
Em comunicado enviado ao Diário da Lagoa, a direção da empresa de lacticínios Prolacto reage à denúncia do contrato feita pela Unileite que justificou a decisão alegando não querer ter de baixar o preço pago ao produtor.
A Prolacto garante que “nas negociações com a Unileite, a nossa intenção nunca foi baixar o preço ao produtor mas sim ter uma recolha com custos mais realistas”. A empresa entente que a “Unileite não necessitava denunciar o contrato” uma vez que a Prolacto aceitou e acordou “não mexer nos preços até ao final do ano”.
A empresa diz que “procura-se dar ou passar a ideia de que a responsável por todos os problemas da lavoura é a Prolacto. Fake News. Prolacto só compra 22% do leite que os produtores fornecem à Unileite”.
A Prolacto considera que “alguns produtores estão em risco de ficar subjugados aos interesses de um intermediário, que apenas está focado em resolver os seus problemas, sem revelar qualquer solidariedade para os que atravessam momentos de maior fragilidade, e que na verdade são seus associados”.
Ainda assim, a empresa de lacticínios garante que, apesar da cessação do contrato com a Unileite, “não há riscos para os produtores que produzem nomeadamente os 40 milhões de litros que recebemos através da Unileite”.
Na semana passada, a empresa diz ter lançado um pedido de propostas para abastecimento de leite a todas as cooperativas “para avançar na procura de uma recolha mais eficiente”.
Ontem, a Unileite fez saber que tinha denunciado o contrato com a Prolacto. Em comunicado, publicado na imprensa regional, justificou a decisão com “a necessidade de assegurar os superiores interesses da lavoura micaelense”. A União das Cooperativas Agrícolas de Laticínios da Ilha de São Migue recusa estar subjugada “aos interesses de investidores que estão apenas focados em multiplicar as receitas dos seus investimentos, sem qualquer solidariedade para os que atravessam momentos de maior fragilidade”.
DL
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