca de 120 técnicos envolvidos neste projeto, um bom exemplo de trabalho em equipa e trabalho multidisciplinar, que espelha a articulação e corresponsabilização entre os setores da saúde, solidariedade social e educação”, frisou Rui Luís, na abertura das III Jornadas de Intervenção Precoce, que decorrem até terça-feira na Ribeira Grande, numa iniciativa da Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel.
Segundo o executivo regional, na sua intervenção, Rui Luís defendeu a urgência de se refletir sobre esta temática e de “consciencializar e responsabilizar” a comunidade.
“Qualquer intervenção no âmbito do Programa Regional de Intervenção Precoce deverá ser centrada na família, mesmo quando se torna necessária uma intervenção centrada na criança”, afirmou.
A intervenção precoce está regulamentada na Região desde 2012, tendo o programa acompanhado 181 crianças em 2015 e cerca de duas centenas em 2016.
À margem do encontro, questionado pelos jornalistas sobre a deslocação de médicos, o titular da pasta da Saúde assegurou que o programa de deslocação de especialistas às ilhas sem hospital se mantém em vigor.
“O programa não está suspenso”, frisou, salientando que a confusão que surgiu resulta de declarações de Isabel Cássio, presidente do Conselho Médico dos Açores da Ordem dos Médicos.
Para o Secretário Regional, “o novo modelo vai potenciar esta deslocação, com alterações que passam por questões organizativas e financeiras”.
“Da nossa parte, não queremos colocar qualquer suspeição sobre ninguém, o que queremos é que exista, de facto, um sistema de deslocação às ilhas sem hospital, que seja eficaz e no qual as pessoas possam ter acesso aos cuidados de saúde”, afirmou Rui Luís.
DL/Gacs
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